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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

HÈRMES NA SAATCHI GALLERY


A poderosa marca francesa colocou seus artesãos numa galeria para mostrar com quanta maestria e capricho se faz um produto de luxo. Eu fui conferir e devo dizer que, se já achava que um lenço de seda da Hèrmes poderia ser uma boa aquisição, saí de lá com a impressão de que 1) ele nem é tão caro quanto parece; 2) vai fazer um milhão de combinações de cores bem lá em Lyon e 3) vou investir em um assim que possível (só vai ser difícil escolher).

A parte mais impressionante, que também é a principal atração da mostra, é a impressão na seda que transforma um pedaço de tecido em desejo incontrolável, em processo que beira a mágica, pelo menos para quem, como eu, tem loucura por tecidos e trabalhos manuais.



Antes de mostrar o vídeo, quero dizer que fiquei surpresa em descobrir que a fazenda que produz os casulos do bicho da seda se localiza no Brasil. O artesão responsável pela apresentação contou que depois de terem a China como fornecedora por muitos anos, mas com constante irregularidade no padrão de qualidade. Ele atribui o alto padrão de qualidade da seda produzida no nosso país à grande área disponível para produção (os bichinhos se alimentam de árvores) aliada ao know-how dos imigrantes japoneses.

Essa estampa do vídeo se chama Godspell e é uma das mais simples da marca, com "apenas" 14 cores. A estampa mais complexa atualmente é a figura de uma índia, que utiliza 46 cores dos mais de 300.000 tons desenvolvidos pela Hèrmes. Os lenços, que medem 90 x 90 cm, consomem 300 casulos de seda cada, ou 4.500 metros do fio produzido pelos bichos da seda.




segunda-feira, 27 de maio de 2013

:: VALE A PENA :: CHRIS BRACEY


A exibição 'I´ve looked up to heaven and been down to hell' do artista Chris Bracey fica em cartaz na galeria Scream, em Londres, até o dia 1° de Junho. Filho de um fabricante de letreiros luminosos, Chris aprendeu bem cedo a desenhar e produzir placas em neon, além de ser fascinado pelo efeito kitsch e vibrante dessas peças. "Como qualquer outra obra de arte, elas têm espírito. O neon só fica feliz quando aceso, quando está vivo", ele atestou.

Com mais de 30 anos na indústria, trabalhando com clientes como David LaChapelle, Stella McCartney e Vivienne Westwood, o título da exibição alude à trajetória e carreira e mostra trabalhos da sua produção pessoal, relacionados ao céu e ao inferno.  Interessante observar um material utilizado para o comércio ser transformado em arte, com toques de cultura pop, que levanta questões de moralismo, espiritualidade e questões relacionadas à sociedade.

 


 









quinta-feira, 25 de abril de 2013

:: NA COZINHA :: RESTAURANTE EM CASA



Comer em restaurantes é muito prazeroso, conhecemos novos pratos e as tendências e novidades no mundo da gastronomia. Mas não há como negar que comida caseira é sempre reconfortante. Não só pelo preparo, mas por toda a experiência. Sentar-se ao lado de pessoas queridas, em um lugar aconchegante e familiar. E por que não juntar o melhor dos dois? Pois é isso mesmo que as pessoas têm feito. Abrem suas casas e oferecem refeições a convidados que pagam no final, como qualquer outro restaurante.

E não pensem que é só mais uma comida igual da vovó. Não. Os pratos são preparados com o máximo de capricho, assim mesmo como nos restaurantes. O cuidado com todos os ingredientes é maior ainda, já que nada é preparado em grandes quantidades. O número de clientes é limitado, por isso para participar de um jantar desses é preciso ligar e fazer a reserva antecipadamente.

Essa prática ainda é uma novidade, mas tudo indica que vai crescer muito. O brasileiro Luiz Hara vive em Londres há quase 20 anos e montou por lá o “The London Foodie Supper Club”, uma sociedade gastronômica. Todo mês um grupo de pessoas de vários lugares do mundo se encontra na casa dele para comer, beber e conversar e cada um é responsável por um prato ou pela bebida.

Em Edimburgo, um grupo de 25 pessoas se juntou para organizar um pop-up dining, termo utilizado para restaurantes temporários. Com o modelo de produção crowdsourcing, eles montaram o “Create:Eat” que aconteceu em outubro do ano passado em uma igreja abandonada. 

E Luiz Hara não é o único representante do país na gringa. Os brasileiros Celia Miranda Mattos e Gustavo Dalla Colletta decidiram mudar para Paris em 2005. Como já tinham formação em gastronomia pela Le Cordon Bleu, aproveitaram a oportunidade e abriram o Chez Nous Chez Vous. A ideia surgiu após uma reforma na cozinha e pela paixão do casal pela culinária e em receber os amigos em casa.

No Brasil também já encontramos locais que oferecem esse tipo de experiência, como é o caso do Chez Airys. Localizado em Pinheiros, funciona na casa do próprio chef Airyz Kury, que já trabalhou com o grupo Fasano. A casa tem espaço para 48 pessoas e toda a decoração foi feita pelo Airyz. Como a casa não tem divulgação nem fachada chamativa, os clientes são levados pelos conhecidos e com reserva.

