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quarta-feira, 8 de junho de 2016

:: ECONOMIA COMPARTILHADA - COMO É A EXPERIÊNCIA? ::


Você já deve pelo menos ter ouvido este termo nos últimos tempos. "Foi em meio a crise de 2008 que, segundo o colunista do New York Times, Thomas Friedman, tanto a mãe natureza quanto o mercado chegaram a um limite e declararam que o modelo hiper consumista em vigência não era mais sustentável. Alguns fatores chave conduziram esse novo modelo econômico: as preocupações ambientais, a recessão global, as tecnologias e redes sociais e a redefinição do sentido de comunidade." Este último trecho, retirado do site Consumo Colaborativo resume bem de onde vem, como se dissemina e por que faz tanto sentido nós pensarmos em consumir de maneira mais inteligente e usarmos das diversas ferramentas disponíveis para:

- gastar menos dinheiro
- ocupar menos espaço privado
- desperdiçar menos recursos naturais
- nos conectar mais com as pessoas, visando um objetivo comum

As 3 primeiras razões que justificam a economia colaborativa são super legais, mas tem material suficiente na rede (que vale a pena ler e reler, diga-se de passagem), mas eu vim aqui escrever sobre a minha própria experiência. Eu diria que o meu primeiro contato com esse pensamento nem foi através dos artigos sorbe o assunto, mas numa viagem em que escolhi usar uma hospedagem alternativa, o hoje mais que famoso Airbnb.

Já fazia parte do meu jeitinho de viajar dar preferência a ficar num quarto/sofá de conhecido ou hostel, ao invés de usar os serviços sempre impessoais dos hotéis, mas foi no final de 2011 que pela primeira vez eu paguei pelo apartamento de um total desconhecido durante alguns dias em Paris. Na ocasião, eu e minhas duas irmãs alugamos o espaço todo e não tivemos nenhum contato com o proprietário, mas mesmo assim já é possível ter um gostinho de como é um autêntico apartamento de uma determinada cidade. Você vê quais as dimensões do lugar, a que cômodos as pessoas dão mais atenção, que tipo de louça elas usam e em muitos casos até quais marcas de comida e bebida elas consomem (é muito comum que o apartamento esteja abastecido com o básico no momento em que você chega). 

De lá pra cá, eu já fiz cadastro em outros diferentes serviços: aluguel de carro de empresa por hora, aluguel de carro particular, site de compra e venda de roupas e objetos usados, aplicativo de carona, site que oferece jantares fechados em casa... Na maioria deles, eu entro como a pessoa que paga pelo uso do bem; apenas no último (no meu caso, o Eatwith) eu já tive a experiência de oferecer o serviço, mas o que eu posso dizer que todos eles me trouxeram de positivo foi: a volta do senso de comunidade e, de quebra, da fé na humanidade. Quando você se dispõe a participar destes grupos acontece uma coisa engraçada: você se vê repensando seu papel no mundo como colaborador e como consumidor, e cada uma dessas experiências reforça esse sentido de fazer parte de um sistema formado, acima de tudo, por pessoas. 



A primeira atitude para tornar possível essa modalidade de economia é CONFIAR. Tem que acreditar que as fotos de um anúncio estão de acordo com a realidade, que a pessoa do outro lado não usou de má fé, tem que acreditar que os convidados serão educados, etc. A segunda atitude é ser DIGNO DE CONFIANÇA. Tem que cobrar um preço justo pelo que se oferece, ser educado e deixar o local limpo ao sair, cuidar direito do bem do outro e fazer tudo conforme o combinado. Cumprir horários, ser gentil, e tudo o mais que nós já deveríamos fazer no dia-a-dia, mas acabamos algumas vezes não fazendo porque, no processo de mercantilização da vida, nós nos afastamos como seres humanos.

