quinta-feira, 13 de setembro de 2012

ROOKIE YEARBOOK ONE




First of all, I have to admit that when Tavi started appearing in so many magazines, attending to every other fashion show in the first row and being photographed on those kind of weird looks at fashion weeks around the world, I thought she was kinda freak and that it was probably one more little trend that would pass rapidly. About four years later, it became clear that it was not the case, but it is also true that she has diversified her range of subjects and so I came to like her a lot. The coolest thing is that the change has to do with her own ​​personal evolution and diversification of interests, not happened to meet market pressures and to keep herself in the media. I get the impression that she is very honest when she says that once she got to know the world of fashion better, she became tired and wanted to write about other things.
 
 
 Her website Style Rookie got to its firts anniversary and, once again, she proved to be a very interesting precocious teenager wanting to talk about issues that pertain to the real life of a 16-year-old girl, before everyone realized how fashion blogs were so last season. To celebrate the anniversary, she launched the 'Rookie Yearbook One'.Yearbook is a typical american book edited as a reminder of a high school or college class, with facts, photos of students, etc. The version of Tavi is a magazine aimed at teenagers and their problems, but that goes beyond Teen Vogues when it goes talking about topics ranging from masturbation to the cuteness of the deep sea creatures.



As well described by Refinery 29, "In a world of Photoshop, glossy pages, and scripted interviews, this matte, lo-fi book is more than refreshing. It's what we always wanted, and now we can, finally, hold it in our hands." For those who are curious to know more about how she thinks the interview that her publisher did for Bust Magazine is a must read. I transcribed parts that I like (and with which I totally agree) to make you click the link and read it too.
 
"I'm a 42-year-old woman, and I work for a 16-year-old girl. This seems normal to me, as my philosophy on bosses has always been that I won’t work for someone who isn’t smarter than me, and Tavi Gevinson definitely fits my criteria."
 
"I know this sounds super braggy (because it is), but Rookie is a really special thing. It’s a feminist website for teenagers, but it never condescends to them (about half our staff are teenage girls themselves). We cover serious stuff like sexual assault, eating disorders, street harassment, and mental health, but we also do fashion stories and entire features about stickers and glitter."
 
"The fashion industry seems to love youth when youth is silent." 
 Anaheed Alani,  Style Rookie´s editor

 

"I think I was confusing to people, because it wasn’t like I was a child actor or whatever. There hasn’t been a well-worn trajectory for me to follow. I’ve never been able to be like, “Oh, I can’t make this move because when this other 12-year-old fashion blogger did that, this happened."
 
"Fashion can be used to assert your individuality and your control and power over how you perceive yourself and present yourself, and it can be a form of expression."
 
"If you don’t want to think about what you look like at all, I also think that’s great! But caring about how you look and caring about how you look to other people are different."
 
"Then I read Marisa Meltzer’s book Girl Power, and then [my friend] Laia gave me a book called Feminism and Pop Culture, which was intellectually stimulating because the same way that I was interested in how fashion could be reflective of society, I thought that the relationship between pop culture and feminism was interesting, too."

 "Mostly, I just want girls to know that they’re already cool and smart. Also, I was so used to reading feminist blogs and feeling like they were very much for women who already knew they were feminists. I was thinking, Well, how do you get to that point?"
 
Tavi Gevinson, Style Rookie´s founder
 
 Leia aqui, em português

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

:: COMO NÃO AMAR? :: URBAN OUTFITTERS, INC.

E aí você se dá conta de que 3 das suas lojas preferidas do mundo são do mesmo grupo e, não, nós estamos falando de Inditex e de amor conquistado quase exclusivamente pelo bolso. Urban Outfitters, Free People e Anthropologie são minhas lojas preferidas porque têm um mix de produto todo relacionado a estilo de vida, uma comunicação coerente, lojas online que funcionam e lojas físicas que são paradas obrigatórias (infelizmente só em viagens... bem que podiam abrir por aqui.).
 
Fundada em 1970 como 'The Free People´s Store' na Filadélfia, teve seu nome mudado para Urban Outfitters pouco depois, pelo seu dono Richard Hayne. Segundo a própria empresa explica, "a UO busca criar uma experiência de compra diferente, criando um laço emocional com o público de 18 a 30 anos ao qual serve".  Uma das empresas que melhor entendeu seus clientes, a internet como ferramenta de relacionamento e lucra cada vez mais com isso.


A Urban Outfitters é a marca mais baratinha, tem produtos que vão de um bottom de $5 até peças de designer, tem feminino e masculino, e também a categoria 'Apartment', com itens de decoração, papelaria, jogos, LPs e brinquedos. O bom humor dá o tom da loja e eles praticam a tão falada sustentabilidade através da Urban Renewal (detalhes aqui).




