quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Será que se livrar dos 'Fashion Bloggers' trará a glória de volta?



No outono passado, Oscar de la Renta expressou frustraçãocom "megashows" da Fashion Week que estão cheios de "20 milhões de pessoas com conexão zero com as roupas. Em resposta, ele anunciou um plano de cortar sua lista de convidados para um máximo de 350, cuidadosamente selecionados. Agora, Catherine Bennett, vice -presidente sênior e diretora-gerente da IMG, diz que a empresa que administra a Mercedes-Benz Fashion Week vai fazer alterações semelhantes para seus shows na próxima temporada. Ela disse ao Wall Street Journal que a Fashion Week "foi se tornando um jardim zoológico. O que costumava ser uma plataforma para designers estabelecidos para estrear suas coleções para selecionar mídia e compradores tem caminhado para um período confuso, muitas vezes com um custo proibitivo e desgastante para a nossa indústria para efetivamente fazer negócios."

Em muitos aspectos, isso é verdade. O Wall Street Journal relata que a IMG irá apresentar dois locais redesenhados nas tendas do Lincoln Center, em fevereiro, um dos quais com pegada mais industrial, e o outro mais "íntimo". As mudanças serão feitas para que os conviados VIP fiquem mais confortáveis e para dar mais espaço para entrevistas de bastidores. Dois novos espaços fora do local também serão abertos, um dos quais será chamado Hudson Hub e será voltado para up- designers em ascenção.

Os novos espaços são projetados, relata o Jornal, para responder a reclamações de designers e da velha guarda da moda sobre o confuso espetáculo que a Fashion Week tornou-se, com as novas instalações destinadas a, como colocou um porta-voz da IMG, "controlar e reduzir as capacidades de audiência; fazer convites mais uma vez um passe exclusivo para insiders verdadeiros da moda".

A IMG diz que espera eliminar os participantes com apenas uma "conexão tênue com a indústria da moda", porque o Lincoln Center "foi cercado por blogueiros de moda, fotógrafos de street style e fãs de moda... para além das centenas de jornalistas e dezenas de celebridades".

É difícil não se perguntar se em todas estas reivindicações para melhorar a eficiência não se esconde um bom e velho desejo de voltar à exclusividade e livrar-se da moderna ralé: todos esses "blogueiros de moda" e imprensa considerada menos importante.

Muitos dos shows mais íntimos agora acontecem nos estúdios do centro, galerias e armazéns que permitem a exclusividade muitas vezes ausente do espetáculo do Lincoln Center. Certamente essas mudanças são em resposta a esse movimento - mas também parecem menos como uma função dos espaços e mais sobre a escala das empresas e designers que se apresentam lá. Enquanto os aluguéis são bons ​​para designers emergentes (a IMG diz que seus novos espaços serão cerca de 2.000 a 3.000 dólares mais baratos) ainda são muito caros (US$ 15.000 para o Hub), de modo que esse parece ser um falso argumento.

Estas mudanças propostas, que serão anunciadas na quinta-feira, levantam algumas questões importantes sobre o que desfiles de moda se tornaram. Blogueiros ainda são necessários agora que quase toda a primeira fila de editores de mídia impressa usam Instagram? Os principais críticos precisam mesmo de ir a um desfile para dar suas opiniões? (Veja: críticade Cathy Horyn da coleção Outono de YSL RTW que foi feita inteiramente a partir de um computador). Quem importa em um desfile de moda? Se você está na oitava fila, vale mesmo a pena assistir?



A Moda sempre nos deu uma forma arrumadinha de quantificar as hierarquias sociais. Com menos bloggers em shows, enfim, todos os tipos de confusão causados pelos cheios de opinião podem dar uma baixada. Quem já não ouviu um editor de moda da imprensa reclamar que alguns ‘sabem nada’ novatos foram parar na primeira fila quando eles trabalharam durante anos para chegar à terceira? Independentemente disso, será certamente interessante ver o que os senhores do mundo da moda consideram "essencial" e "de valor" - e quem simplesmente vai optar por afirmar seu próprio valor observando a partir de seu computador.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

2014! Mas...