É por isso que eu vejo a crise com bons olhos. O processo é duro e eu torço para que cada indivíduo sacrificado pela situação financeira ruim ache um bom caminho para si mesmo, e que ele seja melhor que o anterior. Mas se ela servir para nós, como sociedade, nos reorganizarmos com  mais humanidade, eu acho que vale toda a pena. Eu olho em volta e para mim é tão claro que o desenvolvimento econômico e toda a acumulação não trouxe felicidade que eu só espero que cada vez mais gente experimente compartilhar. 

Segue uma lista de alguns aplicativos/sites/ferramentas que eu já usei e recomendo. Se você tiver sugestões, eu vou querer saber, experimentar e comentar sobre ;)

Airbnb – aluguel de quartos e apartamentos por temporada

Blablacar - aplicativo de carona inter-cidades

Couchsurfing – “empréstimo” de lugar para dormir

Eatwith – eventos gastronômicos em residências particulares

Enjoei – site de compra e venda de roupas, acessórios e objetos de casa

Fleety – aluguel de carros de pessoas físicas por hora, dia ou semana

Uberpool - carona dento da cidade (opção dentro do aplicativo)

Zazcar – aluguel de carro da empresa por hora

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

As coisas nem mudaram tanto assim

Keeping Kids Entertained in the Car: 12 fun things to do with just pencil and paper:

Eu me prometi que ia voltar a usar esse espaço para escrever, mas ainda não voltei. Essa é a verdade. Mas continuo pensando com carinho nessa possibilidade.

Aí que, procurando inspiração para as outras atividades que me ocupam a vida (A.K.A liten landa e Atri), eu encontrei um arquivo de word interminado, que deveria ter sido postado aqui, mas ficou os últimos 38 meses perdido em alguma parte desse meu bagunçado HD.

Vou postar hoje, mesmo sem a devida conclusão, porque no fim das contas, acho que não tinha terminado o texto porque não tinha concluído o pensamento, mas a verdade é que ele segue em aberto. E talvez seja assim, sempre.

"Às vezes quando eu analiso as coisas sobre as quais eu gosto de pensar, porque eu considero importantes, a primeira impressão que eu tenho é que são assuntos tão conflitantes que eu não vou conseguir chegar à conclusão alguma, e invariavelmente isso me causa uma ansiedade. Há algum tempo, no entanto, eu tenho conseguido achar a lógica que faz a ligação entre minha fascinação por moda e minha aversão ao consumismo exagerado.

Com as recentes críticas ao mercado de blogs de moda, eu pude perceber a preocupação de um número até grande de pessoas, mesmo longe de ser a maioria, sobre o crescente incentivo ao consumo baseado nas inseguranças femininas e ainda mais na ética das pessoas, físicas e jurídicas, que baseiam nisso seus lucros. Não gosto do termo blogueira, e de fato, não tornei o ato de escrever numa plataforma que se chama Blogger minha fonte de renda, mas foi nesse exercício diário de só falar sobre o que eu acredito que eu entendi que não há contradição entre analisar (e amar) moda e desejar uma sociedade menos consumista.

Quando eu me proponho esses pequenos desafios, sobre os quais eu escrevo aqui no MRB, o que eu tento é dar uma motivação nova a um ato que pode cair tão facilmente na inércia, como é o de se vestir todos os dias. É através do compromisso de pensar sobre isso com seriedade que eu descubro mais sobre meus gostos, meus erros passados, e consequentemente minhas compras ficam mais conscientes e bem menos frequentes.

Sob a ação daquele fenômeno que faz o recente comprador de um carro azul passar a enxergar mais carros azuis do que nunca, eu vou me deparando com exemplos, relatos, artigos e até eventos que promovem esse tipo de pensamento e reflexão. Durante a Casa TPM, que aconteceu no último fim de semana, o tema de um dos debates foi: ‘Moda liberta ou escraviza?’ e uma das aspas mais legais, para citar uma que tenha diretamente a ver com moda, foi a do Ronaldo Fraga. Não acho que seja coincidência que tenha vindo de um dos poucos estilistas brasileiros que faz um trabalho autoral, coerente, reconhecível independente das tendências, através dos anos. Ele disse: “Eu não fico preso a tendências. Sempre existiu essa cartilha da moda. Isso facilita a vida de muita gente, dos lojistas, dos jornalistas e dos designers. Quem consegue se livrar da prisão da tendência consegue uma coisa que não vende na loja. Consegue virar seu próprio personagem. Quem rompe com a tendência marca um tempo”.

