quarta-feira, 8 de junho de 2016

:: ECONOMIA COMPARTILHADA - COMO É A EXPERIÊNCIA? ::


Você já deve pelo menos ter ouvido este termo nos últimos tempos. "Foi em meio a crise de 2008 que, segundo o colunista do New York Times, Thomas Friedman, tanto a mãe natureza quanto o mercado chegaram a um limite e declararam que o modelo hiper consumista em vigência não era mais sustentável. Alguns fatores chave conduziram esse novo modelo econômico: as preocupações ambientais, a recessão global, as tecnologias e redes sociais e a redefinição do sentido de comunidade." Este último trecho, retirado do site Consumo Colaborativo resume bem de onde vem, como se dissemina e por que faz tanto sentido nós pensarmos em consumir de maneira mais inteligente e usarmos das diversas ferramentas disponíveis para:

- gastar menos dinheiro
- ocupar menos espaço privado
- desperdiçar menos recursos naturais
- nos conectar mais com as pessoas, visando um objetivo comum

As 3 primeiras razões que justificam a economia colaborativa são super legais, mas tem material suficiente na rede (que vale a pena ler e reler, diga-se de passagem), mas eu vim aqui escrever sobre a minha própria experiência. Eu diria que o meu primeiro contato com esse pensamento nem foi através dos artigos sorbe o assunto, mas numa viagem em que escolhi usar uma hospedagem alternativa, o hoje mais que famoso Airbnb.

Já fazia parte do meu jeitinho de viajar dar preferência a ficar num quarto/sofá de conhecido ou hostel, ao invés de usar os serviços sempre impessoais dos hotéis, mas foi no final de 2011 que pela primeira vez eu paguei pelo apartamento de um total desconhecido durante alguns dias em Paris. Na ocasião, eu e minhas duas irmãs alugamos o espaço todo e não tivemos nenhum contato com o proprietário, mas mesmo assim já é possível ter um gostinho de como é um autêntico apartamento de uma determinada cidade. Você vê quais as dimensões do lugar, a que cômodos as pessoas dão mais atenção, que tipo de louça elas usam e em muitos casos até quais marcas de comida e bebida elas consomem (é muito comum que o apartamento esteja abastecido com o básico no momento em que você chega). 

De lá pra cá, eu já fiz cadastro em outros diferentes serviços: aluguel de carro de empresa por hora, aluguel de carro particular, site de compra e venda de roupas e objetos usados, aplicativo de carona, site que oferece jantares fechados em casa... Na maioria deles, eu entro como a pessoa que paga pelo uso do bem; apenas no último (no meu caso, o Eatwith) eu já tive a experiência de oferecer o serviço, mas o que eu posso dizer que todos eles me trouxeram de positivo foi: a volta do senso de comunidade e, de quebra, da fé na humanidade. Quando você se dispõe a participar destes grupos acontece uma coisa engraçada: você se vê repensando seu papel no mundo como colaborador e como consumidor, e cada uma dessas experiências reforça esse sentido de fazer parte de um sistema formado, acima de tudo, por pessoas. 



A primeira atitude para tornar possível essa modalidade de economia é CONFIAR. Tem que acreditar que as fotos de um anúncio estão de acordo com a realidade, que a pessoa do outro lado não usou de má fé, tem que acreditar que os convidados serão educados, etc. A segunda atitude é ser DIGNO DE CONFIANÇA. Tem que cobrar um preço justo pelo que se oferece, ser educado e deixar o local limpo ao sair, cuidar direito do bem do outro e fazer tudo conforme o combinado. Cumprir horários, ser gentil, e tudo o mais que nós já deveríamos fazer no dia-a-dia, mas acabamos algumas vezes não fazendo porque, no processo de mercantilização da vida, nós nos afastamos como seres humanos.

É por isso que eu vejo a crise com bons olhos. O processo é duro e eu torço para que cada indivíduo sacrificado pela situação financeira ruim ache um bom caminho para si mesmo, e que ele seja melhor que o anterior. Mas se ela servir para nós, como sociedade, nos reorganizarmos com  mais humanidade, eu acho que vale toda a pena. Eu olho em volta e para mim é tão claro que o desenvolvimento econômico e toda a acumulação não trouxe felicidade que eu só espero que cada vez mais gente experimente compartilhar. 

Segue uma lista de alguns aplicativos/sites/ferramentas que eu já usei e recomendo. Se você tiver sugestões, eu vou querer saber, experimentar e comentar sobre ;)

Airbnb – aluguel de quartos e apartamentos por temporada

Blablacar - aplicativo de carona inter-cidades

Couchsurfing – “empréstimo” de lugar para dormir

Eatwith – eventos gastronômicos em residências particulares

Enjoei – site de compra e venda de roupas, acessórios e objetos de casa

Fleety – aluguel de carros de pessoas físicas por hora, dia ou semana

Uberpool - carona dento da cidade (opção dentro do aplicativo)

Zazcar – aluguel de carro da empresa por hora

quarta-feira, 1 de junho de 2016

:: BIG FUÉN E COMO ISSO AFETA TUDO POR AQUI ::


O motivo pelo qual eu acabei passando mais tempo sem escrever por aqui do que eu gostaria é esse, um big fuén na vida pessoal. Mentira, nem foi tão big assim. Foi médio. Mas teve seus efeitos.
Para explicar do que se trata, eu preciso voltar ao início.

