sexta-feira, 28 de setembro de 2012

:: A LÔCA DA LISTA :: LAWS OF MODERN WOMAN



Laws of Modern Woman é um tumblr colaborativo com frases que, em teoria, eles acham que fariam uma mulher (e talvez um mundo) melhor. Eu não concordo com tudo que eles publicam, mas eu gosto do design clean e de algumas frases. Fiz aqui uma lista das minhas 15 preferidas com um comentário sobre o que eu penso sobre cada uma delas. Porque antes mesmo de eu ser a lôca da lista, eu sou a lôca das frases. Quem me conhece, sabe.

:: A LÔCA DA LISTA :: FAB.COM

OWN AT LEAST ONE BLACK DRESS
Tenha pelo menos um vestido preto

Apesar de eu ser absolutamente contra regras universais, inclusive no que diz respeito ao guarda-roupa, eu sou adepta do vestido preto, acho difícil pensar em uma mulher que fique mal vestida com um (até o Marc Jacobs fica engraçadinho) e conseguiria enumerar situações suficientemente numerosas para justificar esse imperativo. Por isso mesmo, vou reforçá-lo "Tenha pelo menos um BOM vestido preto". Simplesmente porque salva.



"IF YOU WANT SOMETHING YOU´VE NEVER HAD, YOU MUST BE WILLING TO DO SOMETHING YOU´VE NEVER DONE" THOMAS JEFFERSON
"Se você quer algo que nunca teve, deve estar disposto a fazer algo que nunca fez" Thomas Jefferson

Frase de para-choque de caminhão? Sim. Faz sentido? Também. A gente gosta de reclamar da mesmice e de como as coisas continuam sempre iguais, mas a gente não gosta de sair da zona de conforto, de arriscar. Então, de duas, uma: ou para de reclamar ou faz alguma coisa diferente. Simples assim.



DON´T PICK A JOB WITH GREAT VACATION TIME. PICK ONE THAT DOESN´T NEED ESCAPING FROM
Não escolha um emprego com um ótimo período de férias. Escolha um do qual você não precise escapar.

Se você começa num emprego já pensando quando vai conseguir tirar férias, quantos dias, etc., provavelmente você está fazendo isso errado. Mais um item da infinita lista de indícios de que você devia estar fazendo outra coisa, e nem vou fazer esse assunto render, porque já é triste o suficiente. Mas fica a dica, o trabalho certo deveria te dar prazer suficiente para você adiar as férias sem grande sofrimento.



DON´T UNDERESTIMATE THE SEDUCTIVE POWER OF A DECENT VOCABULARY
Não subestime o poder sedutor de um vocabulário decente

Tanto se for para considerar decente do ponto de vista da decência moral quanto da intelectual, a regra é clara: a palavra tem poder, a gente tem que usar com cuidado. Na comunicação verbal ou escrita, ter o repertório afiado e inteligência suficiente para usá-lo com coerência só traz vantagens.



IF YOU DON´T LOVE HIM AS HE IS, THEN YOU DON´T LOVE HIM AT ALL
Se você não o ama como ele é, então você não o ama

Sabe como mulher tem mania de querer mudar o homem e geralmente usa como justificativa para tanta chatice e perseverança o amor que sente pelo dito cujo? Pois. Não é amor, é só mania mesmo, e o mundo seria um lugar melhor se a gente simplesmente aceitasse o fato de que pessoas não mudam e de que tudo bem partir pra outra.




WOULD THE GIRL YOU WERE YESTERDAY ADMIRE THE WOMAN YOU ARE TODAY? IF NOT, ADJUST FOR DESIRED RESULTS
A garota que você foi ontem admiraria a mulher que você é hoje? Se não, ajuste para os resultados desejados

Acho que o sentimento de não ser exatamente como você imaginou que seria, na idade em que está, é unânime. Não conheço uma só pessoa que tenha acertado. Chegando perto dos 30, é difícil encontrar um amigo que não tenha se imaginado mais rico, mais realizado profissionalmente, com menos dores e mais disposição. O mais importante, no entanto, são os valores que nós cultivamos  os que mudaram, os que se fortaleceram. Principalmente nesse quesito, vale dar uma avaliada e ajustar expectativas.



SAY WHAT YOU MEAN, STOP BLAMING OTHERS FOR BEING UNABLE TO READ YOUR MIND
Diga o que quer dizer, pare de culpar os outros por serem incapazes de ler sua mente

Entre ser educado e ser sincero, ache um meio-termo e seja sempre coerente. Evita mal entendidos desnecessários e desagradáveis, poupa o seu tempo e o dos outros.



