sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

THE SARTORIALIST + STEVE McCURRY

Não sei se acontece em todas as áreas, mas quem trabalha e/ou se interessa seriamente por Moda sabe que chega o momento (e nem leva tanto tempo) em que você percebe que a criação e as peças de roupa em si não são suficientes para manter a chama da paixão acesa. Como o namoro que começa só por atração física, a relação começa a se mostrar vazia e na hora do 'vamovê', se você não descobrir um algo a mais, vai aparecer o desinteresse e o fim será inevitável.

Assim, eu comecei a me interessar por tudo o que rodeia o universo das linhas e agulhas. O que, no fim das contas, faz ele parecer tão legal?! Fotografia é uma das principais aliadas da Moda, criando imagens que geram desejos incontroláveis. A primeira, tanto quanto a segunda, depende de um olhar especial e tem detalhes muito subjetivos que diferenciam o comum do genial. Quando se trata de uma ou de outra, eu sempre me interesso em saber mais sobre a pessoa que traz esse trabalho ao mundo.

Essa entrevista em vídeo, publicada pela Garance Doré, traz o namorado, Scott Schumann aka The Sartorialist conversando com um de seus fotógrafos contemporâneos preferidos e tentando descobrir mais sobre o seu processo de trabalho. Steve McCurry é fotógrafo da Magnum e respondeu perguntas sobre iluminação, inspirações, como gostaria que seu trabalho fosse visto/lembrado. Também descreveu  a maneira como faz suas viagens, a rotina de trabalho durante o dia, o que o motiva a ir de um projeto a outro, como foi fotografar o Calendário Pirelli recentemente.


Abaixo, o primeiro vídeo da série, que eu acompanhei com curiosidade. Hoje sai a quinta parte. Vai perder?





terça-feira, 22 de janeiro de 2013

ACEITANDO CONSELHOS DE TRABALHO DE QUEM TEM O DOBRO DA SUA IDADE

Dizem que se conselho fosse bom, ninguém dava, vendia. Ou ainda que é uma forma de nostalgia, uma maneira de resgatar o passado da lata do lixo, limpá-lo, esconder as partes feias e reciclá-lo por mais do que vale. Mas como de vez em quando eu mesma tento fazer isso com a melhor das intenções, em alguns conselhos eu acredito.

Essa lista que a colaboradora do The Huffington Post, Ann Brenoff, postou me pareceu fazer sentido e por isso eu reproduzo. Aliás, ler o The Huffington Post é um conselho que eu mesma dou.







O QUE EU SEI SOBRE TRABALHO AGORA QUE ESTOU NOS MEUS 60
Clique no título para ler o original.


Eu sou uma garota que trabalha, sempre fui. O nome pelo qual você me chama pode ter se transformado em "mulher de carreira" ou "mãe que trabalha" em algum lugar ao longo do caminho, mas no fundo, ainda sou apenas a boa e velha garota que trabalha. Arrumei meu primeiro emprego aos 14 anos, trabalhando em tempo parcial no balcão de cosméticos da Farmácia Rubin Bros em Newark, NJ. O departamento de cosméticos era comandado por Clare - uma loira com cabelos descoloridos que faziam pouco com o tamanho do Texas. Clare ensinou a todos os colegiais que trabalharam para ela duas importantes lições: "Se eles vêm procurando Maybelline, você nunca irá convencê-los a levar L'Oreal, então não perca tempo tentando". E "Pelo amor de Deus, vá para a faculdade, para que você não tenha que vender cosméticos a vida inteira." Eu entendi e fui para a faculdade. Depois de me formar, eu arrumei um trabalho de repórter em um jornal comunitário - 40 anos e uma parte de um Prêmio Pulitzer depois, estou na equipe do The Huffington Post e ainda agradeço à Clare. E ao longo do caminho, arranjei algumas lições próprias:

1. Ame o que você faz ou você não vai fazê-lo bem.

Eu ensinei inglês para o ginásio por seis longas e dolorosas semanas. Foi  tempo suficiente para eu saber como os professores são importantes para a civilização como a conhecemos - e saber que eu sou uma professora muito ruim. Eu amo escrever. Gosto de descobrir as coisas. Eu adoro falar com estranhos e convencê-los a compartilhar seus segredos comigo. Eu sou boa no que faço porque amo o que faço.


