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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

As coisas nem mudaram tanto assim

Keeping Kids Entertained in the Car: 12 fun things to do with just pencil and paper:

Eu me prometi que ia voltar a usar esse espaço para escrever, mas ainda não voltei. Essa é a verdade. Mas continuo pensando com carinho nessa possibilidade.

Aí que, procurando inspiração para as outras atividades que me ocupam a vida (A.K.A liten landa e Atri), eu encontrei um arquivo de word interminado, que deveria ter sido postado aqui, mas ficou os últimos 38 meses perdido em alguma parte desse meu bagunçado HD.

Vou postar hoje, mesmo sem a devida conclusão, porque no fim das contas, acho que não tinha terminado o texto porque não tinha concluído o pensamento, mas a verdade é que ele segue em aberto. E talvez seja assim, sempre.

"Às vezes quando eu analiso as coisas sobre as quais eu gosto de pensar, porque eu considero importantes, a primeira impressão que eu tenho é que são assuntos tão conflitantes que eu não vou conseguir chegar à conclusão alguma, e invariavelmente isso me causa uma ansiedade. Há algum tempo, no entanto, eu tenho conseguido achar a lógica que faz a ligação entre minha fascinação por moda e minha aversão ao consumismo exagerado.

Com as recentes críticas ao mercado de blogs de moda, eu pude perceber a preocupação de um número até grande de pessoas, mesmo longe de ser a maioria, sobre o crescente incentivo ao consumo baseado nas inseguranças femininas e ainda mais na ética das pessoas, físicas e jurídicas, que baseiam nisso seus lucros. Não gosto do termo blogueira, e de fato, não tornei o ato de escrever numa plataforma que se chama Blogger minha fonte de renda, mas foi nesse exercício diário de só falar sobre o que eu acredito que eu entendi que não há contradição entre analisar (e amar) moda e desejar uma sociedade menos consumista.

Quando eu me proponho esses pequenos desafios, sobre os quais eu escrevo aqui no MRB, o que eu tento é dar uma motivação nova a um ato que pode cair tão facilmente na inércia, como é o de se vestir todos os dias. É através do compromisso de pensar sobre isso com seriedade que eu descubro mais sobre meus gostos, meus erros passados, e consequentemente minhas compras ficam mais conscientes e bem menos frequentes.

Sob a ação daquele fenômeno que faz o recente comprador de um carro azul passar a enxergar mais carros azuis do que nunca, eu vou me deparando com exemplos, relatos, artigos e até eventos que promovem esse tipo de pensamento e reflexão. Durante a Casa TPM, que aconteceu no último fim de semana, o tema de um dos debates foi: ‘Moda liberta ou escraviza?’ e uma das aspas mais legais, para citar uma que tenha diretamente a ver com moda, foi a do Ronaldo Fraga. Não acho que seja coincidência que tenha vindo de um dos poucos estilistas brasileiros que faz um trabalho autoral, coerente, reconhecível independente das tendências, através dos anos. Ele disse: “Eu não fico preso a tendências. Sempre existiu essa cartilha da moda. Isso facilita a vida de muita gente, dos lojistas, dos jornalistas e dos designers. Quem consegue se livrar da prisão da tendência consegue uma coisa que não vende na loja. Consegue virar seu próprio personagem. Quem rompe com a tendência marca um tempo”.

É nessa fala que fica clara a contradição que há entre o consumo desenfreado e o estilo pessoal. Que este último se alimente do fenômeno moda para se aperfeiçoar, se alimentar de mais referências, enriquecendo, é o ideal (e é no que eu acredito). O que acontece de verdade é que, em meio a tantas opções que nos são oferecidas, fica difícil se ater às poucas coisas que fariam de fato nosso estilo se desenvolver, melhorar, tomar um caminho que fale bem sobre a nossa personalidade. Sem muita auto-confiança, o caminho mais curto que a mulher de hoje encontra da vida real até a moda conceitual está nos blogs de moda. Ao invés de tirar proveito da democracia e da multiplicidade de estilos possíveis, o que se vê é um exército de seguidoras com uniformes “pré-aprovados” pelas autoras de looks do dia.