"EVERYONE YOU WILL EVER MEET KNOWS SOMETHING YOU DON´T" BILL NYE
"Qualquer pessoa que você vier a conhecer sabe algo que você não sabe" Bill Nye

Mesmo com tanta gente no mundo, ninguém tem uma experiência igual à do outro. Ninguém. E isso, por si só, garante que cada um saiba uma coisa que o outro não sabe. Sem contar que a mesma experiência deixa impressões diferentes em pessoas diferentes. Enfim, é meio óbvio. Mas pode ser uma boa frase para lembrar, por exemplo, quando você precisa criar algum tipo de respeito por alguém por quem você parece não dever ter nenhum.



"ACTION EXPRESSES PRIORITIES" MOHANDAS GANDHI
"Acões expressam prioridades" Mohandas Gandhi

Esteja você querendo demonstrar que algo ou alguém é prioridade na sua vida, ou saber se é prioridade numa situação ou na vida de alguém, a resposta é: ação. Se você não está fazendo ou vendo nenhuma, não precisa nem perguntar, né?



STOP USING THE TERM 'REAL WOMEN' TO REFER TO CURVY WOMEN. TALL AND SKINNY GIRLS AREN´T FUCKING IMAGINARY. ALL WOMEN ARE REAL WOMEN
Pare de usar o termo 'Mulher Real' para se referir à mulher curvilínea. Garotas altas e magras não são imaginárias. Todas as mulheres são mulheres reais

É meio polêmico, mas vou falar. É preconceito, também, ficar defendendo mulher que não tem biotipo de modelo. Usar um termo que no fim das contas serve, basicamente, para fazer a mulher fora do padrão de beleza se sentir melhor é tão ruim quanto a própria imposição do tal padrão. Igualdade é igualdade. No fundo, todo mundo sabe que mulher curvilínea é maioria.




YOUR MOOD SHOULD NOT DICTATE YOUR MANNERS
Seu humor não deve ditar suas maneiras

Essa vai principalmente para aquele tipo de mulher que adora usar o próprio calendário menstrual como desculpa para ser, em bom português, escrota. Evitar que os fatos influenciem o seu humor, é praticamente impossível. Mas que o seu humor influencie suas maneiras, é controlável. Se você ainda não domina essa arte, vá treinando. Porque que elas influenciem o dia dos outros (geralmente para bem pior), é inaceitável.

 
"ANYTHING THAT  GETS YOUR BLOOD RACING IS PROBABLY WORTH DOING" HUNTER S. THOMPSON
"Qualquer coisa que faça seu sangue correr provavelmente vale a pena fazer" Hunter S. Thompson

E qualquer conselho vindo de Hunter S. Thompson provavelmente não vale a pena ser seguido. Mas eu acredito no poder dos maus conselhos, de vez em quando.



NEVER LET YOUR HAPINESS BE DEPENDENT ON SOMETHING YOU CAN LOSE
Nunca deixe sua felicidade ser dependente de algo que você pode perder

Felicidade é um (ainda que meio misterioso) sentimento, e ô coisa difícil controlar, os sentimentos! Mas que não seja desculpa para não prestar atenção. Sempre que possível, dê uma olhada e se assegure de que a fonte da sua felicidade está mais nas coisas que você pode manter. Mas que também não seja desculpa para se proteger demais, perdas e momentos menos felizes são parte do pacote (e o pacote todo é bom e vale a pena).


 
 "I AM LONELY, YET NOT EVERYBODY WILL DO. I DON´T KNOW WHY, SOME PEOPLE FILL THE GAPS BUT OTHER PEOPLE EMPHASIZE MY LONELINESS" ANAIS NIN
"Eu sou solitária, e assim mesmo nem todo mundo serve. Eu não sei por quê, algumas pessoas preenchem as lacunas enquanto outras enfatizam minha solidão" Anais Nin

Sou 'picky' assumida e essa foi a frase que melhor explicou esse sentimento, para mim. O fator inexplicável que faz alguém ser "escolhido" ou não para fazer parte de alguma maneira da minha convivência, entrar na minha vida e no meu coração, permanece inexplicado. Mas pelo menos eu não sou a única e isso é algum alívio.