2. Coloque sua família em primeiro lugar.

Você conhece aquele velho clichê de como ninguém morre desejando ter passado mais tempo no trabalho? Acontece que é verdade. Coloque sua família em primeiro lugar. Como uma criança dos anos 1960, eu fui para o jornalismo para fazer a diferença no mundo. Acontece que a maior diferença que eu já fiz ou poderia fazer foi criar meus filhos para serem seres humanos decentes.


3. O equilíbrio entre trabalho e casa nunca é realmente alcançado, portanto, não fique louca tentando.

Tente como pode - e você vai tentar- mas não há solução unânime para o malabarismo entre um emprego e uma vida familiar. Há dias em que seu trabalho precisa de você mais do que a sua família e há dias em que as necessidades da família soam mais alto no seu interior. A única certeza é a de que, se você deixar, o constante conflito vai lhe render uma úlcera ou um colapso nervoso. Você não pode agradar a todas as pessoas o tempo todo.


4. Às vezes, você só tem de navegar em torno dos babacas.

Nem todo chefe vai ser alguém que você admira. Nem todo chefe vai ser compreensivo, bom, solidário com você e sua carreira. Nem todo chefe vai ser tão inteligente quanto você, muito menos alguém com quem você pode aprender. Nada disso importa. Tudo o que importa é que você sabe como navegar em torno deles. É uma habilidade que você deveria ter aprendido no jardim de infância quando Billy não queria compartilhar seus lápis de cera e, então, disse ao professor que era sua culpa. O que você fez, então? Você engoliu a seco e, em seguida, foi para casa contar à sua mãe sobre a injustiça que se abateu sobre você, certo? Então engula a seco e saia para beber com seus colegas de trabalho. Chefes ruins ou se autodestroem ou são promovidos, mas eventualmente você vai se livrar deles. Eles são uma fagulha, apenas uma mancha em sua vida. Não dê a eles poder de ser mais nada.


5. Nada dura para sempre.

Meu último chefe no Los Angeles Times tinha isto escrito em um pequeno post-it grudado no seu computador. Sempre que uma onda maior passava balançando seu escritório com uma nova demanda ridícula, ela afagava a nota. Ela é alguém que sobreviveu a vários donos de jornais, múltiplos editores, muitas permutas de trabalho. Eu nunca tive coragem de dizer a ela, mas "nada dura para sempre" é na verdade uma rua de mão dupla. As boas situações podem evaporar tão depressa quanto as más. Ainda assim, é reconfortante a sabedoria para os dias ruins.


6. Mergulhe destemido naquela noite escura.

Nós perdemos uma série de oportunidades por medo da mudança, quando a complacência é provavelmente o maior perigo. Eu pratico um tipo de amor duro quando se trata de insatisfação no trabalho. Se algo está errado, eu digo "pare de choramingar e conserte." Uma vez tive um trabalho que eu odiava seriamente. Eu chorava ao dirigir para o escritório e voltava para casa chorando. Eu finalmente o deixei. Eu tinha 39 anos, estava recém-saída de um relacionamento e não tinha quem me respondesse, a não ser meu credor hipotecário. Eu aluguei minha casa em Nova Jersey e passei um ano como voluntária no Exército israelense. Tudo o que posso dizer é que ser capaz de escrever "sei como disparar uma Uzi" no meu currículo, provavelmente, abriu mais portas de emprego do que qualquer história que eu já escrevi. Mostre alguma coragem!


7. O que você faz para ganhar a vida é apenas uma parte de quem você é.

Alguém uma vez me pediu para me definir, e eu imediatamente disse "escritora e mãe." A verdade é que eu sou muito mais do que a soma das minhas partes. Eu sou uma melhor amiga, uma esposa amorosa, uma advogada para aqueles que precisam que eu seja e muito, muito mais. Ser capaz de mergulhar em seu trabalho é um sentimento maravilhoso, mas não pode ser tudo.