Agora é só escolher um deles, fazer a reserva e ter uma noite fora de casa, mas com comida caseira. E para os que estão fora do Brasil aproveitem a oportunidade e experimentem!


 
Chez Airyz: R. Dr. Virgilio de Carvalho Pinto, 648, 05415-020 São Paulo

Segunda a sábado - 8710-5292 - 3814-1247

reservas@chezairys.com

 




 
 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

:: LONDRES :: BOXPARK




Um pop-up mall com  lojas de streetwear e comida orgânica, montado em dois andares de containers metálicos, no bairro mais jovem e boêmio de Londres. Isso é o BoxPark. Aberto em Shoreditch no começo do mês, o shopping é temporário, mas nem tanto; deve permanecer no local pelos próximos 5 anos. Mas essa não é a grande inovação do negócio.

Procurado por grandes conglomerados internacionais, seu idealizador quis manter a filosofia de um varejo ético e low tech. Roger Wade acredita que mesmo que não se trate de uma abordagem de varejo inovadora, o modelo tenha sido influenciado pelo cenário econômico dos últimos anos, quando a ideia foi tomando forma. "Quando há menos dinheiro disponível você tem que pensar mais criativamente, e quando grandes empresas tem que colocar em questão seus próprios métodos, isso abre portas para o restante de nós."

Informações e fotos retirados da Dazed Digital

quarta-feira, 2 de maio de 2012

COM O FRIO VOCÊ APRENDE...



* que não importa quantas camadas de roupas você vista, se seus pés estiverem gelados, você vai se sentir desconfortável o tempo todo.

* que o importante não é a espessura da camada da roupa, se o material não for adequado para reter o calor do seu corpo,  você vai sentir frio.

* que o pescoço é uma região importante para se manter aquecida, mas que cabelo solto e cachecol não funcionam juntos, a menos que você queira um dread bem na nuca.

* que nós, brasileiras, não temos desculpa para não usar mais saias, shorts e vestidos com esse clima ameno; européia sai sem meia até no inverno, e elas podem dizer que tem inverno.

* que talvez você não tenha a pele tão oleosa quanto imagina e que é uma delicia andar quilômetros sem suar nem ficar brilhante.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

:: PARIS :: COM ASSUNTOS ATRASADOS

Hoje já é nosso terceiro dia em Paris e eu nem terminei de falar de Londres e, aaaah, eu ainda quero falar sobre o nosso último dia lá. Como eu havia adiantado, o último sábado foi dia de museu, e eu esperava que fossem três, mas só deu para ir em mais dois e mesmo assim foi cansativo. O dia tava um pouco chuvoso e bem friozinho; começamos pelo National Gallery, um museu com pinturas mais clássicas. Alguns Cezanne, Van Gogh, Monet, daqueles obrigatórios.

Depois voltamos para a rua, bem cheia de turistas e famílias fazendo compras de Natal. Escolhemos um lugar para comer, que a princípio deveria ser coisa rápida, mas acabou se transformando numa refeição dessas que a gente faz com tempo e direitinho, e foi bom parar um pouquinho para descansar e conversar de verdade.

Seguimos para a segunda parte da jornada: passamos por mais uma das inúmeras feiras de natal da cidade nessa época do ano, uma praça de skatistas, um sebo a céu aberto, no caminho que resolvemos fazer a pé, apesar do vento frio. No Tate Modern encontramos um acervo de arte contemporânea, que eu elegi o meu preferido em Londres, e optamos pela visita com audio guide. Na minha opinião valeu a pena, até porque não tem que pagar a entrada e por 3 Libras você escuta algumas informações exclusivas, vê imagens relacionadas as peças. Assim ficamos até o museu fechar.

Quem já fez a maratona da arte sabe o quanto 6 horas de museus podem ser exaustivas. Sobrou só um pouquinho de energia para arrumar as malas na volta pra casa e dormir o suficiente para pegar o Eurostar no domingo de manhã.

Vamos as fotos, também atrasadas, que é o que interessa, não?!

 Central Saint Martins

















sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

:: LONDRES :: FINALZINHO

Bem, não faz mais muito sentido ficar numerando os dias se eu não consigo postar em todos. Quem concorda, levanta a mão. Nem minha mãe vem aqui me ler mais, todos perde a esperança. :(

Mas hoje eu venho com boas novas. De manhã caiu uma nevezinha, que foi suficiente para eu dizer que já vi neve (embora eu desconfie que não teria nem reparado a tempo, se não fosse minha irmã mais experiente no assunto), eu finalmente estive num pub e bebi cerveja (embora eu tenha achado nada de mais) e o curso chegou ao fim, o que significa que amanhã eu escolho a que horas acordar e ainda que eu tenho o dia todo para fazer o que eu bem entender.

Confesso que eu percebo um tonzinho mal-humorado... mas não me entendam mal. Estou(amos) um pouquinho cansada(s), mas mesmo assim, aproveitando bastante. Daqui até o dia 09, são 24 dias de férias de verdade e, don't get me wrong, é exatamente isso que eu estou desejando agora. Para compensar o sumiço, um pouquinho de fotos (ainda do final de semana passado... sorry!)

Amanhã, uma maratona de museus pra gente. Bom fim-de-semana!