"WELL BEHAVED WOMEN RARELY MAKE HISTORY" ELEANOR ROOSEVELT
 "Mulheres bem comportadas raramente fazem história" Eleanor Roosevelt

Deus que me livre de ser comparada a esse tipo de mulher fanfarrona que usa frases do tipo "Meninas boas vão para o céu, meninas más vão para todos os lugares". Arghhh... tenho PAVOR! Meu ponto aqui é que para fazer algo realmente marcante certamente é preciso fazer algo não previsto nas regras de comportamento.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

DOS LIMITES QUE A GENTE SE IMPÕE

Você está confinado apenas pelas paredes que você mesmo cria
 
 
 
Começou ontem o Social Media Week, evento mundial que tem edição também em São Paulo, e eu só consegui chegar para pegar a última fala do dia, por conta do rodízio. Já tinha ouvido a Martha Gabriel falar em algum outro evento e sabia que valeria a pena ficar na rua mais algumas horas, mesmo naquele maldito dia pós-insônia. Ela tem aquele entusiasmo que prende a platéia, não importa sobre o que ela fale.
 
De maneira bem didática, ela discorreu sobre o que é economia, o que é felicidade e explicou como e porque o tema Economia da Felicidade é tão discutido atualmente. Mas eu queria focar mesmo em uma das reflexões que ela propôs. Na palestra, ela lançou a pergunta: "O que você faria se ganhasse na loteria, se dinheiro não fosse um problema?" Como se já não fosse provocação e não desse trabalho o bastante, outra pergunta mais difícil vem, a seguir. "Por que não começar a fazer isso agora?"
 
Não que seja novidade. Alguns milhares de livros de auto-ajuda já devem ter sugerido a mesma reflexão, mas ela nunca fica velha, porque mesmo quando a gente se dá ao trabalho de pensar na primeira, geralmente não consegue responder à segunda, com medo de ter que colocar em prática. A gente aprende a colocar limites a nós mesmos, em tudo. Profissional, estética, romanticamente, até. Todo mundo segue ali pertinho da média, onde é mais seguro. O modelo de emprego que outros já criaram e parece ter dado certo. Os looks copiados das revistas, dos artistas, dos blogs de moda. Relacionamentos com os rótulos que já estão disponíveis. A ilusão de liberdade que a gente tem, que faz a gente cada vez mais careta e mais medroso.
 
Ainda tem a semana inteira de SMW, na sexta e no sábado tem Ecoera na Escola São Paulo, para discutir moda e sustentabilidade (e portanto, me obriga a ir ver, voltar mais tarde para casa). A vida anda corrida e logo logo é Natal - se o mundo não acabar no dia 21 de dezembro - mas nunca é tarde para se fazer as tais perguntas e se permitir viver as respostas. Eu acho. Aqui embaixo, uma frase de Harun Yahya que  sempre me deixa com vergonha de mim mesma. E você, já se perguntou?
 
Eu sempre me pergunto por que pássaros escolhem permanecer no mesmo lugar quando eles podem voar para qualquer lugar do planeta. E então eu me faço a mesma pergunta.
 
 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

:: UP :: OS MELHORES BRECHÓS QUE EU CONHECI NA ÙLTIMA IDA À EUROPA!

Tem gente que tem preconceito com roupa usada, mais de uma vez ouvi sobre como não gostam de ter no seu guarda-roupa coisas que foram de outra pessoa, por causa da energia que você não tem como saber se era "boa". Eu acho bobagem, tenho preconceito nenhum, e se tivesse tão preocupada com a energia que cada peça de roupa minha carrega, já teria começado minha plantação de algodão, aprendido a fiar, tecer e costurar. Porque, né?, com tanta mão-de-obra escrava por aí, não é como se eu acreditasse que elas vêm envoltas numa aura azul. Bem que eu gostaria !

Aqui no Brasil a gente usa a palavra brechó quando quer se referir a uma loja que vende roupas usadas. Tanto faz se é roupa usada de marca, roupa usada de época, coisa boa, coisa ruim, barata ou cara. Lá fora eles usam dois termos diferentes, vintage store e thrift store. A primeira é aquele tipo que vende roupas de décadas passadas, com as respectivas características, em bom estado. O segundo tipo é uma loja que vende peças de roupa de segunda mão, das quais os donos abriram mão por algum motivo.

As vintage stores costumam ter um preço mais alto, porque suas peças já foram pré-selecionadas e elas estão ali sendo comercializadas por terem algo especial. As thrift costumam ser baratíssimas, porque quase sempre a loja se dá simplesmente ao trabalho de pendurar as peças que comprou/recebeu.