... ainda tem mulher que acredita:

- Em 'Farinha Seca Barriga'

natue02

- Que precisa "malhar que nem filha da puta" pra ter um marido magya

- ~Marido Magya~

- Que as mulheres da mídia são mais bonitas que elas e suas amigas


- Que é culpa (só) da mulher se ela se envolver com um homem casado


Affff

Mas é Ano Novo na China. Vamos ver se alguma coisa muda.
Meus votos são de que nós sejamos mais inteligentes e nos amemos mais - a nós mesmas, como somos, e umas às outras.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

:: NA COZINHA :: PICOLÉS CASEIROS (E ALCOÓLICOS!)

O verão e as festas de final de ano estão chegando! E achei uma seleção incrível de picolés de tequila, rum, vodka, cerveja, e mais o que você quiser inventar! Uma ótima opção para matar o calor e aproveitar o final de ano. Se não quiser ele alcoólico, é só deixar de lado a bebida e usar apenas as frutas.
Agora vamos as receitas que são muito fáceis! A dica é fazer de um dia para o outro, já que o álcool demora mais para congelar. E se não tiver forminhas para sorvete, use copos de shot, americano, o que tiver!


- Melancia com hortelã


¼ de xícara de água
¼ de xícara de açúcar
1/3 de hortelã fresco (pode ser trocado por manjericão)
4 xícaras de melancia em cubos
Suco de 2 limões
1/3 de xícara de tequila


Modo de preparo: em uma panela pequena misture a água, o açúcar e a hortelã. Deixe ferver até dissolver o açúcar e reduzir. Retire do fogo, peneire e reserve. Com um processador ou liquidificador bata a melancia com o suco de limão. Passe por uma peneira bem fina e misture com a tequila e o xarope de menta. Coloque a mistura em formas e leve ao congelador por 30 minutos antes de colocar os palitos. Deixe de um dia para o outro.


-Morango com pêssego e Vodka


15 morangos amassados
3/4 xícara de Xarope de pêssego (receita abaixo)
1 xícara de água com gás
1 colher de suco de limão
2/3 de xícara de vodka


Modo de preparo: misture o purê de morango com 1/3 de vodka e encha ¼ da forminha para sorvete. Reserve. Misture o xarope de pêssego com a água com gás e adicione o restante da vodka e o suco de limão. Preencha as forminhas e leve para gelar. Quando estiver mais firme, coloque os palitos e volte para o congelador de um dia para o outro.
Para o xarope de pêssego:
½ xícara de pêssegos em cubos
1 xícara de água
1 xícara de açúcar
Modo de preparo: no processador ou liquidificador bata o pêssego até virar um purê. Misture a água e o açúcar e leve ao fogo. Deixe ferver por 5 minutos. Passe por uma peneira fina e reserve.



-Mojito de manga


1 ½ xícara de manga picada
1/3 de xícara de rum
Suco de 1 limão
2 colheres de açúcar
2 colheres de hortelã picado
½ xícara de água


Modo de preparo: Bata a manga, o rum, o suco de limão e o açúcar até ficar homogêneo. Adicione a água e a hortelã e bata até misturar tudo. Coloque nos moldes e leve para o congelador. Após 30 minutos, ou depois que firmar a mistura, adicione os palitos e deixe congelar de um dia para o outro.


Amora com Prosecco


2 xícaras de Prosecco
1/3 de xícara de amoras
½ xícara de licor de cassis
1 colher de suco de limão
Zest de limão


Modo de preparo: Amasse as amoras com o licor de cassis. Adicione o suco de limão e a zest e misture. Coloque na forma de sorvete aproximadamente 1 colher dessa mistura e por cima jogue o Prosecco. Deixe gelar por 2 horas ou até que solidifique o suficiente para segurar o palito. Volte ao congelador e deixa da noite para o dia.