É nessa fala que fica clara a contradição que há entre o consumo desenfreado e o estilo pessoal. Que este último se alimente do fenômeno moda para se aperfeiçoar, se alimentar de mais referências, enriquecendo, é o ideal (e é no que eu acredito). O que acontece de verdade é que, em meio a tantas opções que nos são oferecidas, fica difícil se ater às poucas coisas que fariam de fato nosso estilo se desenvolver, melhorar, tomar um caminho que fale bem sobre a nossa personalidade. Sem muita auto-confiança, o caminho mais curto que a mulher de hoje encontra da vida real até a moda conceitual está nos blogs de moda. Ao invés de tirar proveito da democracia e da multiplicidade de estilos possíveis, o que se vê é um exército de seguidoras com uniformes “pré-aprovados” pelas autoras de looks do dia.


Não me espanta que existam leitoras que defendam suas autoras como se fossem da sua própria família e eu nem acho que elas sofram de algum tipo de retardo mental, como alguns gostam de concluir. Também não causa surpresa que o mercado esteja se utilizando dessa “nova mídia” para atrair consumidores. O que assusta, a mim, pelo menos, é a falta de crítica. 
Adriana Takeuchi, 08 de Agosto de 2012." 

quinta-feira, 4 de abril de 2013

:: DESAFIO 2013 :: PLANEJANDO AS PRÓXIMAS COMPRAS

Passo 6: Planejando as Próximas Compras

 






Finalmente chegamos à fase final do desafio. Eu espero que você tenha conseguido vasculhar seu armário, experimentar tudo e decidir o que deveria ficar, o que deveria ir e que, aquilo que precisava de um ajuste, já esteja na mão de uma costureira habilidosa. Aquela primeira parte era a mais trabalhosa, mas já preparou o espírito para as etapas que se seguiram como só um trabalho braçal é capaz de fazer.

 

Você provavelmente nunca tinha parado para analisar suascores, listar os seus itens essenciais ou mesmo definir em palavras qual é o seu estilo predominante, além daqueles que ajudam a compor sua maneira de se vestir. Todo esse estudo, proposto nos passos 2, 3 e 5, irá ajudá-la a ter em mente qual a imagem que você passa, e é essa “fotografia” do seu estilo que mais vai ajudar a fazer compras mais inteligentes daqui para frente.

Com o guarda-roupa devidamente organizado, o que você deverá perceber, em pouco tempo, é que se vestir vai ficar mais fácil, especialmente em dias menos inspirados. Outro efeito colateral esperado é a vontade de se desfazer de mais algumas peças que, agora sem a desculpa de terem caído no esquecimento, vão se mostrar inúteis em comparação aos itens de que você realmente gosta e que te fazem sentir mais bonita e segura.

O sexto e último passo do rehab tem como resultado uma lista que você poderá carregar com você ou que, no mínimo, você vai memorizar. Leve sempre em consideração seu formato de corpo para aderir ou não àquela tendência da estação que te chamou a atenção e comece a pensar no seu guarda-roupa como nós costumamos pensar na decoração da nossa casa. Melhor comprar itens mais caros e de maior durabilidade do que itens descartáveis.

 

Meu conselho é avaliar que peças devem ser substituídas por novas, em boa condição de uso, seguidas de peças que você tem desejado comprar. Montar um quadro com fotos de looks que você deseja ajuda a focar sua mente e não fazer compras desnecessárias por impulso. Você vai ficar tão obcecada por certas peças que não vai cair na besteira de comprar algum item de liquidação só por causa do preço e, quando se deparar com a peça dos sonhos, vai fazer o tipo de compra que realmente vale a pena.
 