Uma das (big) motivações que eu tinha para a redução de todos os itens que fazem parte da minha vida, ultimamente, era a possibilidade de nos mudar para um apartamento em formato de loft. Espaço grande, poucas divisórias, nenhum mobiliário capaz de esconder bagunças.

Era uma negociação, mas na nossa cabeça (minha e do esposo) era um sonho que já tinha tomado proporções enormes. Fotos no celular, projetos esboçados no computador, orçamentos de obras e pesquisas mil de como transformar aquele imóvel um pouco esquisito exatamente no que a gente ama.

Para caber naquele sonho, a gente foi se preparando psicologicamente para enxugar os excessos. Ao invés de gastar dinheiro com armários, a decisão foi ter o que realmente nós usamos. De uma maneira geral, foi um processo sem muita dor. O fato de nós sermos tão adeptos da economia colaborativa faz tudo ser mais fácil, já que nós não só acreditamos como nós sabemos que qualquer coisa que uma pessoa precise eventualmente, é encontrável em algum aplicativo que temos à disposição atualmente.

Resultado: fizemos toda a preparação. Alex andou lendo e vendo vídeos dos movimentos minimalistas e comentou comigo; eu li o livro da Marie Kondo, descobri mais sobre os guarda-roupas cápsula e também discuti com ele; trocamos informações sobre o que, afinal, seria indispensável. E no fim, nada de contrato assinado, desistimos do imóvel, voltamos à programação normal.

O que ficou disso foi muito positivo, apesar daquele gosto amargo nos primeiros dias. Eu já tinha me livrado dos excessos do guarda-roupa, ele também; continuamos a redução aqui em casa pela cozinha, banheiro, lavanderia e sala de estar. Nos conformamos em ficar mais um tempo no apartamento antigo e, não é que com a limpeza toda, o lugar ficou muito mais amável?

Com as roupas, a sensação foi parecida. Não tive tempo de contar as peças que ficaram. Tem uma certa dificuldade nessa logística de roupas para lavar, para secar, para guardar, que eu ainda não me dei ao trabalho. Pelas minhas contas, entre sapatos e peças de roupa, eu tenho em torno de 70, 80 itens agora, e aí como faltam mais ou menos uns dois meses para eu fazer uma viagem grande, eu fiz um pacto comigo: sem compras até lá e apenas aquisições que já estão em uma lista e pequenas substituições das peças que já viveram dias melhores.

Na prática, a vida com menos é mais fácil mesmo. A quantidade menor faz com que você não tenha muitas escolhas, só use o que gosta mais e seja obrigado a manter tudo limpo para poder usar da próxima vez. Essa sensação que eu vivencio diariamente de que não tem excessos também acaba trazendo mais atenção no dia-a-dia. O prato, que agora é aquele que geralmente a gente usava com as visitas, tem que ser manuseado com cuidado para não quebrar. A calça precisa ficar bem lavada, sob o risco de não ter o que vestir caso o tempo continue frio. E assim por diante.

* PS: Eu ainda quero falar mais sobre esses aplicativos ligados à economia colaborativa que eu mencionei. Aguardem, espero que seja logo!

segunda-feira, 16 de maio de 2016

:: A MÁGICA DO DESAPEGO ::

colors for overall site:

Eu sou uma acumuladora em negação.

Vira e mexe eu me proponho a arrumar os meus armários e acabo doando e jogando fora grandes quantidades de coisas. Quem olha de fora pensa que eu não tenho problemas em me desapegar, mas a frequência com que eu consigo jogar tantas coisas fora atesta: eu não sou desapegada, eu consumo muita porcaria! Na semana que passou, eu enchi uma mala de roupas e sapatos que eu não preciso nem quero mais ter no meu guarda-roupa. Levando em conta que eu já tinha feito uma limpa há mais ou menos um mês, foi muito. Acho que ainda dá pra enxugar mais.

Agora, o desafio do desapego é outro. Não se trata tanto de abrir mão das coisas que eu possuo, mas abrir mão da possibilidade de adquirir coisas novas (e muitas vezes baratas) quando eu tenho uma oportunidade. Abrir mão de entrar na Zara durante uma liquidação, por exemplo. Abrir mão de comprar um monte de coisas durante uma viagem, só porque eu não sei quando vou poder entrar nessa ou naquela loja de novo. Abrir mão do artifício do consumo quando um sentimento ou pensamento não tão bom aparecem.

"It's not a good deal if you don't need it." Illustrated by Becky Murphy || Camille Styles:

Esse processo de eliminar objetos e viver com menos tem muito a ver com viver o momento presente, não ficar tentando imaginar situações onde eu possa precisar de alguma coisa. Diz muito da confiança que eu tenho para lidar com uma situação nova quando ela chega e de quanta liberdade eu me permito ter. De quanto eu me sinto à vontade na minha própria pele e me deixo ser vista nela, com menos objetos que emprestam status ou qualquer imagem pré-concebida.

Como eu só funciono me desafiando, sob pressão, a lição de casa dessa semana é a seguinte: contar a quantidade de peças de roupas e sapatos que ficaram e usar esse número pra contar quantos dias eu devo ficar sem fazer novas compras.

Próximo passo: eliminar os objetos dos outros cômodos da casa.

terça-feira, 10 de maio de 2016

:: 2016 - O ANO DE FAZER MÁGICA ::


" 'cause you're the storm that I've been needing
            and all this peace has been deceiving
 I like the sweet life and the silence
but it's the storm that I believe in"
(You´re the Storm - The Cardigans)

2016 mal começou e já está no meio. Esse ano maluco, com todo tipo de crise, exatamente o caos que eu sempre prefiro para me transformar.