Não me espanta que existam leitoras que defendam suas autoras como se fossem da sua própria família e eu nem acho que elas sofram de algum tipo de retardo mental, como alguns gostam de concluir. Também não causa surpresa que o mercado esteja se utilizando dessa “nova mídia” para atrair consumidores. O que assusta, a mim, pelo menos, é a falta de crítica. 
Adriana Takeuchi, 08 de Agosto de 2012." 

quarta-feira, 3 de abril de 2013

:: DESAFIO 2013 :: DESCOBRINDO SUAS CORES

Passo 5: Descobrindo suas Cores
Esse post faz parte do Desafio 2013 - Rehab do Guarda-Roupa


Analisar suas características e descobrir suas cores pessoais certas vai fazer você parecer mais saudável, jovem, magra e radiante; elas também a farão se SENTIR assim. As cores erradas podem fazer você parecer mais velha, mais pesada, e até doente. Elas geralmente fazem com que as pessoas enxerguem suas roupas antes de te enxergar. Isso porque nossas cores pessoais são complementares à nossa própria coloração.

Quem desenvolveu essa teoria foi Johannes Itten, colorista e artista influente da primeira fase de escola Bauhaus, ao observar que seus alunos tinham a tendência de preferir cores que “combinavam” com seus tons de pele e cabelo. Não vou discorrer na teoria, que pode complicar demais essa etapa, mas só para você começar a entender, foi baseado nesse estudo que a indústria cosmética começou a classificar as peles entre ‘frias’ e ‘quentes’ (quem já teve que escolher base na MAC já foi iniciada nessa aulinha).




Tradicionalmente, essas teorias dividem as cores em 4 tipos: Verão, Inverno, Primavera e Outono; por cada uma das estações nos fazer lembrar qual o espectro de cores que apresenta. As teorias mais novas já admitem uma mescla entre as colorações, o que faz muito sentido especialmente num país miscigenado como o nosso. Eu mesma, sou resultado de uma mistura que poderia dar alguma confusão, se fôssemos seguir uma tabela muito rígida.

Escrevi tempos atrás sobre os efeitos das cores e os impactos que tons escuros, claros, quentes e frios causam nas pessoas. Mas, ficou faltando falar de cores pessoais e como descobrir qual paleta de cores funciona melhor para cada coloração. Assim, montei um quadro com fotos obtidas nesse perfil do Pinterest que pode ajudar bastante (explore os boards) qualquer pessoa leiga a se identificar, mas encorajo quem se interessar mais pelo assunto a fazer um estudo mais detalhado de colorismo. A Oficina de estilo vai dar um curso esse mês, ótimo!








Para justificar o esforço, pense nos motivos que eu listei lá no começo, aliados à facilidade de combinar peças que pertençam à mesma paleta de cores. Para fugir do preto com branco, marinho com bege e etc., nada como ter um armário cheio de tons harmônicos. Você acaba economizando porque, no final, ao invés de sentir necessidade de comprar novos itens vai se sentir mais segura em fazer combinações que, além de tudo, são muito mais interessantes.

terça-feira, 2 de abril de 2013

:: DESAFIO 2013 :: ORGANIZANDO O ARMÁRIO

Passo 4: Organizando o Armário
Esse post faz parte do Desafio 2013 - Rehab do Guarda-Roupa


Para uma pessoa desorganizada como eu, um texto que comece com o verbo organizar é, no mínimo, desmotivante, mas eu garanto que o pior já passou e que se você já chegou até aqui, esse passo vai ser bem fácil. Na prática, essa etapa vai depender bastante do espaço disponível, mas depois deter feito a limpeza e a seleção das peças lá no primeiro passo, tenho certeza de que, mentalmente, você até já começou a arrumação.

A maneira mais simples de achar o que vestir no dia-a-dia é separando partes de cima, de baixo e os acessórios. À medida que você tenha mais espaço é possível ir fazendo essa divisão com mais e mais especificidade, separando por comprimentos, cores, ocasiões de uso, e assim por diante. Lembre-se de não pendurar blusas de malha em cabides para não deformar o tecido e de dobrar em menos partes as peças que amassam mais. Pequenos detalhes fazem a diferença para sair com a roupa minimamente alinhada. Sapatos merecem um cuidado especial e duram mais se guardados com enchimentos e/ou suportes.
 