Eu gosto muito desses dois tipos, mas confesso que acho mais emocionante quando dou de cara com uma boa thrift store, daquelas pelas quais você não dá nada quando olha de primeira, mas se surpreende depois de tomar coragem e começar a fuçar. Geralmente elas são lojas de algum projeto social numa região melhor de cada cidade. Fiz uma lista das vintage e thrift stores mais legais que eu encontrei em cada cidade que passei nessa última viagem. 

1. Londres:
 Não consegui eleger uma, porque a Brick Lane é tomada por lojas desse tipo (na maioria vintage) e se eu pudesse dar uma dica, seria: ande por toda a Brick Lane num domingo! Entre nas que mais chamarem a atenção, entre também nas mais feinhas, e além de tudo, coma na feirinha de comidas internacionais, que fica num bequinho pelo qual você entra por uma porta de tamanho normal, mas que é super grande dentro. Lá dentro tem comidas de todos os lugares para você recuperar a energia gasta na empurração de cabides que é característica dessa modalidade de compras.

2. Paris:
Peguei essa dica no Conexão Paris, que aliás já é por si só uma ótima dica se você vai à Paris. Não tem nome, e olhando de fora parece uma grande porcaria, mas é exatamente o tipo de brechó que eu gosto. OK, é sujinho, amontoado e confuso, mas com um pouco de paciência e um bom anti-alérgico em mãos, dá pra procurar e achar muita coisa legal com precinho ridículo de barato. Fica na Rue de la Verrerie, 61, no Marais, que eu achei o bairro mais legal da capital francesa.



3. Amsterdam:Episode 
A Episode é uma rede de roupas de segunda mão, com filiais em diversas capitais européias. Eu estive em duas, em Amsterdam. A mais legal delas, fica no final da Waterlooplein, uma rua onde é montado um mercado de pulgas, todos os dias, das 10h às 17h. Tem alguma coisa de antiguidade e muita roupa, mas é tudo daquele tipo de coisa bem barata, não peça de antiquário. 
A loja em si, é assim: tem uns vendedores super modernos, descolados que não te dão muita atenção, algumas roupas reformadas por eles, outras tantas produzidas em série (e eu suponho que novas), e muita roupa e acessório usado, de bons materiais, estampas incríveis e preços bem razoáveis.
Dá uma olhada na loja online, que não chega perto da experiência de estar lá ao vivo, mas dá uma ideia do que se trata.


4. Think Twice (T2)
Com endereços em Bruxelas e Antuérpia, a T2 me ganhou não só pela loja em si, mas também pelo conceito. Ela é parte de um projeto de caridade e desenvolvimento social para a África, mas ela não lembra em nada as lojas do Exército da Salvação, por exemplo, que sempre tem aquele ar super careta. Ela recebe doações de diversos tipos e só comercializa as que estiverem em estado muito bom, as outras são reaproveitadas em doações ou reciclagem.
As family stores, identificadas pelo logo verde vendem peças mais comuns e conservadoras, enquanto as vintage (de logo vermelho) têm coisas mais cheias de estilo e são decoradas como um dos brechós caros que nós temos em São Paulo, mas com preços muito melhores.


5. Berlim: Humana
Em plena Alexandreplatz, você consegue ver de longe um prédio enorme com o letreiro da Humana. É uma loja bem grande, bem organizada e com uma variedade enorme de produtos. Dá para encontrar boas barganhas, mas algumas peças têm preços muito parecidos com os que você pagaria numa peça nova em qualquer loja de fast fashion. Mas vale a pena a visita porque tem mesmo uma quantidade enorme de produtos à venda e coisas que você não encontraria em nenhum outro lugar.





quinta-feira, 20 de setembro de 2012

:: A LÔCA DA LISTA :: FAB.COM

Conhece a Fab.com? Eu tenho um sentimento que varia entre amor e ódio (mais ou menos o que acontece quando eu entro na IKEA) por essa loja online, porque ela vende coisas muito legais, que eu adoraria possuir, por preços que eu poderia pagar, MAS... eu não posso comprar porque eles não entregam fora da América do Norte. Mesmo assim, eu não me descadastrei ainda, continuo recebendo a newsletter e sofrendo, por inspiração. Se cadastre para sofrer você também!
 
5 coisas que eu poderia ter hoje SE eu morasse nos Estados Unidos.