A ideia de voltar a escrever aqui vive me assombrando, mas falta um pouco de comprometimento, de motivos para tornar isso uma prioridade. Um dos motivos para eu sempre querer voltar é o quanto eu sei que o fato de me manter escrevendo ajuda a organizar o pensamento, ir mais a fundo em assuntos do meu interesse, pensar em alguns tópicos racionalmente.

Então, resolvi não esperar o caos passar para voltar a usar este espaço. Se é ele que me incomoda, é sobre ele que eu quero pensar. No começo da semana que passou eu comprei o livro sobre o qual eu já tinha ouvido tanto falar e que eu mesma me via citando sem ter lido. Tomei vergonha na cara, adquiri e li todinho em uns 3 dias.

Livro - A Mágica da Arrumação

Resolvi aderir, não só porque está na moda (os motivos eu vou listando nos próximos posts), mas porque depois que eu acessei o blog e percebi que os posts mais lidos são do Desafio de 2013 e que eu mesma ainda não terminei aquela tarefa com louvor, eu resolvi que tá na hora.

Quem ainda não leu o tal do livro, esta é a capa. Eu recomendo. Vou escrever mais sobre como estou lidando com o processo ao longo das semanas. ;)

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

As coisas nem mudaram tanto assim

Keeping Kids Entertained in the Car: 12 fun things to do with just pencil and paper:

Eu me prometi que ia voltar a usar esse espaço para escrever, mas ainda não voltei. Essa é a verdade. Mas continuo pensando com carinho nessa possibilidade.

Aí que, procurando inspiração para as outras atividades que me ocupam a vida (A.K.A liten landa e Atri), eu encontrei um arquivo de word interminado, que deveria ter sido postado aqui, mas ficou os últimos 38 meses perdido em alguma parte desse meu bagunçado HD.

Vou postar hoje, mesmo sem a devida conclusão, porque no fim das contas, acho que não tinha terminado o texto porque não tinha concluído o pensamento, mas a verdade é que ele segue em aberto. E talvez seja assim, sempre.

"Às vezes quando eu analiso as coisas sobre as quais eu gosto de pensar, porque eu considero importantes, a primeira impressão que eu tenho é que são assuntos tão conflitantes que eu não vou conseguir chegar à conclusão alguma, e invariavelmente isso me causa uma ansiedade. Há algum tempo, no entanto, eu tenho conseguido achar a lógica que faz a ligação entre minha fascinação por moda e minha aversão ao consumismo exagerado.

Com as recentes críticas ao mercado de blogs de moda, eu pude perceber a preocupação de um número até grande de pessoas, mesmo longe de ser a maioria, sobre o crescente incentivo ao consumo baseado nas inseguranças femininas e ainda mais na ética das pessoas, físicas e jurídicas, que baseiam nisso seus lucros. Não gosto do termo blogueira, e de fato, não tornei o ato de escrever numa plataforma que se chama Blogger minha fonte de renda, mas foi nesse exercício diário de só falar sobre o que eu acredito que eu entendi que não há contradição entre analisar (e amar) moda e desejar uma sociedade menos consumista.

Quando eu me proponho esses pequenos desafios, sobre os quais eu escrevo aqui no MRB, o que eu tento é dar uma motivação nova a um ato que pode cair tão facilmente na inércia, como é o de se vestir todos os dias. É através do compromisso de pensar sobre isso com seriedade que eu descubro mais sobre meus gostos, meus erros passados, e consequentemente minhas compras ficam mais conscientes e bem menos frequentes.

Sob a ação daquele fenômeno que faz o recente comprador de um carro azul passar a enxergar mais carros azuis do que nunca, eu vou me deparando com exemplos, relatos, artigos e até eventos que promovem esse tipo de pensamento e reflexão. Durante a Casa TPM, que aconteceu no último fim de semana, o tema de um dos debates foi: ‘Moda liberta ou escraviza?’ e uma das aspas mais legais, para citar uma que tenha diretamente a ver com moda, foi a do Ronaldo Fraga. Não acho que seja coincidência que tenha vindo de um dos poucos estilistas brasileiros que faz um trabalho autoral, coerente, reconhecível independente das tendências, através dos anos. Ele disse: “Eu não fico preso a tendências. Sempre existiu essa cartilha da moda. Isso facilita a vida de muita gente, dos lojistas, dos jornalistas e dos designers. Quem consegue se livrar da prisão da tendência consegue uma coisa que não vende na loja. Consegue virar seu próprio personagem. Quem rompe com a tendência marca um tempo”.

É nessa fala que fica clara a contradição que há entre o consumo desenfreado e o estilo pessoal. Que este último se alimente do fenômeno moda para se aperfeiçoar, se alimentar de mais referências, enriquecendo, é o ideal (e é no que eu acredito). O que acontece de verdade é que, em meio a tantas opções que nos são oferecidas, fica difícil se ater às poucas coisas que fariam de fato nosso estilo se desenvolver, melhorar, tomar um caminho que fale bem sobre a nossa personalidade. Sem muita auto-confiança, o caminho mais curto que a mulher de hoje encontra da vida real até a moda conceitual está nos blogs de moda. Ao invés de tirar proveito da democracia e da multiplicidade de estilos possíveis, o que se vê é um exército de seguidoras com uniformes “pré-aprovados” pelas autoras de looks do dia.