8. Como Clare disse, se eles vêm procurando Maybelline, você não vai convencê-los a levar L'Oreal.

Pare de lutar batalhas perdidas. Todos nós precisamos de vitórias em nossas vidas - sucessos que nos fazem sentir válidos e interessantes. Eles só não têm que vir todos com uma luta. Descobrir o que seus clientes - seus patrões – querem, e entregar, faz mais pelas vitórias.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

RESOLUÇÕES DE ANO NOVO



Fiquei um tempão sem postar e tenho a mesma desculpa que 99% dos seres humanos, muitíssimo ocupados nessa época. Foram dias e dias colocando o trabalho em ordem para poder aproveitar as sempre tão esperadas férias coletivas, horas e horas pensando no presente mais legal para os mais queridos, intermináveis minutos fazendo compras. Agora, o Natal passou, a gente engordou e só de tentar abotoar a calça já vem a lembrança de que é hora de fazer resoluções para o ano que vem.

A primeira, quase sempre, é deixar a preguiça de lado e se dedicar mais à queima de calorias do que à ingestão. Morar nos trópicos, além de fazer o Papai Noel parecer um pouco ridículo naqueles trajes, enquanto o termômetro marca 34°, se mostra desfavorável ao nos "obrigar" a ir à praia logo depois daquela comilança toda. Mas como nem tudo são as aparências, a chegada iminente de um novo ano nos faz lembrar também que pode ser uma boa oportunidade de fazer melhor, adquirir novos hábitos, vislumbrar novas metas.

2012 foi um ano muito bom para mim, mas eu espero ainda mais de 2013 (sou assim, esperançosa)! Não que eu ache que a folha do calendário vire e a vida mude magicamente junto, mas o fim de um ciclo é bom para encerrar processos, reavaliar e procurar maneiras de evoluir, dar passos à frente. É uma responsabilidade de cada um, e não dos astros e conjunções planetárias.

O ideal   seria ter começado a pensar bem antes. 5 dias não são suficientes para avaliar nada. De qualquer maneira, a tecnologia dá uma forcinha para os preguiçosos. Nesse site (clique aqui), basta apertar um botão (e jogar no google translator) para ter uma resolução todinha sua. E aí, se você não fez a lição de casa de pensar sobre qual seria ela, faça o favor de se esforçar para cumpri-la. Feliz 2013 para todos!!!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

SLOW FASHION

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Saiu um artigo essa semana, no site Fashionista, sobre o movimento Slow Fashion. É importante perceber a diferença dele em relação às coleções "verdes" que, por fim, também estimulam o consumo, mas de materiais supostamente mais sustentáveis. Quando se fala em sustentabilidade, é preciso ir além do uso do algodão orgânico, da fibra de bambu. Um bom exemplo são as sacolas ecológicas. O que há de ecológico em comprar novas sacolas lindas, da suas marcas preferidas, embaladas em quilos de papel de presente que viram lixo (na melhor das hipóteses, reciclável)? E pior, esquecer elas em casa na hora de fazer as compras?

Sustentabilidade é antes de tudo um estilo de vida, que só é verdade se existir coerência nos menores detalhes. É onde você escolhe morar, comprar, comer; como você decide se locomover, passar suas férias.  Transportar o exemplo para nossa realidade, em termos de roupas depende, além de tudo, de qualificar mão de obra, incentivar a indústria a ser mais limpa. 

O SSE,Ser Sustentável com Estilo, da Chiara Gadaleta, faz um ótimo trabalho em informar e desenvolver o tema aqui no Brasil. No SP Ecoera, evento que ela promoveu esse ano para discutir assuntos relacionados, me chamou a atenção o trabalho da Lunelli, uma tecelagem de SC que pratica a sustentabilidade na sua produção, que você também pode conhecer nesse vídeo.

O texto é compridinho, mas é super válido para se familiarizar com o movimento.




Dezembro é um mês importante para a moda e a indústria varejista, não apenas por causa do barulhinho da caixa registadora que vem com as vendas de fim de ano. Você pode não saber, mas dezembro é também o mês do 'Made in America'.

Iniciado em 1985, com Ronald Reagan, o mês do 'Made in America' tem como objetivo incentivar os consumidores a comprar itens produzidos localmente nos Estados Unidos. A terceirização da produção no exterior, onde o trabalho é em grande parte mais barato, não só contribui para a taxa de desemprego do país e o encolhimento da indústria do vestuário, mas também ajuda a manter fábricas no exterior e fábricas com condições de trabalho injustas no negócio. Desnecessário dizer que o movimento 'Made in America' é mais importante do que nunca, pelo menos porque ele ajuda a dar lugar a um movimento ainda maior e mais amplo de espírito: o slow fashion.

