quarta-feira, 23 de outubro de 2013

VERDE E LINDA



Eu não sou do time que acha que moda e sustentabilidade são contraditórios por definição, mas tenho que dizer que não conhecia exemplos que combinassem atitude verde e produtos desejáveis com bom preço, até então.
Talvez, por se tratar de uma cadeia de fast fashion internacional, a H&M não se encaixe num modelo perfeito de sustentabilidade (no sentido de que é difícil acreditar que se chegue a esse nível de preço se utilizando de mão-de-obra dignamente remunerada), mas há que se dizer que estão colocando uma coleção linda à venda, por preços praticáveis, utilizando material politicamente correto.
O que eu via até então era: ou produtos absolutamente sem graça, quase commodities (equilibrando o preço alto da matéria-prima com baixo custo de modelagem e/ou inovação); ou peças com aquela carinha hippie de boutique/natureba que invariavelmente eram, além de tudo, caras; ou peças legais e MUITO caras. Provavelmente porque é difícil mesmo fechar a equação, e de qualquer maneira, fast fashion e sustentabilidade não são termos que combinem entre si, na verdade.
Mas fica a inspiração. A simples comunicação da marca colocando em destaque a postura consciente de produzir roupas feitas de algodão e hemp orgânicos e lã reciclada (materiais utilizados nessa coleção em questão, Conscious Collection), explicando a origem e o benefício ambiental de cada matéria-prima em relação às fibras comuns, já é uma maneira de fazer o consumidor pensar sobre sua maneira de consumir. É um estímulo para a reflexão que pode, inclusive, ser estendida para outros comportamentos do nosso dia-a-dia.

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