Não me espanta que existam leitoras que defendam suas autoras como se fossem da sua própria família e eu nem acho que elas sofram de algum tipo de retardo mental, como alguns gostam de concluir. Também não causa surpresa que o mercado esteja se utilizando dessa “nova mídia” para atrair consumidores. O que assusta, a mim, pelo menos, é a falta de crítica. 
Adriana Takeuchi, 08 de Agosto de 2012." 

quinta-feira, 23 de abril de 2015

8 MANEIRAS DE AMARRAR SEUS LENÇOS

Eu já fui do tipo que gosta mais de inverno do que de verão. Quer dizer, do tipo que ACHAVA que preferia frio, até conhecer invernos de verdade e perceber que os nossos 3 dias por ano abaixo de 10°C são muito legais, sim, mas uma vida sem raios de sol por muito tempo é triste!

Mas como eu moro no Brasil, quando chega Março/Abril, eu já cansei do meu guarda-roupa de verão e do trabalho que dá tentar evitar a pele brilhando. Hora de comemorar a chegada do nosso outono gostosinho, quando dá pra usar aquelas camisas bonitas sem suar e fazer charme com os lenços e suas estampas que não se acha em mais nenhum lugar do meu guarda-roupa.

Encontrei esse guia na newsletter da Fab e achei uma boa maneira de visualizar uns jeitos diferentes de amarração, para me motivar a alternar os estilos. Confesso que nem todos me agradam, mas não me abstenho de tentar, mesmo assim. Vamos ver?




 






quinta-feira, 16 de abril de 2015

CALÇA PRETA, CAMISA BRANCA

Quando eu li a matéria da Matilda Kahl explicando porque vestia o mesmo look há 3 anos, eu não pude deixar de pensar no blog e de como ele andava parado. Nos últimos meses (ou anos) meu interesse pela Moda diminuiu tanto que eu me sentia sem assunto e não achava que valia a pena voltar aqui e escrever.

No meio-tempo, é claro que outros assuntos tomaram conta da rotina - às vezes nem tão longe assim desse ato de se vestir - mas eu não encontrava a conexão, forte o suficiente, com tudo que costumava ser dito nesse espaço. Não que ele algum dia tenha sido um blog de moda nos moldes em que tantos surgiram, looks do dia e afins, mas fiquei um tempo sem querer tornar públicas minhas opiniões e assim, o MRB ficou meses sem atualizações.

Na semana passada, com o relato da Matilda, foi impossível não pensar na frase que descreve o MoneyRubberBand, em como um look tão básico pode ser base para tantos tipos de discussão. Assim, decidi: vou voltar a discutir (no melhor sentido)!



Antes de começar a escrever, reli o testemunho da moça (aqui, em inglês) e fui saber um pouco mais sobre ela e o seu trabalho (prova de que a teoria dela funciona) e brotou um sorriso no rosto ao descobrir que ela é de Estocolmo. A capital da Suécia foi um dos lugares que mais me impressionou visitar na vida, não só pela estética e pelo design que eu amo, mas por poder testemunhar a igualdade de sexos que eu tanto acredito e defendo acontecendo no dia-a-dia, para todo mundo ver. Ah, como eu queria que todo mundo visse!, mas isso é assunto para outro(s) post(s). O que eu queria dizer mesmo é: a diretora de arte, que já trabalhou nas maiores agências de publicidade de NY e do mundo, realmente tem o que mostrar.

E esse é o ponto, não? Nunca vai ser possível mensurar quanto o tempo que ela deixou de perder olhando para um guarda-roupa influenciou o trabalho dela ou mesmo quanto isso a ajudou a ser mais respeitada, mas é legal iniciar a reflexão de uma maneira de as mulheres, voluntariamente, se igualarem aos homens, sem copiá-los. Se você observar, o look da Matilda não é masculinizado, e ainda tem um toque de memória afetiva - o laço de couro, que é releitura dos laços que a mãe dela fazia em seus cabelos quando criança. Além disso, ela afirma não usar o uniforme aos fins de semana, quando adora vestidos.

Para pensar, que é o que importa por aqui...

segunda-feira, 7 de abril de 2014

COMPRANDO A INTERNET - PARTE II

LOVE it girl on the computer

Desde que eu escrevi a parte I, há quase 2 anos e meio, muita coisa mudou: novas lojas online foram criadas, novas marcas  surgiram, muitas foram mudando de patamar. Inclusive, meu nível de consumismo baixou e com a idade, até o meu gosto não é mais o mesmo.

Não foram só os varejistas que perceberam a onda de brasileiros comprando no e-commerce. O governo se ligou e começou a ser mais severo na fiscalização, muitas vezes passando a linha (tênue) que limita a taxação de impostos na importação. De lá pra cá, também começamos a comprar e confiar nos vendedores da China e muitas de nós se acostumou a esperar semanas para receber seus itens, porque simplesmente vale a pena.



Mas ao invés de recriar uma lista, hoje eu vou indicar um site que surgiu no início deste ano e há de ajudar e muito as adeptas ou não do comércio online. O Shop Catalog faz uma seleção bacana de quem está no ar, além de criar vitrines temáticas e muito inspiradoras. Entre listas de lojas nacionais e internacionais, você tem a chance de dar notas para as que já conhece, pegar códigos promocionais e saber qual a loja favorita de personagens ligadas à moda e à internet. É bom também para conferir de uma vez só quem está em promoção, já que a lista é sempre cuidadosamente atualizada.