Jogo Americano inspirado na escala Pantone US$ 43

Cabeça de Alce em Papelão estampado US$ 140

Colar Gola com pérolas de diferentes tamanhos US$ 180



 
Saleiro e Pimenteiro Fox Racoon (jogo) US$ 10

Colar com pingentes de madeira pintados (unid.) US$ 28



 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

:: PARTE 1 :: READY TO WEAR SS2013 NY

Parte 1 de sabe lá quantas. São muuuitos estilistas por temporada, e eu gosto de ficar olhando os meus preferidos com carinho, os mais desconhecidos quando bate uma curiosidade, e não tem graça fazer com pressa. Hoje já começou Milão, mas foi o primeiro dia que eu tirei para fazer isso. Começo com NY...

Tem temporada que me dá super bode. Não que esta esteja especial, mas a maratona Sex and the City com certeza tem me influenciado, inclusive para lembrar que moda é isso que, graças a Deus, nós mulheres temos para nos divertir. Em meio a tantos textos (pertinentes, infelizmente) sobre uma desvantagem de ser mulher, a de ser violentada e abusada fisicamente durante a vida nos mais diversos graus (aqui e aqui, por exemplo, e eu já falei disso aqui), é um alívio lembrar que tudo tem dor e delícia, e ser mulherzinha é sim, legal. Ter um monte de roupas, sapatos, bolsas e vidros de esmalte, simplesmente porque eu preciso, é a parte muito boa, então eu  não me permito esquecer.

 Obs: A Carrie tem me influenciado de tal maneira que eu tenho achado OK looks com barriga de fora. Mas que continue no campo conceitual.  Ela não tinha e eu também não tenho idade para isso, mas eu vou continuar achando bonito na passarela. Por outro lado, os looks da temporadas não são lá muito frescos. Tem bastante jaqueta - o que, na verdade, eu gosto - que, convenhamos, funciona bem na vida real, já que as temperaturas andam bem desrespeitosas com o calendário e o ar condicionado geralmente fica bombando no escritório e no carro.

Vamos ver os 5 preferidos, dos preferidos?








segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O MELHOR SITE DE ESTILO PROS MOÇOS



Dois meninos, de apenas 22 anos cada, são fundadores do melhor site de estilo especialmente voltado para o público masculino que eu já vi, o Street Etiquette.

Apesar de muito jovens (o site foi criado em 2008), Joshua Kissi and Travis Gumbs se tornaram famosos não só pela imagem forte e própria de moda que apresentam, mas pelo embasamento histórico e porque não dizer, ideológico, usado para criá-la.

Os dois foram criados no Bronx, onde frequentaram juntos o colegial, e não pretendem abandonar as origens pelo "mundinho da moda". "Sendo da periferia, sabemos que temos uma responsabilidade e, definitivamente, não a subestimamos." reflete Kissi. "Nós sabemos que devemos formular um certo tipo de imagem para a juventude - é aí que estilo e caráter se unem."

Eu fui conhecer o blog através de uma matéria no NY Times, de agosto desse ano. Antes mesmo de acessá-lo me chamou a atenção a atitude demonstrada nas respostas da entrevista, de querer mudar o imaginário dos jovens negros que até muito pouco tempo só tinham um tipo de referência de moda: uma estética caricata de hip-hop que incluía roupas largas e tênis esportivos.


O artigo é todo bom e eu recomendo muito ler, porque eu não pretendo reproduzi-lo aqui na íntegra. Apesar de nós termos uma comunidade negra bem diferente da americana aqui, a discussão em torno desse tema especificamente vale para refletir sobre o guarda-roupa masculino do brasileiro em geral, pouco ousado e pobre de referências boas.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

ROOKIE YEARBOOK ONE




First of all, I have to admit that when Tavi started appearing in so many magazines, attending to every other fashion show in the first row and being photographed on those kind of weird looks at fashion weeks around the world, I thought she was kinda freak and that it was probably one more little trend that would pass rapidly. About four years later, it became clear that it was not the case, but it is also true that she has diversified her range of subjects and so I came to like her a lot. The coolest thing is that the change has to do with her own ​​personal evolution and diversification of interests, not happened to meet market pressures and to keep herself in the media. I get the impression that she is very honest when she says that once she got to know the world of fashion better, she became tired and wanted to write about other things.
 