O importante a se lembrar aqui é que o objetivo do desafio é dinamizar a tarefa de se vestir e elevar o potencial do seu guarda-roupa ao máximo. Para que isso aconteça, você deve ter acesso fácil a todas as peças, o que nem sempre é uma tarefa tranquila, convenhamos. Eu sou adepta do “quem não é visto, não é lembrado” e, seguindo essa filosofia, sempre que eu monto as pilhas de roupa que ficam dentro do armário ou das gavetas eu prefiro colocar os itens mais usados para trás e os menos usados onde eu possa enxergá-los com frequência. Acessórios são melhor aproveitados quando pendurados perto da altura dos olhos, por exemplo. De uma maneira geral, se um item cai no ostracismo total, ele provavelmente não é digno de permanecer no armário, mas essa regra serve mais para, naqueles dias de preguiça, não usar as mesmas roupas de sempre.
 
 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

:: DESAFIO 2013 :: DEFININDO SEUS CLÁSSICOS

Passo 3: Definindo seus Clássicos
Esse post faz parte do Desafio 2013 - Rehab do Guarda-Roupa

Esqueça aquelas listas dos guias de estilo mais vendidos do mercado (só por enquanto). Não porque elas não servem para nada, mas porque o ideal durante esse passo é não se deixar influenciar e sim se concentrar em você. As peças que entrarão na sua lista de clássicos são aqueles itens essenciais aos quais, ao longo dos anos, você foi se apegando e sem os quais você não pode imaginar o guarda-roupa sem. Digo mais: ao preparar as malas de viagem, são eles que servem como base para os looks.



Pode ser que eles coincidam com as listas que eu mencionei primeiro: a maioria das pessoas se identifica com aquele combo jeans-camiseta-blazer-cardigan-scarpin. Mas não se sinta impelida a ter uma calça jeans, se você não a suporta, ou um blazer preto se essa cor não entra na sua cartela de cores.  De qualquer maneira, durante esse desafio da reabilitação do guarda-roupa , é uma boa hora de pensar e listar os seus clássicos porque uma avaliação muito importante será feita e influenciará suas próximas idas ao shopping.

Eu acredito que temos que ter o representante perfeito de cada um desses itens essenciais para facilitar a vida e montar looks ainda mais perfeitos, com um toque pessoal e especial. Clássicos combinam com ótima qualidade e bom estado de conservação. Portanto, a tarefa aqui fica por conta de identificar quais são eles e se eles precisam ser substituídos, por estarem gastos ou serem de um modelo que não a favorece .

Pode ser que você se dê conta de que o modelo da calça preta é o ideal para sua silhueta, mas você preferia um azul marinho; ou que a camiseta branca seria mais versátil no seu guarda-roupa se não fosse tão ajustada. Infinitas possibilidades e muitas descobertas. Então, vá com calma, pense com carinho e, sem pressa, monte uma lista das peças detalhando ao máximo comprimento, cor, material e caimento. Cores neutras são as mais indicadas, mas se você gosta muito e fica muito bem com uma cor específica não tem porque ignorar essa informação.

sábado, 30 de março de 2013

:: DESAFIO 2013 :: RECONHECENDO SEU ESTILO

Passo 2: Reconhecendo seu Estilo
 





De duas uma: ou você vai achar esse passo fácil demais, por achar que conhece muito bem seu estilo, ou vai achar impossível e vai querer desistir, afinal nunca soube por onde começar. Pois eu digo que não há quem não precise (re)pensar o estilo pessoal, pelo menos de tempos em tempos.

Como a própria personalidade de cada pessoa, o seu estilo pessoal vai sendo formado ao longo da vida através de processos de tentativa e erro. Mudanças podem surgir no armário da mesma maneira que em tantas outras situações, e não existe certo e errado, sendo errado simplesmente não pensar sobre o assunto.

Então, se você pertence à primeira categoria, das que acham que conhecem o próprio estilo, dê uma rápida repensada para analisar se nos últimos tempos se sentiu inadequada em algum momento (talvez menos satisfeita com a própria imagem) e tente ser o mais honesta possível ao responder por quê. Se você faz parte da imensa maioria que representa a segunda parte ali, e se sentiu incapaz de definir seu próprio estilo, a boa notícia é que o primeiro passo da rehab já te ajudou a encontrar essa resposta, mas ainda vai precisar de algum questionamento para chegar a uma conclusão que sirva de norte para planejar os looks e compras.

Olhando a pilha das peças que você decidiu manter no guarda-roupa, vai ser fácil notar que características se repetem; agora só falta descobrir a razão. Pode ser que você goste de marcar a cintura, ou de decotes maiores, ou ainda de calças mais curtas. Cores e volumes dão dicas ainda mais preciosas. Não vou tentar enumerar todos, porque os exemplos são infinitos, mas olhando com cuidado, a pergunta a ser respondida é: Do que eu gosto nas peças que selecionei? Que características do meu corpo e da minha personalidade eu tento destacar com elas?