Depois me conta o que vocês acharam ;)

http://shopcatalog.com.br/ 

segunda-feira, 17 de março de 2014

JEANS - A FADED BLUE PLANET


Horas de avião são boas para uma coisa, ao menos: assistir coisas que você não costuma encontrar em outro lugar. Foi assim que eu assisti à "Jeans - A Faded Blue Planet", que foi lançado em 2010 e sobre o qual eu nunca tinha ouvido falar. Fez minha viagem muito menos incômoda.

O filme começa com uma frase atribuída a Yves Saint Laurent, que teria dito : "Eu tenho apenas um arrependimento - não ter inventado o jeans" e segue contando a história do denim, desde 1873 até hoje. Eu achei interessante porque me interesso pelo assunto. Para o resto do mundo que não tem tanta atração por tecidos e afins, eu considero interessante porque ele explora aspectos históricos, econômicos e psicológicos que tentam explicar como nos tornamos tão obcecados por calças jeans e por que essa obsessão não deve acabar tão cedo.

Tem também curiosidades, como o mercado que se criou a partir da paixão dos japoneses pelo denim, um homem que coleciona muitas e muitas peças de jeans (e que como eu acha que elas ficam melhores à medida que envelhecem) e a historiadora da Levi´s contando como arrematou no eBay a calça jeans mais antiga do mundo, por nada menos que US$ 46.532,00! Quem assistir até o final ainda consegue descobrir o que as pessoas levam no bolso de relógio.

Você também é escravo do jeans? O que você carrega no seu bolso de relógio?

Título :JEANS, A FADED BLUE PLANET

Autor : Thierry Aguila
Filmagem :Japão – EUA – Europa – África do Norte
Duração :52 m.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

CARNAVAL É BOM PARA...



Li hoje o post da Oficina de Estilo sobre aproveitar o carnaval para colocar seus loucos desejos estilísticos à prova, experimentar o que tem vontade e levar para o dia-a-dia o que tiver gostado e funcionado. Acho o conselho validíssimo, mas sei que às vezes falta coragem. Dos medos que eu conheço, pelas outras pessoas e por experiência própria, os principais são um resultado ruim depois de parecer ter tentado com muito esforço ou mesmo um resultado bom que parece bom demais.

Já aconteceu com todo mundo. Acordar e querer dar uma variada no visual de sempre, tentar e ter dúvidas, tirar tudo e colocar o "uniforme". Por isso, o conselho para o carnaval é ler o post e arriscar. Se não rolar antes do feriado terminar, continue tentando. Todo dia é dia de se divertir e mesmo durante os dias úteis, não se preocupe e não se leve tão a sério, é o único jeito de mudar, caso esteja insatisfeito com alguma coisa.

Bom Carnaval!!!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Por uma publicidade com mais anúncios assim

Esse anúncio é da África do Sul e vem lembrar o que "pensar fora da caixa" deveria significar. Nada de campanhas nonsense ou glamourização do álcool para pegar mais mulher. Fugindo ao clichê do filme de marca de whisky que tem a coragem e força sempre simbolizada por escaladores, soldados e homens com algum tipo de poder, a Bell´s inova ao mostrar o esforço de um senhor em sua luta para aprender a ler depois de adulto.
A feminista que vive dentro de mim (que adoro whisky) preferia que a escritora fosse uma jovem escritora, mas isso é assunto para outro post.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Será que se livrar dos 'Fashion Bloggers' trará a glória de volta?



No outono passado, Oscar de la Renta expressou frustraçãocom "megashows" da Fashion Week que estão cheios de "20 milhões de pessoas com conexão zero com as roupas. Em resposta, ele anunciou um plano de cortar sua lista de convidados para um máximo de 350, cuidadosamente selecionados. Agora, Catherine Bennett, vice -presidente sênior e diretora-gerente da IMG, diz que a empresa que administra a Mercedes-Benz Fashion Week vai fazer alterações semelhantes para seus shows na próxima temporada. Ela disse ao Wall Street Journal que a Fashion Week "foi se tornando um jardim zoológico. O que costumava ser uma plataforma para designers estabelecidos para estrear suas coleções para selecionar mídia e compradores tem caminhado para um período confuso, muitas vezes com um custo proibitivo e desgastante para a nossa indústria para efetivamente fazer negócios."

Em muitos aspectos, isso é verdade. O Wall Street Journal relata que a IMG irá apresentar dois locais redesenhados nas tendas do Lincoln Center, em fevereiro, um dos quais com pegada mais industrial, e o outro mais "íntimo". As mudanças serão feitas para que os conviados VIP fiquem mais confortáveis e para dar mais espaço para entrevistas de bastidores. Dois novos espaços fora do local também serão abertos, um dos quais será chamado Hudson Hub e será voltado para up- designers em ascenção.

Os novos espaços são projetados, relata o Jornal, para responder a reclamações de designers e da velha guarda da moda sobre o confuso espetáculo que a Fashion Week tornou-se, com as novas instalações destinadas a, como colocou um porta-voz da IMG, "controlar e reduzir as capacidades de audiência; fazer convites mais uma vez um passe exclusivo para insiders verdadeiros da moda".

A IMG diz que espera eliminar os participantes com apenas uma "conexão tênue com a indústria da moda", porque o Lincoln Center "foi cercado por blogueiros de moda, fotógrafos de street style e fãs de moda... para além das centenas de jornalistas e dezenas de celebridades".

É difícil não se perguntar se em todas estas reivindicações para melhorar a eficiência não se esconde um bom e velho desejo de voltar à exclusividade e livrar-se da moderna ralé: todos esses "blogueiros de moda" e imprensa considerada menos importante.