"Slow Fashion", termo cunhado em 2008 pelo consultor de design sustentável Kate Fletcher, descreve uma abordagem para moda e vestuário que está decididamente em desacordo com o ciclo de fast fashion (cada vez mais rápido).

"Slow Fashion engloba moda sustentável, mas é preciso uma visão mais ampla do que apenas apoio a camisetas orgânicas", disse Elizabeth Cline, autora de Overdressed: O custo surpreendentemente alto da moda barata.

"É sobre o consumidor tomar conhecimento de todo o processo, desde o projeto até a produçã, do uso ao potencial de reutilização," disse Clark Hazel, d departamento de pesquisa de moda na Parsons.

"O problema com algo como moda verde [ou outros movimentos]", Clark continuou, "é que ainda é muito focada no consumo do item, enquanto o slow fashion aborda todo o ciclo."

E é isso: os movimentos de conscientização de consumidores anteriores ainda incentivavam a taxa de consumo louco nos EUA (ver: novo programa de reciclagem / campanha de marketing gênio H&M)-uma taxa que não é simplesmente sustentável para o nosso planeta. É aí que vem o slow fashion: Muito parecido com o movimento slow food, o slow fashion encoraja os consumidores a serem mais conscientes sobre os produtos que consomem e, finalmente, para consumir menos completamente.

"Slow Fashion também significa comprar menos, cuidar do que você possui para que não acabe em um aterro sanitário, em algum mercado de troca ou comércio de roupas usadas", disse Cline.

Para os amantes da moda, o movimento lento pode soar como uma espécie de desmancha prazeres (quer dizer que não gosta de comprar muitas e muitas coisas novas?), mas na verdade é exatamente o oposto. Não se trata de negligenciar as roupas e a moda e sim de valorizá-los em um nível mais profundo.

"O Slow Fashion aborda a relação que os seres humanos têm com suas roupas e que pode realmente ser muito positiva - a roupa certa em um dia frio, por exemplo, ou a forma como nos apegamos a certas coisas em nosso guarda-roupa, alguns itens com os quais queremos ficar", disse Clark.

"É sobre a reconexão com nossas roupas, em vez de vê-las como tendências rápidas ou itens descartáveis​​", disse Cline. "Trata-se de entrar em contato com o prazer de comprar uma roupa bem-feita, com um design atemporal, sendo capaz de reconhecer a qualidade, reparo e cuidar de seu guarda-roupa adequadamente."

Convencer consumidores a comprar menos parece não combinar com a concepção de uma linha de moda, mas, na verdade, existe um grupo crescente de designers que estão fazendo exatamente isso.

"Alguns designers estão fazendo algumas coisas muito interessantes ... fazendo roupas não vinculadas a uma estação, com tecidos lindos e pensando além do ciclo de moda de três semanas da Forever 21", disse Clark.

Leia mais sobre 10 marcas que abraçaram o slow fashion, e estão fazendo isso bem.















segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

MANIA DE RECITAR

Já contei que eu sou a lôca da frase, né?

Hoje eu descobri na internet esse site ÓTIMO, onde você escreve uma daquelas suas frases preferidas e ele aplica em vários modelos de pôsteres pré-definidos.

Para você que, como eu, tem talento para escrever e reconhecer boas frases, mas não para designer.
Essa aí embaixo eu ouvi ontem no Fantástico (vejm só) e foi o Zico quem falou. Achei boa.


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

COMO USAR JEANS

Uma ilustração engraçadinha e bem didática para quando bater aquela dúvida: Que sapato usar com esses jeans?, ou Que jeans usar com esses sapatos?

Para quem não vai atualizar a receita dos óculos há algum tempo ou não lê em inglês, uma tradução ligeira:

1. Uma dobra para sapatos baixos
2. Duas dobras para ankle boots ou saltos altos
3. Comprida engruvinhada para "Fuck me Pumps" (ou scarpin meia-pata de periguete, em português mais literal ainda)
4. Boyfriend enroladinha com salto
5. Somente a mais skinny das skinnies com botas - volumes assustadores não permitidos
6. Plataformas com flares de cintura alta, porque é óbvio