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segunda-feira, 7 de abril de 2014

COMPRANDO A INTERNET - PARTE II

LOVE it girl on the computer

Desde que eu escrevi a parte I, há quase 2 anos e meio, muita coisa mudou: novas lojas online foram criadas, novas marcas  surgiram, muitas foram mudando de patamar. Inclusive, meu nível de consumismo baixou e com a idade, até o meu gosto não é mais o mesmo.

Não foram só os varejistas que perceberam a onda de brasileiros comprando no e-commerce. O governo se ligou e começou a ser mais severo na fiscalização, muitas vezes passando a linha (tênue) que limita a taxação de impostos na importação. De lá pra cá, também começamos a comprar e confiar nos vendedores da China e muitas de nós se acostumou a esperar semanas para receber seus itens, porque simplesmente vale a pena.



Mas ao invés de recriar uma lista, hoje eu vou indicar um site que surgiu no início deste ano e há de ajudar e muito as adeptas ou não do comércio online. O Shop Catalog faz uma seleção bacana de quem está no ar, além de criar vitrines temáticas e muito inspiradoras. Entre listas de lojas nacionais e internacionais, você tem a chance de dar notas para as que já conhece, pegar códigos promocionais e saber qual a loja favorita de personagens ligadas à moda e à internet. É bom também para conferir de uma vez só quem está em promoção, já que a lista é sempre cuidadosamente atualizada.

Depois me conta o que vocês acharam ;)

http://shopcatalog.com.br/ 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Será que se livrar dos 'Fashion Bloggers' trará a glória de volta?



No outono passado, Oscar de la Renta expressou frustraçãocom "megashows" da Fashion Week que estão cheios de "20 milhões de pessoas com conexão zero com as roupas. Em resposta, ele anunciou um plano de cortar sua lista de convidados para um máximo de 350, cuidadosamente selecionados. Agora, Catherine Bennett, vice -presidente sênior e diretora-gerente da IMG, diz que a empresa que administra a Mercedes-Benz Fashion Week vai fazer alterações semelhantes para seus shows na próxima temporada. Ela disse ao Wall Street Journal que a Fashion Week "foi se tornando um jardim zoológico. O que costumava ser uma plataforma para designers estabelecidos para estrear suas coleções para selecionar mídia e compradores tem caminhado para um período confuso, muitas vezes com um custo proibitivo e desgastante para a nossa indústria para efetivamente fazer negócios."

Em muitos aspectos, isso é verdade. O Wall Street Journal relata que a IMG irá apresentar dois locais redesenhados nas tendas do Lincoln Center, em fevereiro, um dos quais com pegada mais industrial, e o outro mais "íntimo". As mudanças serão feitas para que os conviados VIP fiquem mais confortáveis e para dar mais espaço para entrevistas de bastidores. Dois novos espaços fora do local também serão abertos, um dos quais será chamado Hudson Hub e será voltado para up- designers em ascenção.

Os novos espaços são projetados, relata o Jornal, para responder a reclamações de designers e da velha guarda da moda sobre o confuso espetáculo que a Fashion Week tornou-se, com as novas instalações destinadas a, como colocou um porta-voz da IMG, "controlar e reduzir as capacidades de audiência; fazer convites mais uma vez um passe exclusivo para insiders verdadeiros da moda".

A IMG diz que espera eliminar os participantes com apenas uma "conexão tênue com a indústria da moda", porque o Lincoln Center "foi cercado por blogueiros de moda, fotógrafos de street style e fãs de moda... para além das centenas de jornalistas e dezenas de celebridades".

É difícil não se perguntar se em todas estas reivindicações para melhorar a eficiência não se esconde um bom e velho desejo de voltar à exclusividade e livrar-se da moderna ralé: todos esses "blogueiros de moda" e imprensa considerada menos importante.

Muitos dos shows mais íntimos agora acontecem nos estúdios do centro, galerias e armazéns que permitem a exclusividade muitas vezes ausente do espetáculo do Lincoln Center. Certamente essas mudanças são em resposta a esse movimento - mas também parecem menos como uma função dos espaços e mais sobre a escala das empresas e designers que se apresentam lá. Enquanto os aluguéis são bons ​​para designers emergentes (a IMG diz que seus novos espaços serão cerca de 2.000 a 3.000 dólares mais baratos) ainda são muito caros (US$ 15.000 para o Hub), de modo que esse parece ser um falso argumento.