Muitos dos shows mais íntimos agora acontecem nos estúdios do centro, galerias e armazéns que permitem a exclusividade muitas vezes ausente do espetáculo do Lincoln Center. Certamente essas mudanças são em resposta a esse movimento - mas também parecem menos como uma função dos espaços e mais sobre a escala das empresas e designers que se apresentam lá. Enquanto os aluguéis são bons ​​para designers emergentes (a IMG diz que seus novos espaços serão cerca de 2.000 a 3.000 dólares mais baratos) ainda são muito caros (US$ 15.000 para o Hub), de modo que esse parece ser um falso argumento.

Estas mudanças propostas, que serão anunciadas na quinta-feira, levantam algumas questões importantes sobre o que desfiles de moda se tornaram. Blogueiros ainda são necessários agora que quase toda a primeira fila de editores de mídia impressa usam Instagram? Os principais críticos precisam mesmo de ir a um desfile para dar suas opiniões? (Veja: críticade Cathy Horyn da coleção Outono de YSL RTW que foi feita inteiramente a partir de um computador). Quem importa em um desfile de moda? Se você está na oitava fila, vale mesmo a pena assistir?



A Moda sempre nos deu uma forma arrumadinha de quantificar as hierarquias sociais. Com menos bloggers em shows, enfim, todos os tipos de confusão causados pelos cheios de opinião podem dar uma baixada. Quem já não ouviu um editor de moda da imprensa reclamar que alguns ‘sabem nada’ novatos foram parar na primeira fila quando eles trabalharam durante anos para chegar à terceira? Independentemente disso, será certamente interessante ver o que os senhores do mundo da moda consideram "essencial" e "de valor" - e quem simplesmente vai optar por afirmar seu próprio valor observando a partir de seu computador.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

2014! Mas...

... ainda tem mulher que acredita:

- Em 'Farinha Seca Barriga'

natue02

- Que precisa "malhar que nem filha da puta" pra ter um marido magya

- ~Marido Magya~

- Que as mulheres da mídia são mais bonitas que elas e suas amigas


- Que é culpa (só) da mulher se ela se envolver com um homem casado


Affff

Mas é Ano Novo na China. Vamos ver se alguma coisa muda.
Meus votos são de que nós sejamos mais inteligentes e nos amemos mais - a nós mesmas, como somos, e umas às outras.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

:: NA COZINHA :: PICOLÉS CASEIROS (E ALCOÓLICOS!)

O verão e as festas de final de ano estão chegando! E achei uma seleção incrível de picolés de tequila, rum, vodka, cerveja, e mais o que você quiser inventar! Uma ótima opção para matar o calor e aproveitar o final de ano. Se não quiser ele alcoólico, é só deixar de lado a bebida e usar apenas as frutas.
Agora vamos as receitas que são muito fáceis! A dica é fazer de um dia para o outro, já que o álcool demora mais para congelar. E se não tiver forminhas para sorvete, use copos de shot, americano, o que tiver!


- Melancia com hortelã


¼ de xícara de água
¼ de xícara de açúcar
1/3 de hortelã fresco (pode ser trocado por manjericão)
4 xícaras de melancia em cubos
Suco de 2 limões
1/3 de xícara de tequila


Modo de preparo: em uma panela pequena misture a água, o açúcar e a hortelã. Deixe ferver até dissolver o açúcar e reduzir. Retire do fogo, peneire e reserve. Com um processador ou liquidificador bata a melancia com o suco de limão. Passe por uma peneira bem fina e misture com a tequila e o xarope de menta. Coloque a mistura em formas e leve ao congelador por 30 minutos antes de colocar os palitos. Deixe de um dia para o outro.


-Morango com pêssego e Vodka


15 morangos amassados
3/4 xícara de Xarope de pêssego (receita abaixo)
1 xícara de água com gás
1 colher de suco de limão
2/3 de xícara de vodka


Modo de preparo: misture o purê de morango com 1/3 de vodka e encha ¼ da forminha para sorvete. Reserve. Misture o xarope de pêssego com a água com gás e adicione o restante da vodka e o suco de limão. Preencha as forminhas e leve para gelar. Quando estiver mais firme, coloque os palitos e volte para o congelador de um dia para o outro.
Para o xarope de pêssego:
½ xícara de pêssegos em cubos
1 xícara de água
1 xícara de açúcar
Modo de preparo: no processador ou liquidificador bata o pêssego até virar um purê. Misture a água e o açúcar e leve ao fogo. Deixe ferver por 5 minutos. Passe por uma peneira fina e reserve.



-Mojito de manga


1 ½ xícara de manga picada
1/3 de xícara de rum
Suco de 1 limão
2 colheres de açúcar
2 colheres de hortelã picado
½ xícara de água


Modo de preparo: Bata a manga, o rum, o suco de limão e o açúcar até ficar homogêneo. Adicione a água e a hortelã e bata até misturar tudo. Coloque nos moldes e leve para o congelador. Após 30 minutos, ou depois que firmar a mistura, adicione os palitos e deixe congelar de um dia para o outro.


Amora com Prosecco


2 xícaras de Prosecco
1/3 de xícara de amoras
½ xícara de licor de cassis
1 colher de suco de limão
Zest de limão


Modo de preparo: Amasse as amoras com o licor de cassis. Adicione o suco de limão e a zest e misture. Coloque na forma de sorvete aproximadamente 1 colher dessa mistura e por cima jogue o Prosecco. Deixe gelar por 2 horas ou até que solidifique o suficiente para segurar o palito. Volte ao congelador e deixa da noite para o dia.