A Anthropologie vende roupa só para mulheres e itens de decoração e móveis (beeeem femininos) que tem sempre uma cara de handmade, que combina com gente do tipo atenta aos detalhes, mas sem ostentação. Coisa de menina delicada, muito muito fofa, sabe? Mas não é tão barata como a UO.






A Free People é a mais cara das três e é focada na hippie rica. Trabalha com materiais nobres para produzir peças que têm aquela cara de peça-única. A grande sacada da marca é a seção 'Vintage Loves', (vale a pena ler o about), que tem peças garimpadas especialmente em vintage stores e antiquários.


Desde 2006 seu QG é o Urban Outfitters Corporate Campus, um dos escritórios mais legais que eu já vi, onde trabalham os mais de 600 funcionários. São 5 prédios no pátio histórico da Marinha, na Filadélfia, projetados pelo Meyer Scherer & Rockcastle, um escritório de arquitetura que fez um ótimo trabalho, como você pode conferir nas fotos.

Resumindo, se funcionário ainda por cima tiver desconto, é o melhor lugar do mundo para trabalhar!
(fotos daqui, ó)












terça-feira, 11 de setembro de 2012

:: LONDRES :: BOXPARK




Um pop-up mall com  lojas de streetwear e comida orgânica, montado em dois andares de containers metálicos, no bairro mais jovem e boêmio de Londres. Isso é o BoxPark. Aberto em Shoreditch no começo do mês, o shopping é temporário, mas nem tanto; deve permanecer no local pelos próximos 5 anos. Mas essa não é a grande inovação do negócio.

Procurado por grandes conglomerados internacionais, seu idealizador quis manter a filosofia de um varejo ético e low tech. Roger Wade acredita que mesmo que não se trate de uma abordagem de varejo inovadora, o modelo tenha sido influenciado pelo cenário econômico dos últimos anos, quando a ideia foi tomando forma. "Quando há menos dinheiro disponível você tem que pensar mais criativamente, e quando grandes empresas tem que colocar em questão seus próprios métodos, isso abre portas para o restante de nós."

Informações e fotos retirados da Dazed Digital

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

EU NÃO ACREDITO EM TCHAU



Ontem teve encontro de despedida de uma das pessoas mais próximas a mim, uma das minhas melhores amigas,  que vai passar quase um ano estudando fora e eu, chorona que só, não derrubei uma lágrima e, para falar bem a verdade, não fiquei triste em nenhum momento. Minha irmã mais nova vai fazer a mesma coisa, embarca daqui a pouco mais de dez dias, e eu fiz quase questão de não ir até Floripa, porque felizmente eu tive a oportunidade de estar com ela até que bastante nos últimos meses, e na minha cabeça não faz sentido pegar um avião só para ir dar tchau para uma pessoa (mesmo que ela tiver no meu Top 5).

Não nego uma certa ansiedade. Os últimos dias têm sido um pouquinho mais tensos que o normal. É claro que tem a expectativa de como vai ser diferente o dia-a-dia sem peças que são tão importantes no meu jogo por perto. Sim, eu considero a vida um jogo, não desses em que se pressupõe frieza calculada para ganhar, mas isso é assunto para outro texto. O que eu vim aqui dizer é que eu não acredito em tchau e em fim, eu acredito em meios. Há que se dar algum crédito aos começos. Embora alguns neguem, as primeiras impressões são as que ficam, pelo menos até segunda ordem, e ela tem que ser bem dada. De qualquer maneira, são os durantes que importam, na vida, nas relações.



Longe de mim querer fazer a amiga e a irmã se sentirem pouco importantes, pelo contrário. É justamente o laço mais forte que me dá essa segurança de  vê-las indo e ter certeza de que vão voltar, com a afinidade inabalada. A gente segue sentindo o que a gente sempre sentiu, tendo experiências, separadas, que vão ser material pras nossas conversas, sejam elas presenciais ou on-line, sérias ou completamente imbecis. E eu ainda ganho uma bela desculpa para ir dar uma volta pelo Reino Unido logo! Bom ano pra vocês que vão e pra gente que fica!

terça-feira, 4 de setembro de 2012

ROOKIE YEARBOOK ONE

 
 
Primeiro eu tenho que admitir que, quando a Tavi começou a aparecer demais nas revistas, frequentar a primeira fila de todos os desfiles e ser fotografada com uns looks meio escalafobéticos nas semanas de moda mundo afora, eu achei ela meio freak e que provavelmente se tratava de mais uma modinha, que ia passar. Uns quatro anos depois, ficou claro que não era modismo, mas também é verdade que ela diversificou sua gama de assuntos e assim eu passei a gostar muito dela. O mais legal é que a mudança dela tem a ver com uma evolução pessoal e a diversificação de interesse não aconteceu para atender pressões do mercado e para se manter na mídia. Tenho a impressão de que ela é muito honesta quando diz que uma vez que ela passou a conhecer mais o mundo da moda, se cansou e teve vontade de escrever sobre outras coisas.
 