 

quarta-feira, 3 de abril de 2013

:: DESAFIO 2013 :: DESCOBRINDO SUAS CORES

Passo 5: Descobrindo suas Cores
Esse post faz parte do Desafio 2013 - Rehab do Guarda-Roupa


Analisar suas características e descobrir suas cores pessoais certas vai fazer você parecer mais saudável, jovem, magra e radiante; elas também a farão se SENTIR assim. As cores erradas podem fazer você parecer mais velha, mais pesada, e até doente. Elas geralmente fazem com que as pessoas enxerguem suas roupas antes de te enxergar. Isso porque nossas cores pessoais são complementares à nossa própria coloração.

Quem desenvolveu essa teoria foi Johannes Itten, colorista e artista influente da primeira fase de escola Bauhaus, ao observar que seus alunos tinham a tendência de preferir cores que “combinavam” com seus tons de pele e cabelo. Não vou discorrer na teoria, que pode complicar demais essa etapa, mas só para você começar a entender, foi baseado nesse estudo que a indústria cosmética começou a classificar as peles entre ‘frias’ e ‘quentes’ (quem já teve que escolher base na MAC já foi iniciada nessa aulinha).




Tradicionalmente, essas teorias dividem as cores em 4 tipos: Verão, Inverno, Primavera e Outono; por cada uma das estações nos fazer lembrar qual o espectro de cores que apresenta. As teorias mais novas já admitem uma mescla entre as colorações, o que faz muito sentido especialmente num país miscigenado como o nosso. Eu mesma, sou resultado de uma mistura que poderia dar alguma confusão, se fôssemos seguir uma tabela muito rígida.

Escrevi tempos atrás sobre os efeitos das cores e os impactos que tons escuros, claros, quentes e frios causam nas pessoas. Mas, ficou faltando falar de cores pessoais e como descobrir qual paleta de cores funciona melhor para cada coloração. Assim, montei um quadro com fotos obtidas nesse perfil do Pinterest que pode ajudar bastante (explore os boards) qualquer pessoa leiga a se identificar, mas encorajo quem se interessar mais pelo assunto a fazer um estudo mais detalhado de colorismo. A Oficina de estilo vai dar um curso esse mês, ótimo!








Para justificar o esforço, pense nos motivos que eu listei lá no começo, aliados à facilidade de combinar peças que pertençam à mesma paleta de cores. Para fugir do preto com branco, marinho com bege e etc., nada como ter um armário cheio de tons harmônicos. Você acaba economizando porque, no final, ao invés de sentir necessidade de comprar novos itens vai se sentir mais segura em fazer combinações que, além de tudo, são muito mais interessantes.

terça-feira, 2 de abril de 2013

:: DESAFIO 2013 :: ORGANIZANDO O ARMÁRIO

Passo 4: Organizando o Armário
Esse post faz parte do Desafio 2013 - Rehab do Guarda-Roupa


Para uma pessoa desorganizada como eu, um texto que comece com o verbo organizar é, no mínimo, desmotivante, mas eu garanto que o pior já passou e que se você já chegou até aqui, esse passo vai ser bem fácil. Na prática, essa etapa vai depender bastante do espaço disponível, mas depois deter feito a limpeza e a seleção das peças lá no primeiro passo, tenho certeza de que, mentalmente, você até já começou a arrumação.

A maneira mais simples de achar o que vestir no dia-a-dia é separando partes de cima, de baixo e os acessórios. À medida que você tenha mais espaço é possível ir fazendo essa divisão com mais e mais especificidade, separando por comprimentos, cores, ocasiões de uso, e assim por diante. Lembre-se de não pendurar blusas de malha em cabides para não deformar o tecido e de dobrar em menos partes as peças que amassam mais. Pequenos detalhes fazem a diferença para sair com a roupa minimamente alinhada. Sapatos merecem um cuidado especial e duram mais se guardados com enchimentos e/ou suportes.
 