Essas receitas e mais MUITAS outras, muitas mesmo,  você encontra nos links:


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

ESCRITÓRIO FRIO, RUA QUENTE




Quem trabalha em escritório deve concordar comigo quando eu digo que é mais fácil se vestir para trabalhar em dias frios ou, no mínimo, de temperatura amena. Por mais que eu adore os dias bonitos e quentes, a diferença de temperatura entre a rua e o freezer em que alguns escritórios se transformam, sob o poder do ar condicionado, faz eu querer que seja verão só aos fins de semana ou nas horas que sobram depois do expediente.

É dificílimo escolher uma roupa que seja adequada para as duas situações. Eu me vejo renunciando às saias e vestidos, com medo da garganta se ressentir das muitas horas em um ambiente cuja temperatura não suporta tanta pele à mostra. O pé, que parece não ter sistema circulatório próprio, então, não pode ficar de fora de maneira alguma e nessa, as sandálias vão ficando cada vez mais no fundo do armário.



Trabalhando há alguns anos nesses ambientes refrigerados, aprendi algumas manhas. Cardigan fininho, que cabe na bolsa e não amassa é um must have. Vale ter alguns de cores que coordenem bem com as suas roupas e não esquecer de agarrar um antes de sair de casa. Pashminas são uma opção e dá até para fazer um charme amarrando na bolsa enquanto não é preciso aquecer o pescoço e as costas. Eu tenho panos coloridos de vários materiais que desempenham o mesmo papel.

Para os pés, confesso que não encontrei uma solução perfeita. Aproveito que não é muito adequado estar com eles super à mostra no trabalho e uso sapatilhas vazadas quando está mais calor e sempre evito os calçados acolchoados. Quanto às roupas, o que aprendi é que o material da peça é muito mais importante que o comprimento. Em dias super quentes, materiais naturais. Funciona melhor uma calça de algodão com uma camisa de gramatura leve que um vestido ou regata de poliéster. Só o fato da pele poder respirar já te deixa com uma sensação mais fresca, mesmo debaixo do sol do meio-dia. E ainda por cima te protege do ar condicionado.



Quando for às compras, pense nisso. Roupa de verão não precisa ser necessariamente curta e cavada, e certamente não deve ser quando se trata de peças que você usa no trabalho. Invista nos tecidos que "respiram", como linho e algodão (naturais) ou poliamida e viscose (sintéticos). Fuja dos poliéster, mesmo que o preço seja mais apelativo. Na dúvida, recorra à etiqueta de composição e seja feliz.

sábado, 14 de dezembro de 2013

A ROUPA QUE VOCÊ VESTE DIZ QUEM VOCÊ É OU A QUAL CLASSE SOCIAL VOCÊ GOSTARIA DE PERTENCER?


Uma amiga, certa vez, veio me pedir um conselho. - Não sei com que roupa sair no sábado à noite. Perguntei, tentando entender - Mas qual é exatamente a dúvida? A resposta foi - Não sei como me vestir, é balada de playboy.  Na minha cabeça, a primeira tradução (meu cérebro traduz tudo que ouve, bem irritante) saiu “Não sei como me fantasiar, é lugar de gente rica”.

Para mim, não faz muito sentido que o nosso estilo pessoal seja radicalmente mudado de acordo com a classe social da média dos frequentadores de um evento, o que não é o mesmo que se vestir de acordo com uma determinada ocasião. Tendo um estilo que respeite quem você é e a mensagem que você quer passar, você vai saber o que vestir em situações formais ou não, eventos diurnos e noturnos, e assim por diante.

Meu conselho, naquela ocasião, foi: - Veste o que você veste sempre, que te faz sentir bem, você mesma. Eu sabia que não tinha nada de errado com o estilo de sempre dela e eu temia que ela fosse correndo comprar um vestido super curto, um sapato super alto, a carteira da marca da moda. Eu tenho a impressão que esse é o uniforme das meninas que frequentam casas noturnas com um alto valor de ingresso.
Primeiro resultado da busca 'Uniforme para balada'


Esse episódio me fez pensar em quanto as pessoas estão preocupadas em convencer as outras de que pertencem a um certo grupo e que, geralmente, quando essa preocupação existe é porque elas não pertencem e, por isso, o esforço. Isso fica muito claro para mim ao ver alguns produtos, sem motivo aparente, serem consumidos como se fossem os únicos de sua classe. Quando eu digo ‘sem motivo aparente’ eu quero dizer que eles ou não são bonitos o suficiente para justificar o frisson e/ou vestem mal seus donos.

Quem ainda não se cansou dos relógios e bolsas Michael Kors, sapatilhas Terry Burch, calças Diesel, camisas Equipment, Crocs, UGGs, etc.? Isso só para falar dos “originais”, numa faixa classe média, porque a partir deles surgem as cópias (vide tênis com salto interno e saias mullet que, agora, todo mundo está amando odiar), o que torna o fenômeno todo ainda mais maluco. Mas não incompreensível.


O que todos estes produtos têm em comum? Na minha opinião, o preço mais alto do que seria razoável aliado à facilidade de serem reconhecidos e, portanto, de transmitir o sinal desejado, ainda que inconscientemente. Que sinal? “Eu tenho dinheiro e sou bem informado o suficiente para ter ISTO.” Daí surgem os absurdos que se vê nas semanas de moda. Depois da logomania, que surgiu na década de 80 e foi revisitada há alguns anos, agora é a vez de competir não por qual marca tem o logo que ocupa a maior porcentagem de uma peça, mas qual marca faz o objeto feio mais vendável. 