Estas mudanças propostas, que serão anunciadas na quinta-feira, levantam algumas questões importantes sobre o que desfiles de moda se tornaram. Blogueiros ainda são necessários agora que quase toda a primeira fila de editores de mídia impressa usam Instagram? Os principais críticos precisam mesmo de ir a um desfile para dar suas opiniões? (Veja: críticade Cathy Horyn da coleção Outono de YSL RTW que foi feita inteiramente a partir de um computador). Quem importa em um desfile de moda? Se você está na oitava fila, vale mesmo a pena assistir?



A Moda sempre nos deu uma forma arrumadinha de quantificar as hierarquias sociais. Com menos bloggers em shows, enfim, todos os tipos de confusão causados pelos cheios de opinião podem dar uma baixada. Quem já não ouviu um editor de moda da imprensa reclamar que alguns ‘sabem nada’ novatos foram parar na primeira fila quando eles trabalharam durante anos para chegar à terceira? Independentemente disso, será certamente interessante ver o que os senhores do mundo da moda consideram "essencial" e "de valor" - e quem simplesmente vai optar por afirmar seu próprio valor observando a partir de seu computador.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

HÈRMES NA SAATCHI GALLERY


A poderosa marca francesa colocou seus artesãos numa galeria para mostrar com quanta maestria e capricho se faz um produto de luxo. Eu fui conferir e devo dizer que, se já achava que um lenço de seda da Hèrmes poderia ser uma boa aquisição, saí de lá com a impressão de que 1) ele nem é tão caro quanto parece; 2) vai fazer um milhão de combinações de cores bem lá em Lyon e 3) vou investir em um assim que possível (só vai ser difícil escolher).

A parte mais impressionante, que também é a principal atração da mostra, é a impressão na seda que transforma um pedaço de tecido em desejo incontrolável, em processo que beira a mágica, pelo menos para quem, como eu, tem loucura por tecidos e trabalhos manuais.



Antes de mostrar o vídeo, quero dizer que fiquei surpresa em descobrir que a fazenda que produz os casulos do bicho da seda se localiza no Brasil. O artesão responsável pela apresentação contou que depois de terem a China como fornecedora por muitos anos, mas com constante irregularidade no padrão de qualidade. Ele atribui o alto padrão de qualidade da seda produzida no nosso país à grande área disponível para produção (os bichinhos se alimentam de árvores) aliada ao know-how dos imigrantes japoneses.

Essa estampa do vídeo se chama Godspell e é uma das mais simples da marca, com "apenas" 14 cores. A estampa mais complexa atualmente é a figura de uma índia, que utiliza 46 cores dos mais de 300.000 tons desenvolvidos pela Hèrmes. Os lenços, que medem 90 x 90 cm, consomem 300 casulos de seda cada, ou 4.500 metros do fio produzido pelos bichos da seda.




segunda-feira, 3 de junho de 2013

MADE-BY: SUSTENTABILIDADE CERTIFICADA

A MADE-BY é uma organização européia sem fins lucrativos com a missão de melhorar as condições ambientais e sociais na indústria da moda e tornar a sustentabilidade uma prática comum.



As marcas filiadas à MADE-BY utilizam algodão orgânico e trabalham com fábricas de costura que têm um código social de conduta. Estas podem ser identificadas por meio de um botão azul, que sinaliza aos consumidores que suas roupas são produzidos de forma sustentável.

A MADE-BY ajuda marcas a limpar seu processo de fabricação, através de processos certificados. Em associação com a Solidaridad - um especialista na área de comércio justo e práticas ambientais - eles desenvolvem cadeias produtivas em que peças de vestuário podem ser fabricados de forma sustentável do início ao fim. Eles criaram redes de fornecedores na Índia, Peru, África do Norte e China, bem como na Turquia e na Europa Oriental. Essas redes incluem projetos de algodão orgânico, spinners e fábricas de costura, mas também ONGs locais, sindicatos e especialistas na área das condições sociais e ambientais.



No final de 2004, a MADE-BY começou a trabalhar com as suas duas primeiras marcas, Imps & Elfs e Kuyichi. No início de 2007, o número de marcas associadas àMADE-BY aumentou para vinte e quatro (com sede na Holanda, Dinamarca, Alemanha e Irlanda), ativo em todo o mundo. Em cooperação com o seu parceiro Organic Exchange, Made-By desenvolveu um sistema track & trace  através do qual os consumidores podem ver por onde seu vestuário passou durante as diferentes fases de produção.

Eles oferecem ao consumidor uma escolha mais ampla de peças produzidas de forma sustentável. Enquanto a organização ajuda marcas a melhorar seu processo de produção, as marcas podem continuar fazendo o que sabem melhor, ou seja, seduzir os consumidores com um produto atrativo.