Alguns consultores profissionais insistem em dividir os estilos em sete: Clássico, Contemporâneo, Casual, Romântico, Dramático, Sexy e Expressivo. Eu acho que ninguém é 100% um estilo, mais geralmente um é predominante e mais um ou dois sempre aparecem. De qualquer maneira, não deixa de ser um bom ponto de partida.
Sendo que o objetivo desse trabalho todo é fazer melhor uso do que você já possui, planejar compras melhores daqui em diante, conseguir um visual mais interessante e ainda diminuir o tempo (e sofrimento) na tarefa diária de se vestir, meu conselho é fotografar as combinações que você usa com frequência e aquelas que você tem vontade de usar.  Mesmo que não sejam fotografadas todas as possibilidades de combinação, ao olhar alguns looks juntos, você consegue identificar um estilo e um padrão de cores que ajudarão a identificar o que seria uma boa compra, além de dinamizar a escolha do que vestir num daqueles dias em que você se sente mais desanimada. Quem nunca?

sexta-feira, 29 de março de 2013

:: DESAFIO 2013 :: MONTANDO A SELEÇÃO

Passo 1: Montando a Seleção






Em tempos de fast-fashion e aceleração do consumo, quem é que não se pega com o armário abarrotado, sem espaço nem para enxergar o que tem dentro? Todo mundo que eu conheço usa quase sempre as mesmas roupas, que ficam mais à vista, e têm aquelas que ficam escondidas e esquecidas num fundo de gaveta ou na parte de trás do armário. Se identificou?

Pode ser que você esteja guardando lixo ou, ainda, que existam tesouros enterrados em seu próprio território. A única maneira de saber vai ser olhando; portanto, experimente TUDO que você tem no guarda-roupa.

Para facilitar a organização do que vai permanecer depois da “limpa”, já comece separando por modelo. Casacos, blusas, camisetas, regatas; vestidos, calças, saias, bermudas e shorts; sapatos, acessórios e roupas de baixo. Experimente peça por peça e divida estas em pilhas, conforme a destinação.

- O que fica

- O que pode ser vendido

- O que deve ser doado

- O que precisa de um conserto

- O que pode ser usado como base para um ‘Faça Você Mesmo’ (somente no caso de você ter interesse/talento para esse tipo de projeto)



Para classificar, tenha em mente perguntas como:

- Quando foi a última vez que usei essa peça?

- Ela me veste perfeitamente ou precisa de um ajuste? Esse ajuste é pequeno ou grande?

- Está em ótima condição de uso?

- Esta tendência já passou?

- A peça faz eu me sentir atraente e/ou interessante?

Vai ser preciso estar munida de um sentimento forte de desapego para fazer essa seleção da melhor maneira, por isso se prepare psicologicamente. Não vale a pena ocupar espaço com roupas das quais você nem se lembra ou que você não conseguiu colocar em uso nos últimos seis meses. Aquelas peças que você ama, mas que já foram usadas vezes demais também devem sair. Anote na lista de compras e pense que logo mais elas poderão ter substitutas, muito melhores. Nem pense em desculpas do tipo “vou emagrecer” (se você realmente emagrecer, faça ajustes nas suas roupas e depois vá ao shopping e se dê alguma nova de presente).

Dê continuidade ao movimento. As peças a serem ajustadas devem seguir para a costureira; nada de enfiar em algum canto até aquele famoso “algum dia”. As peças que você pensa poder vender devem ser levadas à loja de roupas usadas ou anunciadas. As doações devem ser entregues a quem você achar melhor. Tudo o mais rápido possível, para não correr o risco de voltar e se misturar com o que tinha sido selecionado. Durante o processo, é um pouco chato, mas depois sobra uma sensação de limpeza e a certeza de que você podia estar vivendo sem esses excessos há muito tempo.

:: DESAFIO 2013 :: REHAB DO GUARDA-ROUPA


Tá achando o guarda-roupa meio caidinho? As liquidações acabaram e as vitrinas cheias de novidades podem te deixar com a sensação de que você precisa de peças novas para a estação que está começando. Antes de entrar na loja e passar o cartão, é hora de olhar com cuidado as peças que já estão em casa e planejar looks para as próximas semanas. É tão divertido que pode até ser que você não queira voltar ao shopping e, se voltar, com certeza a compra vai ser muito melhor aproveitada.