O importante a se lembrar aqui é que o objetivo do desafio é dinamizar a tarefa de se vestir e elevar o potencial do seu guarda-roupa ao máximo. Para que isso aconteça, você deve ter acesso fácil a todas as peças, o que nem sempre é uma tarefa tranquila, convenhamos. Eu sou adepta do “quem não é visto, não é lembrado” e, seguindo essa filosofia, sempre que eu monto as pilhas de roupa que ficam dentro do armário ou das gavetas eu prefiro colocar os itens mais usados para trás e os menos usados onde eu possa enxergá-los com frequência. Acessórios são melhor aproveitados quando pendurados perto da altura dos olhos, por exemplo. De uma maneira geral, se um item cai no ostracismo total, ele provavelmente não é digno de permanecer no armário, mas essa regra serve mais para, naqueles dias de preguiça, não usar as mesmas roupas de sempre.
 
 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

:: DESAFIO 2013 :: DEFININDO SEUS CLÁSSICOS

Passo 3: Definindo seus Clássicos
Esse post faz parte do Desafio 2013 - Rehab do Guarda-Roupa

Esqueça aquelas listas dos guias de estilo mais vendidos do mercado (só por enquanto). Não porque elas não servem para nada, mas porque o ideal durante esse passo é não se deixar influenciar e sim se concentrar em você. As peças que entrarão na sua lista de clássicos são aqueles itens essenciais aos quais, ao longo dos anos, você foi se apegando e sem os quais você não pode imaginar o guarda-roupa sem. Digo mais: ao preparar as malas de viagem, são eles que servem como base para os looks.



Pode ser que eles coincidam com as listas que eu mencionei primeiro: a maioria das pessoas se identifica com aquele combo jeans-camiseta-blazer-cardigan-scarpin. Mas não se sinta impelida a ter uma calça jeans, se você não a suporta, ou um blazer preto se essa cor não entra na sua cartela de cores.  De qualquer maneira, durante esse desafio da reabilitação do guarda-roupa , é uma boa hora de pensar e listar os seus clássicos porque uma avaliação muito importante será feita e influenciará suas próximas idas ao shopping.

Eu acredito que temos que ter o representante perfeito de cada um desses itens essenciais para facilitar a vida e montar looks ainda mais perfeitos, com um toque pessoal e especial. Clássicos combinam com ótima qualidade e bom estado de conservação. Portanto, a tarefa aqui fica por conta de identificar quais são eles e se eles precisam ser substituídos, por estarem gastos ou serem de um modelo que não a favorece .

Pode ser que você se dê conta de que o modelo da calça preta é o ideal para sua silhueta, mas você preferia um azul marinho; ou que a camiseta branca seria mais versátil no seu guarda-roupa se não fosse tão ajustada. Infinitas possibilidades e muitas descobertas. Então, vá com calma, pense com carinho e, sem pressa, monte uma lista das peças detalhando ao máximo comprimento, cor, material e caimento. Cores neutras são as mais indicadas, mas se você gosta muito e fica muito bem com uma cor específica não tem porque ignorar essa informação.

sábado, 30 de março de 2013

:: DESAFIO 2013 :: RECONHECENDO SEU ESTILO

Passo 2: Reconhecendo seu Estilo
 





De duas uma: ou você vai achar esse passo fácil demais, por achar que conhece muito bem seu estilo, ou vai achar impossível e vai querer desistir, afinal nunca soube por onde começar. Pois eu digo que não há quem não precise (re)pensar o estilo pessoal, pelo menos de tempos em tempos.

Como a própria personalidade de cada pessoa, o seu estilo pessoal vai sendo formado ao longo da vida através de processos de tentativa e erro. Mudanças podem surgir no armário da mesma maneira que em tantas outras situações, e não existe certo e errado, sendo errado simplesmente não pensar sobre o assunto.