Eu não vejo nada de errado no fato de a indústria usar essa estratégia, esse é o papel de quem tem como objetivo vender mais que seu concorrente. Mas enquanto ela dá certo, é um sinal de que nós não nos importamos de estar uniformizados e, ainda por cima, feios. É um sinal de que estamos vestidos não de nós mesmos, mas como “deveríamos” estar para sermos aceitos, de que estamos dando mais valor ao que se tem do que ao que se é.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

HÈRMES NA SAATCHI GALLERY


A poderosa marca francesa colocou seus artesãos numa galeria para mostrar com quanta maestria e capricho se faz um produto de luxo. Eu fui conferir e devo dizer que, se já achava que um lenço de seda da Hèrmes poderia ser uma boa aquisição, saí de lá com a impressão de que 1) ele nem é tão caro quanto parece; 2) vai fazer um milhão de combinações de cores bem lá em Lyon e 3) vou investir em um assim que possível (só vai ser difícil escolher).

A parte mais impressionante, que também é a principal atração da mostra, é a impressão na seda que transforma um pedaço de tecido em desejo incontrolável, em processo que beira a mágica, pelo menos para quem, como eu, tem loucura por tecidos e trabalhos manuais.



Antes de mostrar o vídeo, quero dizer que fiquei surpresa em descobrir que a fazenda que produz os casulos do bicho da seda se localiza no Brasil. O artesão responsável pela apresentação contou que depois de terem a China como fornecedora por muitos anos, mas com constante irregularidade no padrão de qualidade. Ele atribui o alto padrão de qualidade da seda produzida no nosso país à grande área disponível para produção (os bichinhos se alimentam de árvores) aliada ao know-how dos imigrantes japoneses.

Essa estampa do vídeo se chama Godspell e é uma das mais simples da marca, com "apenas" 14 cores. A estampa mais complexa atualmente é a figura de uma índia, que utiliza 46 cores dos mais de 300.000 tons desenvolvidos pela Hèrmes. Os lenços, que medem 90 x 90 cm, consomem 300 casulos de seda cada, ou 4.500 metros do fio produzido pelos bichos da seda.




terça-feira, 19 de novembro de 2013

RECORTES INUSITADOS



O clima quente do verão convida ao uso de roupas mais frescas e coloridas. Buscar maneiras menos óbvias de mostrar um pouco mais de pele é um jeito esperto para não parecer vulgar e conseguir atravessar os dias de temperatura alta com elegância.




Recortes estratégicos nas costas, nos ombros e até nos sapatos, apareceram nas passarelas apontando tendência. Aliados a materiais naturais e de qualidade, garantem conforto e um look interessante. Aposte!




domingo, 17 de novembro de 2013

:: LOOKS :: ERIN WASSON

Eu tenho alguns ícones de estilo preferidos. Não basta ser a garota mais bem vestida das últimas 3 temporadas, se ficar evidente que tem um personal stylist por trás, e poucas mulheres tem esse senso de estilo inato. A modelo/estilista (e stylist do amigo Alexander Wang) Erin Wasson é dessas que eu paro pra olhar, sempre que surge uma foto nova rede. Tão bonita quanto Gisele Bundchen e cool quanto Kate Moss, Erin é aquele tipo de mulher que, como poucas, consegue se manter fiel a um estilo completamente seu seja qual for a ocasião.

Ninguém veste melhor um jeans rasgado com uma camiseta podrinha, e os acessórios étnicos que sempre têm um toque indígena americano, mas mesmo que for a um evento com dress code mais careta e formal, Erin ainda tem um toque próprio que não faz parecer que ela está fantasiada ou se vestiu para a festa errada. Isso é um dom! Os cabelos ondulados com as pontas mais claras são uma marca registrada e ela passa pelos modismos sem parecer uma vítima simplesmente porque tem aquela segurança de quem sabe quem é e que mensagem quer passar através da roupa. E é essa segurança o que todas as mulheres deviam buscar, porque o corpo, só nascendo de novo...











terça-feira, 12 de novembro de 2013

VOCÊ CONHECE A KITSCH KITCHEN?





Eu já tinha entrado em alguma loja deles, em algum outro país, mas não vou me lembrar nem quando nem onde. Então, é melhor eu falar sobre o que eu me lembro. A Kitsch Kitchen é uma loja de artigos de decoração, que como o próprio nome já entrega, é totalmente kitsch, tem um visual completamente mexicano, cores, cores e mais cores.

Eles vendem desde utilidades domésticas, até brinquedos, bolsas e aqueles tecidos plastificados de colocar na mesa, que poderiam facilmente ser usados na cenografia da Uma Grande Família. Os artigos de papelaria também são bem fofos e dá vontade de fazer uma festa para a criança mais querida da família com as coisas que eles vendem, além de adquirir um guarda-chuva bem espalhafatoso, mesmo odiando ter que usar um.

A loja é de Amsterdam e tem revendedores em mais 26 países, Brasil inclusive. Por lá, são muito populares os Double Panniers, uma bolsa de carregar nas bicicletas, que serve como decoração (não deixe de assistir o vídeo); vi muitas meninas com uma dessas. Se tiver se interessado, tem loja online (em holandês) e o distribuidor, de São Paulo, é esse aqui.