quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

SOBRE SER (OU NÃO) BONITO



Quando alguém me pergunta se eu achei fulana ou fulano bonito, eu olho, analiso e respondo levando em consideração quesitos simplesmente estéticos e proximidade com padrões de beleza vigentes, porque eu sei que essa é a resposta que a pessoa espera. Dentro da minha cabecinha a análise segue outros rumos, com resultados que algumas vezes coincidem e tantas outras, não.

É fácil julgar a aparência de uma pessoa, como quem bate o olho em uma foto e diz se ela ficou boa ou não. Eu gosto de ir um pouco mais além e a pergunta que eu sempre me faço quando eu quero chegar à conclusão de se eu acho alguém bonito ou não é: essa pessoa parece estar confortável na sua própria pele?

E quando eu falo pele, é pele mesmo que eu quero dizer, corpo, estrutura física, aspecto externo. Fala-se muito sobre auto-estima e confiança, mas eu não acho que uma coisa tenha necessariamente a ver com a outra. Se sentir bem na própria pele, desse jeito que eu enxergo, é simplesmente diferente do nível de aceitação que cada um tem sobre características físicas e psicológicas próprias. Tem a ver com espontaneidade.

São muitas as combinações que poderiam funcionar como exemplo: a gordinha que nem tá com a auto-estima lá essas coisas porque acha que devia ser magra, mas é linda assim; a magra que assim ficou depois de um regime "bem-sucedido" e que tinha uma aparência mais agradável com uns quilos a mais; a ex-magrela que quis porque quis ficar mais gostosa, conseguiu e tá se achando, mas se movia muito mais graciosamente quando era só ossos; isso só listando os relacionados à peso, mas daria para citar proporções de partes variadas do corpo, cor, altura, etc.

Acho que tem uma relação entre o melhor que cada um pode fazer (com o pacotinho que ganhou ao chegar ao mundo) de fato e o que cada um PENSA que seria o seu melhor. Quando as duas forças combinam, estão em harmonia, passa essa sensação de conforto que é perceptível para quem olha de fora e é tão bom de se ver. Por isso eu acho que passar a vida tentando parecer com as imagens de outdoorss e revistas é um desgaste contraproducente, no melhor sentido da palavra.

Isso não é apologia à campanha pela real beleza (apesar de alguns exemplos até coincidirem), não é uma tentativa de dizer que eu não julgo os outros pela aparência, ou que pelo menos eu não levo em consideração padrões estéticos ditados pela indústria. É só para tentar explicar porque você provavelmente não concordaria comigo se eu te respondesse àquela pergunta do começo com a minha opinião de verdade.

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