Então, se você pertence à primeira categoria, das que acham que conhecem o próprio estilo, dê uma rápida repensada para analisar se nos últimos tempos se sentiu inadequada em algum momento (talvez menos satisfeita com a própria imagem) e tente ser o mais honesta possível ao responder por quê. Se você faz parte da imensa maioria que representa a segunda parte ali, e se sentiu incapaz de definir seu próprio estilo, a boa notícia é que o primeiro passo da rehab já te ajudou a encontrar essa resposta, mas ainda vai precisar de algum questionamento para chegar a uma conclusão que sirva de norte para planejar os looks e compras.

Olhando a pilha das peças que você decidiu manter no guarda-roupa, vai ser fácil notar que características se repetem; agora só falta descobrir a razão. Pode ser que você goste de marcar a cintura, ou de decotes maiores, ou ainda de calças mais curtas. Cores e volumes dão dicas ainda mais preciosas. Não vou tentar enumerar todos, porque os exemplos são infinitos, mas olhando com cuidado, a pergunta a ser respondida é: Do que eu gosto nas peças que selecionei? Que características do meu corpo e da minha personalidade eu tento destacar com elas?


Alguns consultores profissionais insistem em dividir os estilos em sete: Clássico, Contemporâneo, Casual, Romântico, Dramático, Sexy e Expressivo. Eu acho que ninguém é 100% um estilo, mais geralmente um é predominante e mais um ou dois sempre aparecem. De qualquer maneira, não deixa de ser um bom ponto de partida.
Sendo que o objetivo desse trabalho todo é fazer melhor uso do que você já possui, planejar compras melhores daqui em diante, conseguir um visual mais interessante e ainda diminuir o tempo (e sofrimento) na tarefa diária de se vestir, meu conselho é fotografar as combinações que você usa com frequência e aquelas que você tem vontade de usar.  Mesmo que não sejam fotografadas todas as possibilidades de combinação, ao olhar alguns looks juntos, você consegue identificar um estilo e um padrão de cores que ajudarão a identificar o que seria uma boa compra, além de dinamizar a escolha do que vestir num daqueles dias em que você se sente mais desanimada. Quem nunca?

sexta-feira, 29 de março de 2013

:: DESAFIO 2013 :: MONTANDO A SELEÇÃO

Passo 1: Montando a Seleção






Em tempos de fast-fashion e aceleração do consumo, quem é que não se pega com o armário abarrotado, sem espaço nem para enxergar o que tem dentro? Todo mundo que eu conheço usa quase sempre as mesmas roupas, que ficam mais à vista, e têm aquelas que ficam escondidas e esquecidas num fundo de gaveta ou na parte de trás do armário. Se identificou?

Pode ser que você esteja guardando lixo ou, ainda, que existam tesouros enterrados em seu próprio território. A única maneira de saber vai ser olhando; portanto, experimente TUDO que você tem no guarda-roupa.

Para facilitar a organização do que vai permanecer depois da “limpa”, já comece separando por modelo. Casacos, blusas, camisetas, regatas; vestidos, calças, saias, bermudas e shorts; sapatos, acessórios e roupas de baixo. Experimente peça por peça e divida estas em pilhas, conforme a destinação.

- O que fica

- O que pode ser vendido

- O que deve ser doado

- O que precisa de um conserto

- O que pode ser usado como base para um ‘Faça Você Mesmo’ (somente no caso de você ter interesse/talento para esse tipo de projeto)



Para classificar, tenha em mente perguntas como:

- Quando foi a última vez que usei essa peça?

- Ela me veste perfeitamente ou precisa de um ajuste? Esse ajuste é pequeno ou grande?

- Está em ótima condição de uso?

- Esta tendência já passou?

- A peça faz eu me sentir atraente e/ou interessante?