Essas receitas e mais MUITAS outras, muitas mesmo,  você encontra nos links:


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

ESCRITÓRIO FRIO, RUA QUENTE




Quem trabalha em escritório deve concordar comigo quando eu digo que é mais fácil se vestir para trabalhar em dias frios ou, no mínimo, de temperatura amena. Por mais que eu adore os dias bonitos e quentes, a diferença de temperatura entre a rua e o freezer em que alguns escritórios se transformam, sob o poder do ar condicionado, faz eu querer que seja verão só aos fins de semana ou nas horas que sobram depois do expediente.

É dificílimo escolher uma roupa que seja adequada para as duas situações. Eu me vejo renunciando às saias e vestidos, com medo da garganta se ressentir das muitas horas em um ambiente cuja temperatura não suporta tanta pele à mostra. O pé, que parece não ter sistema circulatório próprio, então, não pode ficar de fora de maneira alguma e nessa, as sandálias vão ficando cada vez mais no fundo do armário.



Trabalhando há alguns anos nesses ambientes refrigerados, aprendi algumas manhas. Cardigan fininho, que cabe na bolsa e não amassa é um must have. Vale ter alguns de cores que coordenem bem com as suas roupas e não esquecer de agarrar um antes de sair de casa. Pashminas são uma opção e dá até para fazer um charme amarrando na bolsa enquanto não é preciso aquecer o pescoço e as costas. Eu tenho panos coloridos de vários materiais que desempenham o mesmo papel.

Para os pés, confesso que não encontrei uma solução perfeita. Aproveito que não é muito adequado estar com eles super à mostra no trabalho e uso sapatilhas vazadas quando está mais calor e sempre evito os calçados acolchoados. Quanto às roupas, o que aprendi é que o material da peça é muito mais importante que o comprimento. Em dias super quentes, materiais naturais. Funciona melhor uma calça de algodão com uma camisa de gramatura leve que um vestido ou regata de poliéster. Só o fato da pele poder respirar já te deixa com uma sensação mais fresca, mesmo debaixo do sol do meio-dia. E ainda por cima te protege do ar condicionado.



Quando for às compras, pense nisso. Roupa de verão não precisa ser necessariamente curta e cavada, e certamente não deve ser quando se trata de peças que você usa no trabalho. Invista nos tecidos que "respiram", como linho e algodão (naturais) ou poliamida e viscose (sintéticos). Fuja dos poliéster, mesmo que o preço seja mais apelativo. Na dúvida, recorra à etiqueta de composição e seja feliz.

sábado, 14 de dezembro de 2013

A ROUPA QUE VOCÊ VESTE DIZ QUEM VOCÊ É OU A QUAL CLASSE SOCIAL VOCÊ GOSTARIA DE PERTENCER?


Uma amiga, certa vez, veio me pedir um conselho. - Não sei com que roupa sair no sábado à noite. Perguntei, tentando entender - Mas qual é exatamente a dúvida? A resposta foi - Não sei como me vestir, é balada de playboy.  Na minha cabeça, a primeira tradução (meu cérebro traduz tudo que ouve, bem irritante) saiu “Não sei como me fantasiar, é lugar de gente rica”.

Para mim, não faz muito sentido que o nosso estilo pessoal seja radicalmente mudado de acordo com a classe social da média dos frequentadores de um evento, o que não é o mesmo que se vestir de acordo com uma determinada ocasião. Tendo um estilo que respeite quem você é e a mensagem que você quer passar, você vai saber o que vestir em situações formais ou não, eventos diurnos e noturnos, e assim por diante.