 
 Her website Style Rookie got to its firts anniversary and, once again, she proved to be a very interesting precocious teenager wanting to talk about issues that pertain to the real life of a 16-year-old girl, before everyone realized how fashion blogs were so last season. To celebrate the anniversary, she launched the 'Rookie Yearbook One'.Yearbook is a typical american book edited as a reminder of a high school or college class, with facts, photos of students, etc. The version of Tavi is a magazine aimed at teenagers and their problems, but that goes beyond Teen Vogues when it goes talking about topics ranging from masturbation to the cuteness of the deep sea creatures.



As well described by Refinery 29, "In a world of Photoshop, glossy pages, and scripted interviews, this matte, lo-fi book is more than refreshing. It's what we always wanted, and now we can, finally, hold it in our hands." For those who are curious to know more about how she thinks the interview that her publisher did for Bust Magazine is a must read. I transcribed parts that I like (and with which I totally agree) to make you click the link and read it too.
 
"I'm a 42-year-old woman, and I work for a 16-year-old girl. This seems normal to me, as my philosophy on bosses has always been that I won’t work for someone who isn’t smarter than me, and Tavi Gevinson definitely fits my criteria."
 
"I know this sounds super braggy (because it is), but Rookie is a really special thing. It’s a feminist website for teenagers, but it never condescends to them (about half our staff are teenage girls themselves). We cover serious stuff like sexual assault, eating disorders, street harassment, and mental health, but we also do fashion stories and entire features about stickers and glitter."
 
"The fashion industry seems to love youth when youth is silent." 
 Anaheed Alani,  Style Rookie´s editor

 

"I think I was confusing to people, because it wasn’t like I was a child actor or whatever. There hasn’t been a well-worn trajectory for me to follow. I’ve never been able to be like, “Oh, I can’t make this move because when this other 12-year-old fashion blogger did that, this happened."
 
"Fashion can be used to assert your individuality and your control and power over how you perceive yourself and present yourself, and it can be a form of expression."
 
"If you don’t want to think about what you look like at all, I also think that’s great! But caring about how you look and caring about how you look to other people are different."
 
"Then I read Marisa Meltzer’s book Girl Power, and then [my friend] Laia gave me a book called Feminism and Pop Culture, which was intellectually stimulating because the same way that I was interested in how fashion could be reflective of society, I thought that the relationship between pop culture and feminism was interesting, too."

 "Mostly, I just want girls to know that they’re already cool and smart. Also, I was so used to reading feminist blogs and feeling like they were very much for women who already knew they were feminists. I was thinking, Well, how do you get to that point?"
 
Tavi Gevinson, Style Rookie´s founder
 
 Leia aqui, em português

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

:: COMO NÃO AMAR? :: URBAN OUTFITTERS, INC.

E aí você se dá conta de que 3 das suas lojas preferidas do mundo são do mesmo grupo e, não, nós estamos falando de Inditex e de amor conquistado quase exclusivamente pelo bolso. Urban Outfitters, Free People e Anthropologie são minhas lojas preferidas porque têm um mix de produto todo relacionado a estilo de vida, uma comunicação coerente, lojas online que funcionam e lojas físicas que são paradas obrigatórias (infelizmente só em viagens... bem que podiam abrir por aqui.).
 
Fundada em 1970 como 'The Free People´s Store' na Filadélfia, teve seu nome mudado para Urban Outfitters pouco depois, pelo seu dono Richard Hayne. Segundo a própria empresa explica, "a UO busca criar uma experiência de compra diferente, criando um laço emocional com o público de 18 a 30 anos ao qual serve".  Uma das empresas que melhor entendeu seus clientes, a internet como ferramenta de relacionamento e lucra cada vez mais com isso.


A Urban Outfitters é a marca mais baratinha, tem produtos que vão de um bottom de $5 até peças de designer, tem feminino e masculino, e também a categoria 'Apartment', com itens de decoração, papelaria, jogos, LPs e brinquedos. O bom humor dá o tom da loja e eles praticam a tão falada sustentabilidade através da Urban Renewal (detalhes aqui).




A Anthropologie vende roupa só para mulheres e itens de decoração e móveis (beeeem femininos) que tem sempre uma cara de handmade, que combina com gente do tipo atenta aos detalhes, mas sem ostentação. Coisa de menina delicada, muito muito fofa, sabe? Mas não é tão barata como a UO.






A Free People é a mais cara das três e é focada na hippie rica. Trabalha com materiais nobres para produzir peças que têm aquela cara de peça-única. A grande sacada da marca é a seção 'Vintage Loves', (vale a pena ler o about), que tem peças garimpadas especialmente em vintage stores e antiquários.