A tarefa é divertida, sim, mas também é trabalhosa. Dividi o processo todo em 6 passos que, provavelmente, você não vai conseguir matar em um só dia. Vou publicar um passo detalhado de cada vez, para não assustar e você conseguir botar em prática ao longo da semana. Clique nos links para ler sobre cada etapa em detalhes.

1.       Montando a Seleção

2.       Reconhecendo seu Estilo


4.       Organizando o Armário

5.       Descobrindo suas Cores

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

PEÇA 5: CALÇA JEANS RETA

Chegamos ao final do desafio. A quinta e última peça é uma calça jeans, e nesse caso, mais básica impossível. Eu diria que ela está para o guarda-roupa assim como o arroz está para a cozinha brasileira: acompanha bem tudo. De lavagem bem escura e corte bem reto,ela é a base neutra perfeita para levar numa mala de viagem, ou para uma pessoa que não é muitíssimo fã de jeans escolher para ter ali no armário. Você deixa ela com o comprimento que preferir, porque é fácil dobrar e fica bonito. Funciona com cores fortes, neutras, claras, escuras, estampas, texturas... Dependendo dos acessórios, fica mais séria ou mais descontraída e tem tudo para durar por uma vida toda, é só não engordar.







quarta-feira, 8 de agosto de 2012

PEÇA 4: SAIA AMARELA TECIDO RETA

Saia retinha como essa, de cintura alta ainda por cima, costuma ser uma peça mais conservadora e bem careta. A descontração fica por conta da cor forte e das peças que eu usei para compor, com estampas ou corte mais contemporâneos. Eu comprei porque apesar de gostar de amarelo, acho que não me favorece, por causa do tom da minha pele; a solução é usar nas peças de baixo, para ficar bem longe do rosto. O comprimento, acima do joelho, também é ideal para não achatar a silhueta quando uso sapatos sem salto. O tecido plano garante um ar mais sofisticado, fujo cada vez mais de peças de malha que, na minha opinião, só funciona em camiseta ou com uma modelagem maravilhosa.










segunda-feira, 6 de agosto de 2012

PEÇA 3: CAMISA CARGO AZUL MARINHO

Camisa cargo é sempre mais despojada, mas não deixa de ser um básico. Azul marinho é uma cor bem coringa e fica bem para todo mundo porque entra nas cartelas de cores frias e de cores quentes com facilidade. Não tem muito o que explicar. Eu comprei essa porque ando numas de usar mais camisa, acho que porque é fácil ir do careta arrumadinho pro mais desencanado numa simples dobrada de manga e trocando acessórios. E é uma opção escura à camisa branca de sempre. As sete combinações para começar a semana você vê aí embaixo.







quinta-feira, 2 de agosto de 2012

PEÇA 2: VESTIDO CURTO ESTAMPADO MANGA LONGA

Esse vestido foi minha segunda escolha por dois motivos: primeiro, para quebrar o estigma de que vestidos são pouco versáteis por se tratar de uma peça inteira e segundo, para mostrar qual é a minha família de cores preferida e como isso ajuda a montar um guarda-roupa inteligente.

O vestido foi um achado da Buffalo Exchange, portanto bem barato, e é de viscose, portanto fresco mesmo que de manga comprida. Apesar de eu ser mais ou menos alta, eu gosto de comprimentos mais curtos, confesso, então o decote mais fechado ajuda a balancear o periguetismo.

Quando eu peguei esse vestido para experimentar e mostrei para as minhas irmãs, velhas companheiras de compras, elas deram risada, à qual se seguiu o comentário: "ah, você e esas cores...". Elas têm razão, meu olho é altamente atraído por essa mistura de roxo, rosa, azuis e amarelinho, tanto juntas em estampas quanto separadas, em peças lisas. Resultado: a maior parte do meu guarda-roupa é altamente coordenável! Se você ainda não se deu conta de quais são as suas cores, vale a pena pensar nisso com carinho. Diminui muito as chances de comprar errado e aumenta muito as possibilidades de combinação.