Meu conselho, naquela ocasião, foi: - Veste o que você veste sempre, que te faz sentir bem, você mesma. Eu sabia que não tinha nada de errado com o estilo de sempre dela e eu temia que ela fosse correndo comprar um vestido super curto, um sapato super alto, a carteira da marca da moda. Eu tenho a impressão que esse é o uniforme das meninas que frequentam casas noturnas com um alto valor de ingresso.
Primeiro resultado da busca 'Uniforme para balada'


Esse episódio me fez pensar em quanto as pessoas estão preocupadas em convencer as outras de que pertencem a um certo grupo e que, geralmente, quando essa preocupação existe é porque elas não pertencem e, por isso, o esforço. Isso fica muito claro para mim ao ver alguns produtos, sem motivo aparente, serem consumidos como se fossem os únicos de sua classe. Quando eu digo ‘sem motivo aparente’ eu quero dizer que eles ou não são bonitos o suficiente para justificar o frisson e/ou vestem mal seus donos.

Quem ainda não se cansou dos relógios e bolsas Michael Kors, sapatilhas Terry Burch, calças Diesel, camisas Equipment, Crocs, UGGs, etc.? Isso só para falar dos “originais”, numa faixa classe média, porque a partir deles surgem as cópias (vide tênis com salto interno e saias mullet que, agora, todo mundo está amando odiar), o que torna o fenômeno todo ainda mais maluco. Mas não incompreensível.


O que todos estes produtos têm em comum? Na minha opinião, o preço mais alto do que seria razoável aliado à facilidade de serem reconhecidos e, portanto, de transmitir o sinal desejado, ainda que inconscientemente. Que sinal? “Eu tenho dinheiro e sou bem informado o suficiente para ter ISTO.” Daí surgem os absurdos que se vê nas semanas de moda. Depois da logomania, que surgiu na década de 80 e foi revisitada há alguns anos, agora é a vez de competir não por qual marca tem o logo que ocupa a maior porcentagem de uma peça, mas qual marca faz o objeto feio mais vendável. 

Eu não vejo nada de errado no fato de a indústria usar essa estratégia, esse é o papel de quem tem como objetivo vender mais que seu concorrente. Mas enquanto ela dá certo, é um sinal de que nós não nos importamos de estar uniformizados e, ainda por cima, feios. É um sinal de que estamos vestidos não de nós mesmos, mas como “deveríamos” estar para sermos aceitos, de que estamos dando mais valor ao que se tem do que ao que se é.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

HÈRMES NA SAATCHI GALLERY


A poderosa marca francesa colocou seus artesãos numa galeria para mostrar com quanta maestria e capricho se faz um produto de luxo. Eu fui conferir e devo dizer que, se já achava que um lenço de seda da Hèrmes poderia ser uma boa aquisição, saí de lá com a impressão de que 1) ele nem é tão caro quanto parece; 2) vai fazer um milhão de combinações de cores bem lá em Lyon e 3) vou investir em um assim que possível (só vai ser difícil escolher).

A parte mais impressionante, que também é a principal atração da mostra, é a impressão na seda que transforma um pedaço de tecido em desejo incontrolável, em processo que beira a mágica, pelo menos para quem, como eu, tem loucura por tecidos e trabalhos manuais.



Antes de mostrar o vídeo, quero dizer que fiquei surpresa em descobrir que a fazenda que produz os casulos do bicho da seda se localiza no Brasil. O artesão responsável pela apresentação contou que depois de terem a China como fornecedora por muitos anos, mas com constante irregularidade no padrão de qualidade. Ele atribui o alto padrão de qualidade da seda produzida no nosso país à grande área disponível para produção (os bichinhos se alimentam de árvores) aliada ao know-how dos imigrantes japoneses.

Essa estampa do vídeo se chama Godspell e é uma das mais simples da marca, com "apenas" 14 cores. A estampa mais complexa atualmente é a figura de uma índia, que utiliza 46 cores dos mais de 300.000 tons desenvolvidos pela Hèrmes. Os lenços, que medem 90 x 90 cm, consomem 300 casulos de seda cada, ou 4.500 metros do fio produzido pelos bichos da seda.