Desde 2006 seu QG é o Urban Outfitters Corporate Campus, um dos escritórios mais legais que eu já vi, onde trabalham os mais de 600 funcionários. São 5 prédios no pátio histórico da Marinha, na Filadélfia, projetados pelo Meyer Scherer & Rockcastle, um escritório de arquitetura que fez um ótimo trabalho, como você pode conferir nas fotos.

Resumindo, se funcionário ainda por cima tiver desconto, é o melhor lugar do mundo para trabalhar!
(fotos daqui, ó)












terça-feira, 11 de setembro de 2012

:: LONDRES :: BOXPARK




Um pop-up mall com  lojas de streetwear e comida orgânica, montado em dois andares de containers metálicos, no bairro mais jovem e boêmio de Londres. Isso é o BoxPark. Aberto em Shoreditch no começo do mês, o shopping é temporário, mas nem tanto; deve permanecer no local pelos próximos 5 anos. Mas essa não é a grande inovação do negócio.

Procurado por grandes conglomerados internacionais, seu idealizador quis manter a filosofia de um varejo ético e low tech. Roger Wade acredita que mesmo que não se trate de uma abordagem de varejo inovadora, o modelo tenha sido influenciado pelo cenário econômico dos últimos anos, quando a ideia foi tomando forma. "Quando há menos dinheiro disponível você tem que pensar mais criativamente, e quando grandes empresas tem que colocar em questão seus próprios métodos, isso abre portas para o restante de nós."

Informações e fotos retirados da Dazed Digital

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

EU NÃO ACREDITO EM TCHAU



Ontem teve encontro de despedida de uma das pessoas mais próximas a mim, uma das minhas melhores amigas,  que vai passar quase um ano estudando fora e eu, chorona que só, não derrubei uma lágrima e, para falar bem a verdade, não fiquei triste em nenhum momento. Minha irmã mais nova vai fazer a mesma coisa, embarca daqui a pouco mais de dez dias, e eu fiz quase questão de não ir até Floripa, porque felizmente eu tive a oportunidade de estar com ela até que bastante nos últimos meses, e na minha cabeça não faz sentido pegar um avião só para ir dar tchau para uma pessoa (mesmo que ela tiver no meu Top 5).

Não nego uma certa ansiedade. Os últimos dias têm sido um pouquinho mais tensos que o normal. É claro que tem a expectativa de como vai ser diferente o dia-a-dia sem peças que são tão importantes no meu jogo por perto. Sim, eu considero a vida um jogo, não desses em que se pressupõe frieza calculada para ganhar, mas isso é assunto para outro texto. O que eu vim aqui dizer é que eu não acredito em tchau e em fim, eu acredito em meios. Há que se dar algum crédito aos começos. Embora alguns neguem, as primeiras impressões são as que ficam, pelo menos até segunda ordem, e ela tem que ser bem dada. De qualquer maneira, são os durantes que importam, na vida, nas relações.



Longe de mim querer fazer a amiga e a irmã se sentirem pouco importantes, pelo contrário. É justamente o laço mais forte que me dá essa segurança de  vê-las indo e ter certeza de que vão voltar, com a afinidade inabalada. A gente segue sentindo o que a gente sempre sentiu, tendo experiências, separadas, que vão ser material pras nossas conversas, sejam elas presenciais ou on-line, sérias ou completamente imbecis. E eu ainda ganho uma bela desculpa para ir dar uma volta pelo Reino Unido logo! Bom ano pra vocês que vão e pra gente que fica!

terça-feira, 4 de setembro de 2012

ROOKIE YEARBOOK ONE

 
 
Primeiro eu tenho que admitir que, quando a Tavi começou a aparecer demais nas revistas, frequentar a primeira fila de todos os desfiles e ser fotografada com uns looks meio escalafobéticos nas semanas de moda mundo afora, eu achei ela meio freak e que provavelmente se tratava de mais uma modinha, que ia passar. Uns quatro anos depois, ficou claro que não era modismo, mas também é verdade que ela diversificou sua gama de assuntos e assim eu passei a gostar muito dela. O mais legal é que a mudança dela tem a ver com uma evolução pessoal e a diversificação de interesse não aconteceu para atender pressões do mercado e para se manter na mídia. Tenho a impressão de que ela é muito honesta quando diz que uma vez que ela passou a conhecer mais o mundo da moda, se cansou e teve vontade de escrever sobre outras coisas.
 
