sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

ESCRITÓRIO FRIO, RUA QUENTE




Quem trabalha em escritório deve concordar comigo quando eu digo que é mais fácil se vestir para trabalhar em dias frios ou, no mínimo, de temperatura amena. Por mais que eu adore os dias bonitos e quentes, a diferença de temperatura entre a rua e o freezer em que alguns escritórios se transformam, sob o poder do ar condicionado, faz eu querer que seja verão só aos fins de semana ou nas horas que sobram depois do expediente.

É dificílimo escolher uma roupa que seja adequada para as duas situações. Eu me vejo renunciando às saias e vestidos, com medo da garganta se ressentir das muitas horas em um ambiente cuja temperatura não suporta tanta pele à mostra. O pé, que parece não ter sistema circulatório próprio, então, não pode ficar de fora de maneira alguma e nessa, as sandálias vão ficando cada vez mais no fundo do armário.



Trabalhando há alguns anos nesses ambientes refrigerados, aprendi algumas manhas. Cardigan fininho, que cabe na bolsa e não amassa é um must have. Vale ter alguns de cores que coordenem bem com as suas roupas e não esquecer de agarrar um antes de sair de casa. Pashminas são uma opção e dá até para fazer um charme amarrando na bolsa enquanto não é preciso aquecer o pescoço e as costas. Eu tenho panos coloridos de vários materiais que desempenham o mesmo papel.

Para os pés, confesso que não encontrei uma solução perfeita. Aproveito que não é muito adequado estar com eles super à mostra no trabalho e uso sapatilhas vazadas quando está mais calor e sempre evito os calçados acolchoados. Quanto às roupas, o que aprendi é que o material da peça é muito mais importante que o comprimento. Em dias super quentes, materiais naturais. Funciona melhor uma calça de algodão com uma camisa de gramatura leve que um vestido ou regata de poliéster. Só o fato da pele poder respirar já te deixa com uma sensação mais fresca, mesmo debaixo do sol do meio-dia. E ainda por cima te protege do ar condicionado.



Quando for às compras, pense nisso. Roupa de verão não precisa ser necessariamente curta e cavada, e certamente não deve ser quando se trata de peças que você usa no trabalho. Invista nos tecidos que "respiram", como linho e algodão (naturais) ou poliamida e viscose (sintéticos). Fuja dos poliéster, mesmo que o preço seja mais apelativo. Na dúvida, recorra à etiqueta de composição e seja feliz.

sábado, 14 de dezembro de 2013

A ROUPA QUE VOCÊ VESTE DIZ QUEM VOCÊ É OU A QUAL CLASSE SOCIAL VOCÊ GOSTARIA DE PERTENCER?


Uma amiga, certa vez, veio me pedir um conselho. - Não sei com que roupa sair no sábado à noite. Perguntei, tentando entender - Mas qual é exatamente a dúvida? A resposta foi - Não sei como me vestir, é balada de playboy.  Na minha cabeça, a primeira tradução (meu cérebro traduz tudo que ouve, bem irritante) saiu “Não sei como me fantasiar, é lugar de gente rica”.

Para mim, não faz muito sentido que o nosso estilo pessoal seja radicalmente mudado de acordo com a classe social da média dos frequentadores de um evento, o que não é o mesmo que se vestir de acordo com uma determinada ocasião. Tendo um estilo que respeite quem você é e a mensagem que você quer passar, você vai saber o que vestir em situações formais ou não, eventos diurnos e noturnos, e assim por diante.

Meu conselho, naquela ocasião, foi: - Veste o que você veste sempre, que te faz sentir bem, você mesma. Eu sabia que não tinha nada de errado com o estilo de sempre dela e eu temia que ela fosse correndo comprar um vestido super curto, um sapato super alto, a carteira da marca da moda. Eu tenho a impressão que esse é o uniforme das meninas que frequentam casas noturnas com um alto valor de ingresso.
Primeiro resultado da busca 'Uniforme para balada'


Esse episódio me fez pensar em quanto as pessoas estão preocupadas em convencer as outras de que pertencem a um certo grupo e que, geralmente, quando essa preocupação existe é porque elas não pertencem e, por isso, o esforço. Isso fica muito claro para mim ao ver alguns produtos, sem motivo aparente, serem consumidos como se fossem os únicos de sua classe. Quando eu digo ‘sem motivo aparente’ eu quero dizer que eles ou não são bonitos o suficiente para justificar o frisson e/ou vestem mal seus donos.

Quem ainda não se cansou dos relógios e bolsas Michael Kors, sapatilhas Terry Burch, calças Diesel, camisas Equipment, Crocs, UGGs, etc.? Isso só para falar dos “originais”, numa faixa classe média, porque a partir deles surgem as cópias (vide tênis com salto interno e saias mullet que, agora, todo mundo está amando odiar), o que torna o fenômeno todo ainda mais maluco. Mas não incompreensível.


O que todos estes produtos têm em comum? Na minha opinião, o preço mais alto do que seria razoável aliado à facilidade de serem reconhecidos e, portanto, de transmitir o sinal desejado, ainda que inconscientemente. Que sinal? “Eu tenho dinheiro e sou bem informado o suficiente para ter ISTO.” Daí surgem os absurdos que se vê nas semanas de moda. Depois da logomania, que surgiu na década de 80 e foi revisitada há alguns anos, agora é a vez de competir não por qual marca tem o logo que ocupa a maior porcentagem de uma peça, mas qual marca faz o objeto feio mais vendável. 