 
 
Amanhã, seu site Style Rookie completa um ano e, mais uma vez, ela se provou uma adolescente precoce das mais interessantes ao querer falar dos assuntos que competem à vida real de uma garota de 16 anos, antes de todo mundo perceber o quanto blogs de moda são "last season". Em comemoração ao aniversário, foi lançado o  'Rookie Yearbook One'. Yearbook é um livro tipicamente americano editado como lembrança de uma turma de colégio ou faculdade, com fatos relevantes, fotos dos alunos, etc. A versão de Tavi é uma revista destinada a adolescentes com abordagem a problemas desse universo, mas que vai além das Teen Vogue da vida ao falar de temas que vão da masturbação à fofura dos animais do fundo do mar.
 
 
 
Como descreveu o Refinery 29, "Num mundo de Photoshop, páginas brilhosas e entrevistas escritas, esse livro fosco e discreto é mais do que refrescante. É o que sempre quisemos e agora podemos ,finalmente, segurar em nossas mãos". Para quem tiver curiosidade de saber mais sobre como ela pensa, a entrevista que sua editora fez para a Bust Magazine é imperdível, mesmo. Eu transcrevi partes que eu gosto (e com as quais eu absolutamente concordo) para fazer você clicar no link e ler também.
 
"Eu sou uma mulher de 42 anos, e eu trabalho para uma garota de 16. Isso me parece normal, já que minha filosofia para chefes sempre foi a de que eu não trabalho para quem não for mais esperto que eu, e Tavi Gevinson definitivamente se encaixa no meu critério." 
"Eu sei que soa super metido (porque é), mas o Rookie  é realmente uma coisa especial. É um site feminista para adolescentes, mas nunca condescende com elas (cerca de metade de nossa equipe é de adolescentes elas mesmas). Nós cobrimos coisa séria como abuso sexual, distúrbios alimentares, assédio de rua, saúde mental, mas também fazemos histórias de moda e seções inteiras sobre adesivos e glitter."

"A indústria da moda parece amar a juventude quando a juventude é silenciosa."
Anaheed Alani, editora do Style Rookie

 
"Acho que era confuso para as pessoas, porque não era como se eu fosse uma atriz mirim ou assim. Não tinha uma trajetória bem demarcada para eu seguir. Eu nunca pude pensar "Oh, eu não posso fazer isso porque quando aquela blogueira de 12 anos fez aquilo, aquilo outro aconteceu"."
 
"Moda pode ser usada para afirmar sua individualidade e seu controle e poder sobre como você se percebe e se apresenta, e pode ser uma forma de expressão."
"Se você não quer pensar sobre sua aparência de maneira alguma, eu também acho isso ótimo. Mas ligar para sua aparência e ligar para como aparenta para os outros são coisas diferentes."
 
"Aí eu li o livro da Marisa Meltzer, Girl Power, e então [minha amiga] Laia me deu um livro chamado Feminismo e Cultura Pop, que foi intelectualmente estimulante porque da mesma maneira que eu estava interessada em como a moda pode ser reflexo da sociedade, eu pensava que a relação entre cultura pop e feminismo também pode ser interessante."
"Principalmente, eu só quero que as garotas saibam que elas já são legais e espertas. E também, eu estava tão acostumada a ler blogs feministas e tinha a sensação de que eles eram muito para mulheres que já sabiam que elas eram feministas. Eu ficava pensando, Bem, como você chega a esse ponto?"


Tavi Gevinson, criadora do Style Rookie

 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

:: COMO NÃO AMAR?:: ALL SAINTS SPITALFIELDS


A All Saints é uma das minhas marcas preferidas do mundo. Eu já gostava quando só conhecia online, mas eu virei fã mesmo depois de conhecer as lojas físicas. Original de Londres, eles têm lojas também nos Estados Unidos e algumas capitais európeias como Antuérpia, Paris, Berlim, Copenhague, etc. A vitrine com um monte de máquinas de costuras antigas que decora todas elas é provavelmente o motivo pelo qual meu coração palpita quando eu me aproximo, mas eu também babo pelas jaquetas de couro.

Aquele clima de madeira com ferro antigos que tomam conta da decoração se misturam perfeitamente às jaquetas de couro, camisetas de malha, vestidos bordados de canutilho. Um western rock´n´roll altamente sedutor. Se for viajar para um desses lugares que eu mencionei, entra no site e anota o endereço de uma All Saints. Depois me fala se não é de chorar. Aqui embaixo, uma amostrinha do último lookbook feminino deles.