 
 
Amanhã, seu site Style Rookie completa um ano e, mais uma vez, ela se provou uma adolescente precoce das mais interessantes ao querer falar dos assuntos que competem à vida real de uma garota de 16 anos, antes de todo mundo perceber o quanto blogs de moda são "last season". Em comemoração ao aniversário, foi lançado o  'Rookie Yearbook One'. Yearbook é um livro tipicamente americano editado como lembrança de uma turma de colégio ou faculdade, com fatos relevantes, fotos dos alunos, etc. A versão de Tavi é uma revista destinada a adolescentes com abordagem a problemas desse universo, mas que vai além das Teen Vogue da vida ao falar de temas que vão da masturbação à fofura dos animais do fundo do mar.
 
 
 
Como descreveu o Refinery 29, "Num mundo de Photoshop, páginas brilhosas e entrevistas escritas, esse livro fosco e discreto é mais do que refrescante. É o que sempre quisemos e agora podemos ,finalmente, segurar em nossas mãos". Para quem tiver curiosidade de saber mais sobre como ela pensa, a entrevista que sua editora fez para a Bust Magazine é imperdível, mesmo. Eu transcrevi partes que eu gosto (e com as quais eu absolutamente concordo) para fazer você clicar no link e ler também.
 
"Eu sou uma mulher de 42 anos, e eu trabalho para uma garota de 16. Isso me parece normal, já que minha filosofia para chefes sempre foi a de que eu não trabalho para quem não for mais esperto que eu, e Tavi Gevinson definitivamente se encaixa no meu critério." 
"Eu sei que soa super metido (porque é), mas o Rookie  é realmente uma coisa especial. É um site feminista para adolescentes, mas nunca condescende com elas (cerca de metade de nossa equipe é de adolescentes elas mesmas). Nós cobrimos coisa séria como abuso sexual, distúrbios alimentares, assédio de rua, saúde mental, mas também fazemos histórias de moda e seções inteiras sobre adesivos e glitter."

"A indústria da moda parece amar a juventude quando a juventude é silenciosa."
Anaheed Alani, editora do Style Rookie

 
"Acho que era confuso para as pessoas, porque não era como se eu fosse uma atriz mirim ou assim. Não tinha uma trajetória bem demarcada para eu seguir. Eu nunca pude pensar "Oh, eu não posso fazer isso porque quando aquela blogueira de 12 anos fez aquilo, aquilo outro aconteceu"."
 
"Moda pode ser usada para afirmar sua individualidade e seu controle e poder sobre como você se percebe e se apresenta, e pode ser uma forma de expressão."
"Se você não quer pensar sobre sua aparência de maneira alguma, eu também acho isso ótimo. Mas ligar para sua aparência e ligar para como aparenta para os outros são coisas diferentes."
 
"Aí eu li o livro da Marisa Meltzer, Girl Power, e então [minha amiga] Laia me deu um livro chamado Feminismo e Cultura Pop, que foi intelectualmente estimulante porque da mesma maneira que eu estava interessada em como a moda pode ser reflexo da sociedade, eu pensava que a relação entre cultura pop e feminismo também pode ser interessante."
"Principalmente, eu só quero que as garotas saibam que elas já são legais e espertas. E também, eu estava tão acostumada a ler blogs feministas e tinha a sensação de que eles eram muito para mulheres que já sabiam que elas eram feministas. Eu ficava pensando, Bem, como você chega a esse ponto?"


Tavi Gevinson, criadora do Style Rookie

 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

:: COMO NÃO AMAR?:: ALL SAINTS SPITALFIELDS



A All Saints é uma das minhas marcas preferidas do mundo. Eu já gostava quando só conhecia online, mas eu virei fã mesmo depois de conhecer as lojas físicas. Original de Londres, eles têm lojas também nos Estados Unidos e algumas capitais európeias como Antuérpia, Paris, Berlim, Copenhague, etc. A vitrine com um monte de máquinas de costuras antigas que decora todas elas é provavelmente o motivo pelo qual meu coração palpita quando eu me aproximo, mas eu também babo pelas jaquetas de couro.

Aquele clima de madeira com ferro antigos que tomam conta da decoração se misturam perfeitamente às jaquetas de couro, camisetas de malha, vestidos bordados de canutilho. Um western rock´n´roll altamente sedutor. Se for viajar para um desses lugares que eu mencionei, entra no site e anota o endereço de uma All Saints. Depois me fala se não é de chorar. Aqui embaixo, uma amostrinha do último lookbook feminino deles.