Vai ser preciso estar munida de um sentimento forte de desapego para fazer essa seleção da melhor maneira, por isso se prepare psicologicamente. Não vale a pena ocupar espaço com roupas das quais você nem se lembra ou que você não conseguiu colocar em uso nos últimos seis meses. Aquelas peças que você ama, mas que já foram usadas vezes demais também devem sair. Anote na lista de compras e pense que logo mais elas poderão ter substitutas, muito melhores. Nem pense em desculpas do tipo “vou emagrecer” (se você realmente emagrecer, faça ajustes nas suas roupas e depois vá ao shopping e se dê alguma nova de presente).

Dê continuidade ao movimento. As peças a serem ajustadas devem seguir para a costureira; nada de enfiar em algum canto até aquele famoso “algum dia”. As peças que você pensa poder vender devem ser levadas à loja de roupas usadas ou anunciadas. As doações devem ser entregues a quem você achar melhor. Tudo o mais rápido possível, para não correr o risco de voltar e se misturar com o que tinha sido selecionado. Durante o processo, é um pouco chato, mas depois sobra uma sensação de limpeza e a certeza de que você podia estar vivendo sem esses excessos há muito tempo.

:: DESAFIO 2013 :: REHAB DO GUARDA-ROUPA


Tá achando o guarda-roupa meio caidinho? As liquidações acabaram e as vitrinas cheias de novidades podem te deixar com a sensação de que você precisa de peças novas para a estação que está começando. Antes de entrar na loja e passar o cartão, é hora de olhar com cuidado as peças que já estão em casa e planejar looks para as próximas semanas. É tão divertido que pode até ser que você não queira voltar ao shopping e, se voltar, com certeza a compra vai ser muito melhor aproveitada.



A tarefa é divertida, sim, mas também é trabalhosa. Dividi o processo todo em 6 passos que, provavelmente, você não vai conseguir matar em um só dia. Vou publicar um passo detalhado de cada vez, para não assustar e você conseguir botar em prática ao longo da semana. Clique nos links para ler sobre cada etapa em detalhes.

1.       Montando a Seleção

2.       Reconhecendo seu Estilo


4.       Organizando o Armário

5.       Descobrindo suas Cores

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

SLOW FASHION

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Saiu um artigo essa semana, no site Fashionista, sobre o movimento Slow Fashion. É importante perceber a diferença dele em relação às coleções "verdes" que, por fim, também estimulam o consumo, mas de materiais supostamente mais sustentáveis. Quando se fala em sustentabilidade, é preciso ir além do uso do algodão orgânico, da fibra de bambu. Um bom exemplo são as sacolas ecológicas. O que há de ecológico em comprar novas sacolas lindas, da suas marcas preferidas, embaladas em quilos de papel de presente que viram lixo (na melhor das hipóteses, reciclável)? E pior, esquecer elas em casa na hora de fazer as compras?

Sustentabilidade é antes de tudo um estilo de vida, que só é verdade se existir coerência nos menores detalhes. É onde você escolhe morar, comprar, comer; como você decide se locomover, passar suas férias.  Transportar o exemplo para nossa realidade, em termos de roupas depende, além de tudo, de qualificar mão de obra, incentivar a indústria a ser mais limpa. 

O SSE,Ser Sustentável com Estilo, da Chiara Gadaleta, faz um ótimo trabalho em informar e desenvolver o tema aqui no Brasil. No SP Ecoera, evento que ela promoveu esse ano para discutir assuntos relacionados, me chamou a atenção o trabalho da Lunelli, uma tecelagem de SC que pratica a sustentabilidade na sua produção, que você também pode conhecer nesse vídeo.

O texto é compridinho, mas é super válido para se familiarizar com o movimento.




Dezembro é um mês importante para a moda e a indústria varejista, não apenas por causa do barulhinho da caixa registadora que vem com as vendas de fim de ano. Você pode não saber, mas dezembro é também o mês do 'Made in America'.