Eu não vejo nada de errado no fato de a indústria usar essa estratégia, esse é o papel de quem tem como objetivo vender mais que seu concorrente. Mas enquanto ela dá certo, é um sinal de que nós não nos importamos de estar uniformizados e, ainda por cima, feios. É um sinal de que estamos vestidos não de nós mesmos, mas como “deveríamos” estar para sermos aceitos, de que estamos dando mais valor ao que se tem do que ao que se é.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

HÈRMES NA SAATCHI GALLERY


A poderosa marca francesa colocou seus artesãos numa galeria para mostrar com quanta maestria e capricho se faz um produto de luxo. Eu fui conferir e devo dizer que, se já achava que um lenço de seda da Hèrmes poderia ser uma boa aquisição, saí de lá com a impressão de que 1) ele nem é tão caro quanto parece; 2) vai fazer um milhão de combinações de cores bem lá em Lyon e 3) vou investir em um assim que possível (só vai ser difícil escolher).

A parte mais impressionante, que também é a principal atração da mostra, é a impressão na seda que transforma um pedaço de tecido em desejo incontrolável, em processo que beira a mágica, pelo menos para quem, como eu, tem loucura por tecidos e trabalhos manuais.



Antes de mostrar o vídeo, quero dizer que fiquei surpresa em descobrir que a fazenda que produz os casulos do bicho da seda se localiza no Brasil. O artesão responsável pela apresentação contou que depois de terem a China como fornecedora por muitos anos, mas com constante irregularidade no padrão de qualidade. Ele atribui o alto padrão de qualidade da seda produzida no nosso país à grande área disponível para produção (os bichinhos se alimentam de árvores) aliada ao know-how dos imigrantes japoneses.

Essa estampa do vídeo se chama Godspell e é uma das mais simples da marca, com "apenas" 14 cores. A estampa mais complexa atualmente é a figura de uma índia, que utiliza 46 cores dos mais de 300.000 tons desenvolvidos pela Hèrmes. Os lenços, que medem 90 x 90 cm, consomem 300 casulos de seda cada, ou 4.500 metros do fio produzido pelos bichos da seda.




terça-feira, 19 de novembro de 2013

RECORTES INUSITADOS



O clima quente do verão convida ao uso de roupas mais frescas e coloridas. Buscar maneiras menos óbvias de mostrar um pouco mais de pele é um jeito esperto para não parecer vulgar e conseguir atravessar os dias de temperatura alta com elegância.




Recortes estratégicos nas costas, nos ombros e até nos sapatos, apareceram nas passarelas apontando tendência. Aliados a materiais naturais e de qualidade, garantem conforto e um look interessante. Aposte!




domingo, 17 de novembro de 2013

:: LOOKS :: ERIN WASSON

Eu tenho alguns ícones de estilo preferidos. Não basta ser a garota mais bem vestida das últimas 3 temporadas, se ficar evidente que tem um personal stylist por trás, e poucas mulheres tem esse senso de estilo inato. A modelo/estilista (e stylist do amigo Alexander Wang) Erin Wasson é dessas que eu paro pra olhar, sempre que surge uma foto nova rede. Tão bonita quanto Gisele Bundchen e cool quanto Kate Moss, Erin é aquele tipo de mulher que, como poucas, consegue se manter fiel a um estilo completamente seu seja qual for a ocasião.

Ninguém veste melhor um jeans rasgado com uma camiseta podrinha, e os acessórios étnicos que sempre têm um toque indígena americano, mas mesmo que for a um evento com dress code mais careta e formal, Erin ainda tem um toque próprio que não faz parecer que ela está fantasiada ou se vestiu para a festa errada. Isso é um dom! Os cabelos ondulados com as pontas mais claras são uma marca registrada e ela passa pelos modismos sem parecer uma vítima simplesmente porque tem aquela segurança de quem sabe quem é e que mensagem quer passar através da roupa. E é essa segurança o que todas as mulheres deviam buscar, porque o corpo, só nascendo de novo...











terça-feira, 12 de novembro de 2013

VOCÊ CONHECE A KITSCH KITCHEN?





Eu já tinha entrado em alguma loja deles, em algum outro país, mas não vou me lembrar nem quando nem onde. Então, é melhor eu falar sobre o que eu me lembro. A Kitsch Kitchen é uma loja de artigos de decoração, que como o próprio nome já entrega, é totalmente kitsch, tem um visual completamente mexicano, cores, cores e mais cores.

Eles vendem desde utilidades domésticas, até brinquedos, bolsas e aqueles tecidos plastificados de colocar na mesa, que poderiam facilmente ser usados na cenografia da Uma Grande Família. Os artigos de papelaria também são bem fofos e dá vontade de fazer uma festa para a criança mais querida da família com as coisas que eles vendem, além de adquirir um guarda-chuva bem espalhafatoso, mesmo odiando ter que usar um.

A loja é de Amsterdam e tem revendedores em mais 26 países, Brasil inclusive. Por lá, são muito populares os Double Panniers, uma bolsa de carregar nas bicicletas, que serve como decoração (não deixe de assistir o vídeo); vi muitas meninas com uma dessas. Se tiver se interessado, tem loja online (em holandês) e o distribuidor, de São Paulo, é esse aqui.