Mas vamos às imagens. Vou ter que me desculpar pela qualidade, estou com vários contra-tempos tecnológicos, mas quis me manter fiel ao prazo. Tentei de novo fazer uma variedade de looks de frio, calor, mais e menos formais, com salto, sem salto. Então, aí vão mais sete!



terça-feira, 31 de julho de 2012

PEÇA 1: CALÇA PRETA SKINNY

Essa calça é quase uma legging com bolsos, de um tecido bem elástico, mas mais grosso, porque eu não me sinto à vontade com tecido fino colado na bunda, sabe como? Então, ela é um híbrido de calça jeans com legging, para vocês entenderem.

Tem um comprimento que eu considero bem fácil porque fica bem com sapatos de estilos e saltos diferentes. Eu geralmente não me dou bem com calças que só dá para vestir de salto alto. Como é mais comum eu calçar sapatos baixos, elas acabam caindo no esquecimento.

Como você vai perceber pelas fotos, minha combinação preferida quando tem uma peça preta envolvida é PB + ponto de cor forte, ou PB + estampa, ou ainda preto total com bastante metal. Tentei fazer looks mais frescos, mais quentes, mais e menos formais, e cheguei nesses sete.

RESULTADOS DO DESAFIO

Eu juro que fiz a lição de casa no fim-de-semana, mas eu fiquei esperando o computador voltar do rehab e não deu para postar a primeira parte ontem. Mesmo sem o dito cujo em mãos (ele tá na pior mesmo), vou tentar postar por aqui.

Primeiro, acho bom deixar claro que objetivo é lançar a ideia e esperar que elas inspirem mais alguém a fazer um uso mais criativo do que tem. Por isso as fotos são meia-boca. Não tem jabá, não tem auto-promoção, não tem a pretensão de fazer ninguém se inspirar no meu estilo.

Como critério de seleção das 5 peças do desafio eu pensei em usar algumas que eu comprei mais recentemente porque eu acho que aparelho eletrônico, roupa e cabelo novos merecem uma atenção ainda quando são novidades pra gente. Tem que aproveitar aquela empolgação da novidade para testar as possibilidades todas. Se não corre o risco de cair naquela zona de conforto onde a gente só usa as funções mais básicas e faz as combinações mais bobas.

O critério para ordenar as peças também não foi aleatório: a primeira é uma das calças pretas da minha vida, pelo fato de ser uma base neutra e fácil de combinar. Como esse é um exercício de criatividade, é melhor começar com algo mais simples e ir pegando o gosto. Assim como você não deve pegar um Dostoievski para ler depois de um longo período longe dos livros, não cometa o erro de tentar fazer 7 combinações de look com uma calça palazzo estampada. Começa com o básico, pega gosto pela coisa que depois vai que vai!

Vou apresentar cada peça devidamente em cada post, sendo que hoje é o primeiro, na quinta-feira tem o segundo e os demais virão na seguna, quarta e sexta-feiras da semana que vem!

Peça 1: Calça Preta Skinny

Peça 2: Vestido Curto Estampado Manga Longa

Peça 3: Camisa Cargo Azul Marinho

Peça 4: Saia Amarela Reta

Peça 5: Calça Jeans Reta

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O DESAFIO DA ENTRESSAFRA

"O período que contempla o fim da colheita (pós-colheita) até o início do novo plantio recebe o nome de entressafra". Mas não estamos falando de agricultura, e sim de moda, então seria mais algo como o período entre uma temporada de desfile e outra. Os ânimos se acalmam, as tendências vão se (con)firmando (ou não), as liquidações começam a dominar o varejo e a gente se pega pensando mais na vida e no que vestir no dia-a-dia. Na blogosfera não é diferente, e essa semana 3 coisas que eu vi em alguns dos meus canais preferidos me fizeram pensar. 

A primeira foi essa:

A Fê, da Oficina de Estilo postou uma foto com 35 looks que ela montou, como exercício, para si mesma.


Depois, teve essa proposta do Moda Para Usar, o Projeto #1Peça7Looks, que basicamente te desafia a fazer 7 looks com uma peça em comum, para usar durante uma semana:


Por último, esse post da Man Repeller: 5 looks com a mesma botinha Narciso Rodriguez, para 5 ocasiões bem diversas:


Como eu acredito em sinais, vou aproveitar a coincidência matemática (35 = 7 x 5) para nortear meu novo desafio. Vão ser 5 peças, com 7 looks cada. Vou pensar tudo direitinho no fim-de-semana e fotografar para mostrar na semana que vem!

Veja aqui os resultados!