Iniciado em 1985, com Ronald Reagan, o mês do 'Made in America' tem como objetivo incentivar os consumidores a comprar itens produzidos localmente nos Estados Unidos. A terceirização da produção no exterior, onde o trabalho é em grande parte mais barato, não só contribui para a taxa de desemprego do país e o encolhimento da indústria do vestuário, mas também ajuda a manter fábricas no exterior e fábricas com condições de trabalho injustas no negócio. Desnecessário dizer que o movimento 'Made in America' é mais importante do que nunca, pelo menos porque ele ajuda a dar lugar a um movimento ainda maior e mais amplo de espírito: o slow fashion.

"Slow Fashion", termo cunhado em 2008 pelo consultor de design sustentável Kate Fletcher, descreve uma abordagem para moda e vestuário que está decididamente em desacordo com o ciclo de fast fashion (cada vez mais rápido).

"Slow Fashion engloba moda sustentável, mas é preciso uma visão mais ampla do que apenas apoio a camisetas orgânicas", disse Elizabeth Cline, autora de Overdressed: O custo surpreendentemente alto da moda barata.

"É sobre o consumidor tomar conhecimento de todo o processo, desde o projeto até a produçã, do uso ao potencial de reutilização," disse Clark Hazel, d departamento de pesquisa de moda na Parsons.

"O problema com algo como moda verde [ou outros movimentos]", Clark continuou, "é que ainda é muito focada no consumo do item, enquanto o slow fashion aborda todo o ciclo."

E é isso: os movimentos de conscientização de consumidores anteriores ainda incentivavam a taxa de consumo louco nos EUA (ver: novo programa de reciclagem / campanha de marketing gênio H&M)-uma taxa que não é simplesmente sustentável para o nosso planeta. É aí que vem o slow fashion: Muito parecido com o movimento slow food, o slow fashion encoraja os consumidores a serem mais conscientes sobre os produtos que consomem e, finalmente, para consumir menos completamente.

"Slow Fashion também significa comprar menos, cuidar do que você possui para que não acabe em um aterro sanitário, em algum mercado de troca ou comércio de roupas usadas", disse Cline.

Para os amantes da moda, o movimento lento pode soar como uma espécie de desmancha prazeres (quer dizer que não gosta de comprar muitas e muitas coisas novas?), mas na verdade é exatamente o oposto. Não se trata de negligenciar as roupas e a moda e sim de valorizá-los em um nível mais profundo.

"O Slow Fashion aborda a relação que os seres humanos têm com suas roupas e que pode realmente ser muito positiva - a roupa certa em um dia frio, por exemplo, ou a forma como nos apegamos a certas coisas em nosso guarda-roupa, alguns itens com os quais queremos ficar", disse Clark.

"É sobre a reconexão com nossas roupas, em vez de vê-las como tendências rápidas ou itens descartáveis​​", disse Cline. "Trata-se de entrar em contato com o prazer de comprar uma roupa bem-feita, com um design atemporal, sendo capaz de reconhecer a qualidade, reparo e cuidar de seu guarda-roupa adequadamente."

Convencer consumidores a comprar menos parece não combinar com a concepção de uma linha de moda, mas, na verdade, existe um grupo crescente de designers que estão fazendo exatamente isso.

"Alguns designers estão fazendo algumas coisas muito interessantes ... fazendo roupas não vinculadas a uma estação, com tecidos lindos e pensando além do ciclo de moda de três semanas da Forever 21", disse Clark.

Leia mais sobre 10 marcas que abraçaram o slow fashion, e estão fazendo isso bem.















terça-feira, 27 de novembro de 2012

WISHLIST DE NATAL

Quatro semanas até o Natal e contando.
Acho que me comportei bem durante o ano e por isso tive a audácia de criar uma lista de desejos. Acho que é bom organizar eles assim e guardar em algum lugar onde seja fácil consultar para, quando bater ataques consumistas, lembrar quais eram os desejos que já estavam ali,amadurecendo na cabeça e no coração. Porque assim vale a pena comprar.

Papai Noel, esse ano, é isso que eu quero.